Primeira Mão

Invasoras no alvo

A Embrapa disponibilizou para download gratuito na seção Publicações de seu portal o livro “Controle de plantas daninhas: métodos físico, mecânico, cultural, biológico e alelopatia”, a primeira obra brasileira a abordar o controle de invasoras por métodos não químicos. Conforme um dos editores-técnicos, o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo, o livro atende produtores de orgânicos e agroecológicos. O livro, com autoria de 30 especialistas, é dividido em dez capítulos que enfocam métodos de controle biológicos e mecânicos, como roçada, eletrocussão, plantas de cobertura, herbicidas naturais, controle biológico, solarização do solo e flamejamento, entre outros.


Agrishow, R$ 2,9 bi

Primeira

A 25ª edição da feira Agrishow, entre o final de abril e o início de maio, em Ribeirão Preto/SP, teve alta de 6,4% no volume de negócios sobre o ano passado. Foram R$ 2,9 bilhões em comercializações e 159 mil visitantes. “Em seu Jubileu de Prata, a Agrishow 2019 fortaleceu, ainda mais, sua reputação de importante feira do agronegócio em nível mundial. Neste ano, esteve em destaque a conectividade e a tecnologia como aliadas para aumentar a produtividade e a eficiência no campo, e a incorporação de importantes segmentos da cadeia produtiva, como a área de insumos”, avaliou Francisco Matturro, presidente da Agrishow.


R$ 1 bi para o seguro

Durante a Agrishow, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a liberação de R$ 1 bilhão para o Seguro Rural do Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020, valor que é mais do que o dobro dos atuais R$ 440 milhões disponibilizados. Bolsonaro, que esteve na solenidade de abertura da feira, anunciou, ainda, que estão em estudo com o secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, propostas de projeto de lei para aumentar a segurança jurídica dos produtores e combater a violência no campo.


Santos fungicidas

Caso a ferrugem da soja – hipoteticamente – não tivesse controle químico, o buraco nas contas dos produtores seria da ordem de R$ 11,7 bilhões ao ano. Foi o que concluiu estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), baseado na safra 2016/17. A matemática: sem fungicidas, haveria perdas de 30% na produção, o que implicaria, para compensar, em expandir a área da oleaginosa em um terço, a custo de R$ 33 bilhões. Os preços no mercado interno aumentariam 22,9%, mas a receita bruta dos produtores cairia 13,9%. Então o resultado econômico positivo de R$ 8,32 bilhões com a soja se tornaria prejuízo de R$ 3,37 bilhões. Somando-se, perdas de R$ 11,7 bilhões. O estudo completo está em www.cepea.esalq.usp.br/upload/kceditor/files/Cepea_EstudoPragaseDoencas_Parte%201.pdf.


App da nutrição

Apenas com alguns toques na tela do smartphone ou tablet e é possível obter o balanço nutricional da plantação de soja, com as devidas quantidades de nutrientes e corre-tivos que a plantação precisa. Tais informações podem ser obtidas pelo aplicativo Nutri Meio-Norte, módulo soja, o primeiro do tipo desenvolvido pela Embrapa, que foi apresen-tado na feira AgroBalsas, em Balsas/MA, no mês passado. o aplicativo foi desenvolvido, no ano passado, pelo então estagiário de tec-nologia da informação Filipe Ribeiro Chaves, da Associação de Ensino Superior do Piauí, da equipe vencedora da maratona Hackathon Acadêmico Embrapa 2017, no Piauí. Nesse primeiro módulo, o Nutri Meio-Norte permite, depois da análise foliar, conhecer a fertilização adequada para o cultivo, mostrando os dados nutricionais das plantas, como os nutrientes em excesso e em deficiência.


O disparate dos custos

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apurou que o custo médio de produção de soja de duas fazendas típicas do Brasil (localizadas em Sorriso/MT e em Cascavel/PR) foi de US$ 291,7 por tonelada nas últimas cinco safras (de 2013/14 a 2017/18), contra US$ 163,8/tonelada de duas fazendas típicas dos EUA (em Iowa e Dakota do Norte), ou seja, 78% mais caro. E ainda 85% mais alto que na Argentina, de US$ 157/tonelada. O levantamento do Cepea teve por base os valores em moeda nacional e ajustado ao índice de paridade do poder de compra (PPP – Purchasing Power Parities).


Conforme o estudo, nos últimos dez anos, a taxa de crescimento do custo de produção em Sorriso foi de 3% ao ano. O destaque (negativo, claro) foi o avanço nos gastos com inseticidas, de 23,8% ao ano, seguido pelo aumento dos gastos com herbicidas, de 8,8%/ano; dos fungicidas, 7,8%/ano; e da operação mecânica, 5%/ano. Já o crescimento da receita bruta foi de 2,8% ao ano no mesmo período, bem menor que o do custo operacional efetivo, o que resultou em rentabilidade decrescente de 0,7%/ano. Apurou-se, ainda, que, nas últimas três safras (2015/16, 2016/17 e 2017/18), o Custo Operacional Efetivo médio real da produção da oleaginosa na região ficou 11% acima do verificado na média das temporadas 2012/13, 2013/14 e 2014/15, e 33% superior à do triênio (2009/10, 2010/11 e 2011/12).


R$ 142 bilhões

Em dez meses. Esse foi o total de contratações do crédito rural, entre julho de 2018 e abril de 2019 – alta de 6% em relação ao mesmo período do ano agrícola anterior. O custeio registrou R$ 78 bilhões (+4%); a agroindustrialização, R$ 6,3 bilhões (+10%); e a comercialização, outros R$ 21 bilhões (-10%). Já os investimentos atingiram R$ 36,6 bilhões (+21%), com destaque para os programas de aquisição de máquinas e implementos (Moderfrota), com R$ 7,6 bilhões; o Pronamp, com R$ 1,1 bilhão; o programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Programa ABC), com R$ 1,4 bilhão; além do Pronaf Mais Alimentos, com R$ 7,1 bilhões.


MS: agro é 95,5% das exportações

As exportações do agronegócio sul-ma-to-grossense tiveram receita de US$ 1,13 bilhão no primeiro trimestre, o que corresponde a 95,5% do total das vendas externas do estado. Em 2018, o faturamento no período foi de US$ 1,12 bilhão, ou 94% das vendas. O destaque é o segmento de produtos florestais, com participação de 49,9% na receita total, à frente do complexo soja (23,6%) e de carnes (20,5%). “O agro se consolida sustenta-velmente, investido em modelos de integração que elevam o potencial econômico do setor produtivo, e, por isso, esse segmento (florestas) tem se sobressaído”, afirma a diretora-técnica do Sistema Fama-sul, Mariana Urt.


1,4 bilhão

De litros. Esta é a produção de etanol a partir do milho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, agora, passou a fazer o levantamento da produção gerada pelo cereal. Mato Grosso é o maior produtor, seguido por Goiás e Paraná. “Existe a perspectiva de surgirem novas unidades de produção, porque outros estados já estão investindo para iniciar sua produção nos próxi-mos anos”, destacou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Guilherme Bastos. “Entre as vantagens do milho em relação à cana está o fato de o Brasil ser um dos maiores produtores do grão. E vale lembrar que o produto final é o mesmo.” Já a produção de etanol a partir da cana deverá ser 30,3 bilhões de litros, redução de 4,2% sobre a safra passada (33,1 bilhões).