Palavra de Produtor

AGRICULTURA DE BAIXO CARBONO

Palavra

Ouve-se com frequência essa expressão, situada dentro do contexto da Economia de Baixo Carbono, para evitar o aquecimento global. No setor automobilístico, há um exemplo para explicar esse conceito/tendência. A General Motors (GM), em 2017, produziu 7,8 milhões de au-tomóveis e tinha um valor de mercado de US$ 56,35 bilhões. Paralelamente, a Tesla, em 2018, produziu 350 mil veículos elétricos e tinha um valor de mercado de US$ 45,76 bilhões. A GM produz veículos movidos por derivados de combustíveis fósseis, e seria a razão para justificar o “valor agregado” da Tesla, em função da tendência por um mundo mais descarbonizado. Ela está inserida no conceito para onde deverá caminhar a produção global.

A pergunta que advém dessa ava-liação anterior diz respeito a como se situa a agricultura brasileira para atender a essa nova demanda do mer-cado consumidor. Bem, ela se baseia numa série de premissas e realidades, próprias de atividade que lida com a natureza. O Brasil, dia sim, dia não, é atacado, como pelo recente manifesto de “608 cientistas” europeus alegando que as políticas públicas do Governo Federal estariam acelerando o desma-tamento da Amazônia e aumentando a produção de CO2. Será verdade? A versão do desmatamento precisa ser analisada sob o olhar do que é legal e do que é ilegal para, então, ser emitido juízo de valor. Todavia, há poucos dias, o projeto governamental TerraClass anunciou dados surpreendentes sobre a Amazônia, e é a comprovação das meias verdades que são ditas sobre o setor primário brasileiro. Ocorreu permanência de regeneração florestal entre 2008 e 2014, perfazendo 94 mil quilômetros quadrados, o que repre-senta 21% de todo o desmatamento praticado na Amazônia até hoje, que foi de 436.621 quilômetros quadrados. E aí? ...

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