Primeira Mão

 

PRONAF, 20 ANOS

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, mais conhecido por Pronaf, completa 20 anos de criação (nascido a partir da Resolução nº 2.141, de 24 de agosto de 1995). Em duas décadas, o crédito agrícola facilitado, desburocratizado e com juros simpáticos do Governo Federal transformou não apenas o negócio, mas a vida de pessoas que habitam mais de 2,6 milhões de unidades familiares de produção agrícola. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o crédito foi utilizado para a ampliação da área plantada e a utilização de tecnologias que propiciaram o aumento da produção e da produtividade de mais de 55 diferentes alimentos. Em duas décadas, foram aplicados R$ 156 bilhões em 26,7 milhões de contratos. A inadimplência hoje é inferior a 1%.


103,5 bilhões...

...de reais. Esse é o volume do dinheiro que os produtores de soja brasileiros vão embolsar em 2015, o chamado Valor Bruto de Produção (VBP) – a receita bruta antes da porteira. O incremento é de 14,7% ante o VBP de 2014. Em tempos de crise econômica no País, a estimativa é que o VBP da agropecuária cresça 15,6%, para R$ 522,52 bilhões. A agricultura tem uma fatia de R$ 310 bilhões, 10,2% de crescimento, e a pecuária (leia-se os pecuaristas), os R$ 212,52 restantes. Os números são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


Receituário Online

Está no ar o Receituário Online, um portal de consultas fitossanitárias gratuitas sobre alternativas de controle às pragas, doenças e plantas daninhas de mais de 230 culturas. Criado pela Agrotis Agroinformática, a ferramenta tem por objetivo auxiliar na utilização correta de defensivos. O banco de dados sobre controle fitossanitá - rio e registro de defensivos disponibilizado no portal foi criado pela empresa há 25 anos. O acesso é no site www. receituarioonline.com.br.


Cerveja de arroz!

Durante o IX Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado, no mês passado, em Pelotas/RS, foi lançada a cultivar da Embrapa BRS AG (o arroz Gigante), uma cultivar destinada à fabricação do bioetanol e à alimentação animal. Mas o sucesso da BRS AG foi além, visto que a cultivar se presta também como matéria-prima da cerveja. A bebida artesanal, com esse arroz em 40% de sua composição, foi servida aos visitantes do evento. A invenção, a princípio uma brincadeira, foi do técnico agrí- cola da Embrapa Alcides Severo. “No início, foi um desafio entre estudantes. E comecei a me interessar pelo assunto, adquirir equipamentos e utensílios, fazer experiências em casa e a presentear amigos com o produto. Mais tarde, o que parecia distante do campo das ideias tornou-se uma realidade, e hoje, me tornei um cervejeiro”, revela.


ILPF: 500 perguntas = 500 respostas

A Embrapa disponibiliza mais um livro da coleção 500 Perguntas 500 Respostas. O tema abordado é a Integração Lavoura-Pecuária- Floresta, ou ILPF. Nas quase 400 páginas da publicação, há informações detalhadas sobre os sistemas de ILPF, formas de implantação, benefícios e particularidades regionais. Mais de 80 pesquisadores contribuíram com o conteúdo. A versão impressa pode ser adquirida na Livraria Virtual da Embrapa, www. embrapa.br/livraria, via (61) 3448-4236 ou [email protected] Mas a publicação está disponível gratuitamente em http://mais- 500p500r.sct.embrapa.br/view/index.php


Cultivance made in Brazil

A Embrapa e a Basf lançaram no mês passado, em evento com a presença da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o Sistema de Produção Cultivance, a primeira soja geneticamente modificada totalmente desenvolvida no Brasil. A tecnologia, com semente disponível para alguns produtores já nesta safra 2015/16 combina a utilização do uso de um herbicida de amplo espectro de ação para o manejo de plantas daninhas de folhas largas e estreitas. O diferencial está na combinação de variedades geneticamente modificadas e no uso de herbicidas da classe das imidazolinas para o controle de daninhas. “É a primeira vez que uma planta de soja geneticamente modificada, completamente desenvolvida no Brasil, desde o laboratório até a comercialização, entra no mercado, com aprovação nos principais países importadores”, destaca Maurício Antônio Lopes, presidente da Embrapa. “Trata-se de uma tecnologia totalmente verde-amarela, desde a concepção à comercialização, além de ser uma importante e viável alternativa às já existentes”, afirma o vice-presidente sênior da Divisão de Proteção de Cultivos para América Latina da Basf, Eduardo Leduc. Na foto, Lopes, Kátia e Leduc.


Terras valiosas

Independentemente do momento da economia – seja do País ou do agronegócio – as terras da próspera região de Campo Mourão, no Paraná, estão valendo em média 4% a mais neste ano ante 2014. Foi o que apurou o Departamento de Economia Rural (Deral), que lista valores do hectare variando entre R$ 49 mil, em Ubiratã, e R$ 35 mil, em Altamira do Paraná. Em Campo Mourão, o hectare da terra roxa mecanizada está cotado a R$ 46,3 mil, ante R$ 45,5 mil de um ano atrás (+2%), percentual bem inferior ao boom de 2012, de 47%. E tem propriedade valendo mais, conforme benfeitorias, localização e qualidade do solo. Foram consultados proprietários, cooperativas e corretores.


Mais volume, menos receita

As exportações em volume do agronegócio no primeiro semestre cresceram 4,74% em comparação ao mesmo período de 2014. Em junho, apenas o agro representou 45,9% de todas as exportações brasileiras. Segundo levantamento do Cepea, no período, as vendas em dólar do agro caíram 12% em relação ao ano passado, para US$ 43 bilhões. E em reais, a receita caiu 5%. No semestre, a queda dos preços de produtos agropecuários, em reais, foi de 10% e, em dólar, de 17%.


Abelhas protegidas

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg) lançou o projeto de pesquisa Colmeia Viva – Mapeamento de Colmeia Participativo. Desenvolvido com a participação das universidades Unesp e UFSCar, a iniciativa tem por objetivo criar um plano nacional de boas práticas entre agricultura & apicultura, a partir do esclarecimento dos fatores que interferem na perda de colmeias no País. O projeto conta com um canal exclusivo, no estado de São Paulo, para agricultores, apicultores (criadores de abelhas com ferrão) e meliponicultores (abelhas sem ferrão) e suas associações, que podem informar a ocorrência com colmeias pelo telefone 0800.771.8000.