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DÚVIDAS SOBRE O CAR

Olá, amigos da revista A Granja. Tenho algumas dúvidas a respeito do Cadastro Ambiental Rural (CAR): é necessária a averbação da Reserva Legal em cartório? E quando o imóvel será considerado regularizado ambientalmente? Desde já, agradeço a ajuda.

Marco Antônio Machado Ponta Grossa/PR

R- Caro leitor, com a inscrição do imóvel no CAR, o proprietário ou possuidor rural fica desobrigado de fazer a averbação da Reserva Legal em cartório, pois está ficará automaticamente registrada no CAR. De acordo com a Lei nº 12.651/2012, o imóvel será considerado regularizado ambientalmente após a análise do órgão competente, quando: não apresentar passivo ambiental referente à Reserva Legal, Área de Preservação Permanente e Área de Uso Restrito; apresentar passivo ambiental e o proprietário ou possuidor rural tenha firmado compromisso de recuperar o dano causado, podendo aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Com essas medidas, o CAR do imóvel ganha a condição de regular. Se houver descumprimento das ações de recuperação acordadas, o CAR será suspenso ou cancelado. Mais informações sobre o cadastro podem ser acessadas no site www.car.gov.br.


UVA PARA SUCO

Sou estudante e estou fazendo um trabalho sobre o setor vitivinícola do Rio Grande do Sul. Gostaria de saber qual parcela da produção de uva é utilizada para a fabricação de suco. Obrigada.

Ana Cristina Schutz Caçapava do Sul/RS

R- Prezada Ana Cristina, na safra 2015, o Rio Grande do Sul, estado que responde por cerca de 90% da produção da fruta para processamento no País, produziu 702,9 milhões de quilos de uva, segundo informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Desse total, 632,5 milhões de quilos são de variedades americanas e híbridas - usadas na elaboração de vinho de mesa e suco - e 70,4 milhões de quilos de uvas Vitis vinifera, usadas para elaborar vinhos finos e espumantes. Do total processado, 55% das uvas foram destinadas para a fabricação de sucos e derivados, que resultaram em 190,9 milhões de litros. Quarenta e cinco por cento do total colhido foram usados na elaboração de vinhos e derivados, resultando em 251 milhões de litros. A soma é de 441,8 milhões de litros de derivados da uva e do vinho nesta safra.