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CAFÉ Safras aponta comercialização 2018/19 do Brasil em 59%

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Lessandro Carvalho - [email protected]

A comercialização da safra de café do Brasil 2018/19 (julho/junho) chegou a 59% até 19 de novembro, dado do levantamento de Safras & Mercado. No mês anterior, a comercialização avançou em oito pontos percentuais. As vendas estão ligeiramente atrasadas em relação ao ano passado, quando 60% da safra 2017/18 estava comercializada até então. A comercialização está também levemente abaixo da média dos últimos cinco anos, que é dos mesmos 60% para esta época. Com isso, já foram comercializadas 35,79 milhões de sacas de 60 quilos, tomando- se por base a estimativa de Safras & Mercado, de uma safra 2018/19 de café brasileira de 60,5 milhões de sacas. Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, as vendas por parte dos produtores ganharam intensidade ao longo do mês de outubro no Brasil. “A recuperação das cotações acabou trazendo mais produtores ao mercado”, afirma. Barabach observa que as vendas de arábica ganharam mais ritmo, com o produtor comprometendo 56% da safra. Mesmo com o bom avanço, o percentual comercializado continua abaixo de igual época do ano passado (57%) e também aquém da média para o período (58%). Já a comercialização de conilon está em 69% da safra, um fluxo mais acelerado em relação a igual período do ano passado (68%) e também na comparação com a média de cinco anos (65%).


ALGODÃO Forte queda do petróleo pressiona cotações domésticas

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Rodrigo Ramos - [email protected]

A primeira quinzena de novembro encerrou com os preços domésticos do algodão pressionados pela forte queda do petróleo no mercado internacional daquelas semanas – em especial, no pregão do dia 13, no qual o recuo foi de 7% para o petróleo WTI. “Com esse recuo, os preços das fibras sintéticas, produto competidor direto à pluma, acaba recuando e força os preços do algodão também para baixo”, explica o analista Élcio Bento. No Cif de São Paulo, a fibra era cotada a R$ 2,95 por libra-peso no dia 15, acumulando perdas de 4,53% em 30 dias. Em relação a igual período do ano passado, a elevação ainda era de 22,92%.


As exportações somaram 70,1 mil toneladas até a segunda semana de novembro, com média diária de 11,7 mil toneladas. A receita com as vendas foi de US$ 121,7 milhões, média diária de US$ 20,3 milhões. O preço médio é de US$ 1.734,40 por tonelada. Na comparação com outubro, houve avanço de 57,7% na média diária de receita e alta de 57,8% no volume, e o preço ficou estável. Se for comparado ao mesmo mês de 2017, houve elevação de 61% na receita, alta de 49,6% no volume e ganho de 7,6% no preço. No acumulado do mês, a média fica em US$ 649 mil, resultado 2,7% superior à média diária do mês anterior, que foi de US$ 632 mil. Na comparação com a média diária de igual mês do ano passado, de US$ 618 mil, verifica-se um avanço de 4,9% na média diária das importações de algodão.


ARROZ Mercado brasileiro mostra fraqueza de preços e poucos negócios

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Rodrigo Ramos - [email protected]

O mercado de arroz encerrou a terceira semana de novembro com preços enfraquecidos e poucos negócios. “O mercado contou com pouquíssimo movimento na semana encerrada dia 16, devido ao feriado de Proclamação da República, no dia 15”, destaca o analista de Safras & Mercado Gabriel Viana. No Rio Grande do Sul, principal referencial, o preço médio era cotado a R$ 42,24/saca de 50 quilos em 16 de novembro. Em comparação a igual período de outubro, havia recuo de 6,18%. “Como o mercado brasileiro vive um momento de redução da oferta interna devido à diminuição dos estoques em virtude dos grandes volumes de exportação, a valorização do dólar frente ao real eleva a receita dos exportadores e, principalmente, aumenta os custos de importação do arroz vindo de fora do País, como Paraguai, Argentina e Uruguai.

As importações seguem vindo principalmente do Paraguai. Do total de 621 mil toneladas importadas desde março, 448 mil vieram diretamente do Paraguai. O vizinho conta com diversos fatores que barateiam os custos de produção e de exportação. “Em algumas regiões, o custo de produção chega a ser metade do brasileiro”, lembra Viana. Com o mercado muito travado, produtores que ainda não encerraram o plantio focam as atenções às lavouras. O arroz, no Rio Grande do Sul, se dividia entre as fases de semeadura, germinação/ emergência e desenvolvimento vegetativo.


TRIGO Com quebra nas safras de PR e RS, Brasil deve importar mais

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Gabriel Nascimento - [email protected]

O mercado brasileiro de trigo observa a possibilidade da confirmação de novas perdas à medida em que se encerram os trabalhos de colheita no Sul. Segundo o analista de Safras & Mercado Jonathan Pinheiro, até novembro, a conjuntura é de maiores importações, corroborada pela antecipação das aquisições da indústria de março para janeiro. “Diante desse fator, é possível que a curva de sazonalidade das importações seja alterada e as cotações internas sejam afetadas diretamente por isso, principalmente com elevações de preços, devido à escassez do produto de qualidade superior, que fica abaixo de 30% colhido no Paraná, além de custos de importação, que, pelas paridades, ampliam a possibilidade de recuperações”, analisa.

A produção brasileira de trigo em 2018 deverá ficar em 5,531 milhões de toneladas, conforme o segundo levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subindo 30% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 4,262 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 5,364 milhões de toneladas. A safra do Paraná, principal estado produtor, deverá ficar em 2,935 milhões de toneladas, com aumento de 32,3% sobre a temporada anterior.

A produção gaúcha deverá ter alta de 46,6%, passando de 1,277 milhão para 1,872 milhão de toneladas.


MILHO Preço sobe, e mercado deve seguir aquecido em dezembro

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Arno Baasch - [email protected]

O mercado brasileiro de milho se aproximou de dezembro apresentando um cenário de preços aquecidos. De acordo com o analista de Safras Paulo Molinari, a retomada dos negócios voltados à exportação em novembro e a decisão dos produtores em reduzir as fixações de oferta no mercado interno contribuíram para que houvesse uma nova valorização nos preços do cereal, interrompendo o movimento de queda de outubro. Diante das incertezas em torno do novo governo, houve um quadro de maior volatilidade para o real, com um viés negativo para o câmbio, o que contribuiu para um bom movimento das exportações, que avançavam em menor ritmo nos meses anteriores. O analista entende que o cenário de boa movimentação de milho nos portos deve mudar novamente a partir de janeiro. “Desse período em diante, a logística passará a estar voltada para a colheita e o deslocamento da nova safra de soja que chega ao mercado, o que deve travar a movimentação dos embarques do cereal.” Por conta dessa expectativa de embarques menores neste ano e com uma tendência de boa oferta interna, muitos consumidores podem ter deixado de se preparar de forma adequada para os primeiros seis meses de 2019. “Haverá uma boa oferta, mas de nada adiantará ao mercado dispor de 10 milhões de toneladas em estoques no Mato Grosso, por exemplo, se, no primeiro semestre, a logística não permitir a retirada deste milho para outros estados.”


SOJA Safras eleva estimativa de produção brasileira

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Dylan Della Pasqua - [email protected]

A produção brasileira de soja, em 2018/19, deverá totalizar 122,223 milhões de toneladas, com aumento de 1,2% sobre a safra anterior (120,808 milhões). A previsão é de Safras & Mercado. No relatório anterior, divulgado em setembro, a previsão era de 121,056 milhões de toneladas. Com as lavouras se encaminhando para o final do plantio, Safras indica aumento de 3,2% na área, para 36,427 milhões de hectares – ante 35,121 milhões em 2017/18. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.404 quilos por hectare para 3.372 quilos. Para a nova safra, foram feitos ajustes finos nas áreas que estão sendo semeadas em diversos estados, assim como ajustes pequenos nas expectativas de produtividades médias.

“Com o plantio avançando e um bom panorama inicial para o desenvolvimento das lavouras, as atenções, agora, se voltam totalmente para o clima. O potencial da safra brasileira é novamente recorde, mas apenas um clima positivo ao longo dos próximos meses permitirá que a nova produção supere a do ano passado”, ressalva o analista de Safras & Mercado Luiz Fernando Roque. Para a safra anterior (2017/18), houve a consolidação dos números, também havendo alguns ajustes em áreas e produtividades. “Superamos a marca de 120 milhões de toneladas produzidas, o que está sendo confirmado, principalmente, pelo forte ritmo de exportação ao longo de 2018”, assegura o analista.