Seminário

 

O AGRONEGÓCIO debatido por experts

Mais de 700 pessoas participaram do II Seminário A Voz do Campo, em Gramado/RS, em três dias de muitas informações

A segunda edição do Seminário A Voz do Campo atraiu a atenção de 700 visitantes durante três dias de palestras em torno de temas econômicos, políticos, técnicos e institucionais, no Hotel Serrano, em Gramado/ RS, no mês passado. “É uma satisfação e um grande desafio organizar o II Seminário A Voz do Campo, pois temos como compromisso levar além de informação, conhecimento ao produtor rural”, destacou o coordenador do evento, Marcelo Brum. O seminário é uma realização do programa A Voz do Campo, com o patrocínio de empresas e apoio da Associação de Plantio Direto do Rio Grande do Sul (Aplandisul) e do Clube Amigos da Terra de Palmeira das Missões/RS e Tupanciretã/RS.

Entre as palestras, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) fez um destaque à pecuária. “Gostaria que a Voz do Campo anotasse isso: este será o ano da pecuária”, afirmou. E ele pediu cautela para os produtores. “Não vamos nos endividar. E eu me incluo nessa conta. O momento é de cautela. O Brasil passa por uma crise de credibilidade. O cenário político vai influenciar o agronegócio, a sociedade não quer ser enganada, iludida”. José Ruedell, diretor da CCGL, lembrou a importância do sistema plantio direto. “A palha é o combustível do plantio direto. Sem a palha, o sistema não funciona. Uma atenção que o produtor deve ter hoje é com a descompactação do solo por meio da tecnologia da agricultura de precisão. Isso é manejo de fertilidade”, enfatizou.

O engenheiro agrônomo Cilotér Irribarém, da consultoria Safras & Cifras, abordou a sucessão nas empresas rurais. “É fundamental que ocorra preparação para a segunda geração trabalhar em sociedade”, advertiu. “Muitas empresas terminam na segunda geração porque a sociedade não se escolheu livremente. Quando tratamos de sucessão familiar em empresas rurais, a situação é bem mais complexa, pois o maior valor do patrimônio é a terra. Esse patrimônio é muito difícil de dividir entre os herdeiros, devido a suas peculiaridades de estrutura de produção”.

Já os engenheiros agrônomos e professores universitários Ricardo Balardin e Carlos Forcelini falaram sobre doenças de plantas. “O problema é que as doenças vêm aumentando de intensidade, e também os fungicidas que existem no mercado muitas vezes têm diminuído a sua eficácia”, lembrou Forcelini. Balardin explicou a importância do manejo e da escolha das variedades, e salientou os riscos na próxima safra para a soja. “Teremos um aumento na pressão do inóculo, tanto de ferrugem quanto de mancha foliar, precisaremos antecipar os controles químicos”, alertou.