Expointer

 

Feira para mostrar a FORÇA do campo

A 38ª edição da tradicional exposição agropecuária Expointer será realizada entre 29 de agosto e 6 de setembro, em Esteio/RS

Ainda que o momento seja de retração econômica, o desempenho do agronegócio e o significado do setor para a economia do País ajudam a sustentar expectativas positivas para a 38ª Expointer. A tradicional feira agropecuária será realizada entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/ RS. Durante nove dias, atrações diversificadas aguardam os produtores e o público em geral. Empresas de máquinas, insumos e serviços dividirão o parque com os criadores de alta genética. A agenda na feira inclui lançamentos de tecno- Fernando Dias/Seap logias, palestras e debates setoriais, além de julgamentos, provas e leilões de animais.

Enquanto acompanha os preparativos e as obras no local do evento, o subsecretário do Parque Assis Brasil, Sérgio Bandoca Foscarini, acredita que a mostra deve manter o prestígio dos últimos anos em relação ao número de expositores e à presença de público visitante. Na opinião dele, as médias observadas na Expoleite e na Fenasul, em maio, são indicadores de que a comercialização de animais poderá registrar números acima dos obtidos na edição do ano passado.

O presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong, também tem essa percepção. “A pecuária vivencia um melhor momento em relação à agricultura, que vem sofrendo os impactos dos altos custos de produção”, constata. Para o dirigente, o mercado é especialmente interessante para os bovinos rústicos. “É um cenário que deverá ir além da Expointer e ter continuidade nos leilões da primavera”, acrescenta.

Por outro lado, não será nenhuma surpresa se ocorrer uma manutenção ou retração no volume de negócios envolvendo máquinas agrícolas. “É provável que a Expointer acompanhe o movimento observado em outras feiras já realizadas este ano no Brasil”, declara Foscarini. O dirigente refere-se à Expodireto Cotrijal, de Não-Me-Toque/RS, e à Agrishow, de Ribeirão Preto/SP. Nas duas exposições, houve queda na comercialização de máquinas e implementos, o que reflete o desempenho geral da indústria. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de tratores e colheitadeiras recuaram 25,1% entre janeiro e junho, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A Expointer de 2014 recebeu mais de 500 mil visitantes e registrou negócios de R$ 2,71 bilhões com máquinas agrícolas, uma redução de 17% em comparação com o ano anterior. A venda de animais somou R$ 12,4 milhões, o que representou um recuo de 23% sobre a edição de 2013. O Pavilhão da Agricultura Familiar, onde são comercializados produtos da agroindústria, comercializou quase R$ 2 milhões em 200 estandes, um incremento de cerca de 30% sobre 2013.

Reformas necessárias — O Parque Assis Brasil recebeu uma série de reparos para a 38ª Expointer. Em dezembro do ano passado, um vendaval atingiu a área e provocou estragos em pelo menos 70% das instalações, o que exigiu reformas principalmente nos telhados dos pavilhões. As principais obras estão avaliadas em cerca de R$ 2 milhões, e os recursos, segundo Foscarini, são oriundos da parceria público-privada entre governo estadual, Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do RS (Simers) e Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), que fez investimentos específicos na área destinada aos criadores e animais da raça.

As reformas no parque ainda incluem retoques na parte elétrica, a substituição das cercas de madeira em pistas de julgamento, calçamento na área voltada às empresas de máquinas e a construção de uma estrutura permanente no local de desembarque dos animais. “A partir deste ano, teremos uma cobertura fixa para facilitar o trabalho dos técnicos responsáveis pela inspeção”, explica o subsecretário. Adequações exigidas pelo Corpo de Bombeiros também foram necessárias para a liberação do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI).

No mês passado, o parque também foi alvo das fortes chuvas que ocorreram em todo o Rio Grande do Sul e que provocaram alagamentos em vários municípios. A área voltada aos fabricantes de máquinas e a pista de provas do cavalo crioulo ficaram submersas. A construção de um dique definitivo de contenção das águas do Arroio Esteio está no planejamento das obras que devem ficar para o próximo ano e que fazem parte do acordo assinado entre o governo estadual e a empresa Bolognesi, que vai explorar comercialmente a área pelos próximos 25 anos com investimentos de R$ 16,2 milhões. Entre os empreendimentos projetados para o local estão um hotel, espaço comercial, área de eventos e serviços, centro tecnológico e educacional e estacionamento.