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CUSTOS MAIS ALTOS PEDEM GESTÃO EFICIENTE

A oleaginosa, que dominará mais do que nunca as paisagens da zona núcleo (Sul de Santa Fé e Norte de Buenos Aires), implica custos de produção que equivalem a 2,1 mil quilos por hectare com os preços atuais e sem considerar gastos de estrutura e de aluguel, de acordo com a Bolsa de Comércio de Rosário. Assim, os custos projetados para a campanha 2015/2016 em campo próprio acendem um alerta entre os produtores. Apenas para produzir são necessários aproximadamente US$ 460 por hectare, além da relevância dos gastos em estrutura, o que depende de cada propriedade. A produtividade é projetada entre 3,5 mil e 4 mil quilos por hectare, com a esperança de que o clima colabore, assim como foi na última safra.

Do contrário, há a possibilidade de as margens ficarem negativas. Com a alta nos custos, é ainda mais importante o produtor prestar atenção ao manejo e à gestão da atividade. Os especialistas insistem na importância da fertilização correta do solo e do uso eficiente e racional dos agroquímicos, já que a redução do pacote tecnológico não é o mais indicado para este momento.


TRIGO

Com o plantio praticamente finalizado, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima uma área de 3,75 milhões de hectares, enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário projeta 3,5 milhões de hectares com o cereal.


SOJA

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima a produção final de soja da safra 2014/2015 em 60,7 milhões de toneladas. Sobre a campanha 2015/2016, ainda há incertezas e parece difícil que se concretize um novo incremento na produção.


LEITE

Depois de muitas batalhas, o produtor conseguiu que fossem respeitados os preços pagos, mesmo que os valores estejam bastante apertados. O litro do leite vale US$ 0,32 (dólar oficial) ou US$ 0,20 (dólar paralelo).


CARNE

Julho foi um mês atípico para a cadeia. Uma paralisação no Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar) complicou a emissão de certificados de trânsito de gado, limitou a oferta e elevou os preços. O quilo vivo do novilho em Liniers foi cotado a US$ 1,97 (dólar oficial) ou US$ 1,25 (dólar paralelo).


CONFLITO I

A Jornada Nacional de Protestos do Campo teve mobilizações em mais de 70 localidades com o lema “Não matem o campo”, já que está em jogo a subsistência de milhares de produtores. Os ruralistas responsabilizam o Governo pela realidade de todas as atividades produtivas do país e que põe em risco milhares de postos de trabalho. A altíssima pressão impositiva, a inflação, a política de preços sugeridos, a intervenção nos mercados, as autorizações de exportação e as retenções levaram a essa situação crítica. Todas essas questões foram agravadas pela política de isolamento comercial com o resto do mundo, pela falta de financiamento e pela ausência de previsibilidade no interior do país. Os produtores voltam a pedir o fim das retenções e das cotas de exportação, e clamam pelo funcionamento de um mercado transparente, uma moeda estável e a redução da pressão impositiva que alcançou níveis asfixiantes. A ideia é continuar com as reclamações e manter o estado de assembleia permanente, até que se encontrem as urgentes respostas que o campo necessita.


CONFLITO II

Há 11 anos, o setor leiteiro mantém estancada sua produção. A bomba estourou quando surgiu a proposta de reduzir o preço que recebe o produtor de 3,10 pesos (o que já é um valor modesto) para 2,80 pesos o litro. A situação é intolerável em num momento em que todos os custos crescem em disparada inflacionária. Depois de discussões e negociações com a indústria, e a conclusão de que a redução de preços tornaria inviável a entrega do produto e afetaria a oferta ao consumidor, houve acordo para manter os magros preços que já estavam em vigor. No entanto, todos sabem que essa é apenas uma calma momentânea.