O Agro no espaço: iniciativa promete desenvolver agricultura na Lua e em Marte

Você já se imaginou desenvolvendo uma plantação na Lua? Pois aparentemente o que antes era roteiro de filme de ficção científica, pode sim se tornar realidade, já que empresários da Green Moon Project, tem o ambicioso projeto de desenvolver cultivos essenciais na Lua ou em Marte até o início de 2023.

Os testes estão sendo desenvolvidos na ilha espanhola de Lanzarote, o local na Terra que mais apresenta um ambiente semelhante à Lua, e apontam que é possível criar condições para que as plantas acelerem seu crescimento em locais aparentemente inóspitos ao desenvolvimento vegetativo.

De acordo com o jornal norte-americano AgroFy, o projeto ganhou vida em março de 2019, quando os cientistas selaram um acordo de colaboração com o Centro Chinês de Exploração Espacial (COSE), conhecido por ser o pioneiro na germinação de algodão em um miniecossistema lunar do outro lado da Lua, no mesmo ano.

ENTENDENDO AS CONDIÇÕES DA LUA E MARTE

Agora, segundo o coordenador geral da empresa, José María Ortega, o próximo objetivo é enviar à Lua tubos de ensaio com quatro tipos de solos para estudar como ocorre o processo de germinação do algodão em diferentes condições e compreender como a gravidade afeta a semente.

O primeiro recipiente é preenchido com terreno padrão, outro será com JSC-1A, que é o simulador de rigólito lunar por excelência, e os últimos dois são amostras adquiridas diretamente dos testes em Lanzarote.

“Pretendemos entender muito bem quais são essas condições, para que possamos fabricar e construir nossas próprias estufas e cápsulas que integrem toda a tecnologia necessária para desenvolver a cultura e entender como o fará nessas condições únicas naquele planeta. Para isso precisamos conhecer a interação da planta com os diferentes rególitos que levaremos às cápsulas ”, contextualiza ele.

O empresário lembra ainda que a pesquisa é baseada na ciência da geologia planetária, na biologia vegetal e na engenharia aeroespacial e acrescenta que enviar "algo" ao espaço é muito caro e que, por isso, é preciso ser sustentável a partir do que se encontra lá. “Não é só plantar sementes , é preciso gerar atmosfera e meio ambiente por meio da engenharia, se quisermos plantar ali”, finaliza.

Data: 02/03/2021
Fonte: Redação A Granja

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