Adubação

O manejo preciso da adubação FOSFATADA

Adubação

Quais as condições de solo, clima e até relevo para a lanço ser o método mais recomendado para aplicação do fósforo? Artigo esclarece as condições pró e contra a aplicação a lanço desse elemento tão importante às culturas – e que custa caro ao produtor

Eng. agrônomos Silvino Moreira, Dr. em Solos e Nutrição de Plantas, professor na Universidade Federal de Lavras/MG (Ufla), e Júlia Macedo, pós-graduanda em Fitotecnia na Ufla

A construção e manutenção da fertilidade do solo nos sistemas de produção de grãos é dos grandes desafios para se obter altas produtividades. Dentro da fertilidade, um dos principais gargalos é o manejo do fósforo (P), que embora seja um dos macronutrientes exportados em menores quantidades pelas culturas, normalmente é o que se aplica em maior quantidade durante as adubações. O fósforo possui dinâmica complexa no solo, principalmente por ser um nutriente de baixa mobilidade no solo, com facilidade de perdas por adsorção e precipitação, além ser transportado da solução do solo para as raízes por difusão, processo caracterizado por ocorrer a curtas distâncias. Por isso, normalmente sempre se ensinou nas escolas de Agronomia que para se ter alta eficiência no uso do nutriente, o adubo fosfatado deveria ser aplicado bem próximo das raízes (próximo das sementes), ou seja, colocado na linha de semeadura da cultura.

O processo de adsorção é a forma principal de perda química do fósforo para o solo, como é o caso dos Latossolos sob Cerrado, os quais apresentam mineralogia oxídica (oxidos de ferro e alumínio). Desta forma, como não se pode mudar a mineralogia do solo para iniciar o processo produtivo, é preciso “pagar um pedágio” para iniciar a utilização desses so...

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