Especial

 

Oitocentas

A Granja, a revista mais antiga do Brasil, chega à edição 800. Veja quais foram os assuntos mais relevantes das centenárias capas anteriores

A agropecuária brasileira tem a sua história e sua evolução devidamente registradas pelas páginas da revista A Granja, que em breve completará 71 anos, e de suas publicações descendentes: AG – A Revista do Criador, que tem a pecuária nas veias e se encaminha para duas décadas de circulação; A Granja do Ano, anuário que chega à 30ª edição em 2015; e A Granja Kids – Turma do Dadico, a revistinha em quadrinhos ambientada em uma fazenda. Esta edição em suas mãos é histórica, pois é a de número 800!

A verdade é que nas páginas d’A Granja é possível saber absolutamente tudo sobre a agropecuária brasileira desde meados dos anos 1940. E pela observação rápida do que foi estampado nas capas desde então se tem uma ideia bastante aproximada da mudança de perfil desse setor na economia brasileira. Assim como das alterações editoriais e de enfoque desta tradicional publicação do jornalismo agropecuário brasileiro.

A capa número 100, em conjunto com a edição 101, de setembro/outubro de 1955, registrou o touro Devon que obteve o recorde sul-americano de 1.003 quilos, e que cinco anos antes havia participado de uma importante feira na Inglaterra. Em outubro de 1964, a capa 200 destacava reportagens sobre a triticultura nacional, duas exposições de gado no Rio Grande do Sul e um manual sobre as instalações para gado leiteiro. “Como é sabido, salvo honroríssimas exceções, a pesquisa foi relegada a plano secundário”, reclamava o editorial em relação à triticultura brasileira.

Capas

Já a capa 300, de janeiro de 1973, expôs um simpático pintinho, época em que a revista fazia a cobertura de avicultura. “O incremento às exportações (de carne de frango) é atualmente uma meta preconizada pelas autoridades brasileiras como uma das principais dentro do contexto econômico do País”, mencionava o editorial. A ordenha mecânica de vacas, algo tão corriqueiro hoje na bovinocultura leiteira no País, foi o assunto da capa 400, de maio de 1981. No interior da revista, a lembrança que a redução da mastite era uma das vantagens da ordenha mecânica.

E a capa 500, de dezembro de 1989/janeiro de 1990, foi um especial sobre os “pioneiros que estão construindo novas fronteiras”, um amplo material jornalístico sobre a “saga do trabalho das novas fronteiras”, que levou a reportagem da revista a percorrer milhares de quilômetros pelo Brasil agrícola. A aplicação segura de defensivos agrícolas ilustrou a edição de dezembro de 1998, a capa 600, revista que publicou uma ampla entrevista com o então presidente da Confederação Nacional da Agricultura, hoje da Agricultura e Pecuária do Brasil, Antônio Ernesto de Salvo (in memorian).

Na 700, a cana-de-açúcar, mais precisamente as máquinas que “invadem a cana”, foi o assunto de capa, em abril de 2007, edição que lembrou ainda os “dias difíceis do feijão” e muitos outros assuntos. E, por fim, a edição em suas mãos, a 800, que descreve em detalhes as perspectivas e expectativas para a safra 2015/16, uma colheita que deverá ser recorde – e histórica, assim como esta edição da revista mais longeva do Brasil em todos os segmentos, não apenas no jornalismo agrícola.