Primeira Mão

FREADA I

As vendas de máquinas e implementos agrícolas caíram 25,1% no primeiro semestre ante o mesmo período de 2014, segundo números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A comercialização das colheitadeiras foi 32,2% inferior (de 2.905 para 1.969), enquanto em tratores o encolhimento foi de 22,4% (26,8 mil para 20,8 mil).

FREADA II

Já a comercialização de defensivos teve queda de 15% no semestre em comparação aos primeiros seis meses de 2014, informa a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). “Se no começo do ano estimávamos um crescimento de 2% a 3%, a perspectiva agora é de andarmos de lado ou vermos uma pequena redução, considerando o faturamento em reais. Isso não necessariamente implica em vendas menores até o final da safra. Haverá concentração da entrega em um período muito curto, o que deve acarretar problemas logísticos”, explica Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef. Para ele, a descapitalização dos produtores, o aumento das taxas de juros para os financiamentos e a valorização do dólar justificam a retração.


Só dá agro nos portos

No primeiro semestre, o agronegócio foi responsável por 45,9% das exportações totais do País, a sua maior fatia nos últimos seis anos. Os embarques do setor totalizaram US$ 43,3 bilhões – superávit de US$ 36,2 bilhões, visto as importações de US$ 7,1 bilhões.

Dos dez principais itens exportados pelo Brasil, sete são do agronegócio. Incluindo o principal, a soja em grão: US$ 12,5 bilhões em vendas. Mas houve queda de 22% na receita da oleaginosa, ainda que os embarques aumentaram em 1,2%.


Sementes, US$ 4 bilhões

O segmento interno de sementes movimentou US$ 4 bilhões no ano passado, de acordo com números da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). O Brasil tem uma indústria sementeira consolidada e atende o terceiro maior mercado doméstico do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O volume da produção de sementes quase dobrou de 2001 para 2012/13, de 1,6 milhão para 3 milhões de toneladas. Apenas o segmento de hortaliças (na foto, semente de alface) movimentou cerca de US$ 208 milhões em 2013.


1 bilhão

...de toneladas: essa deverá ser a produção global de milho na temporada 2015/16. Pelo menos é a projeção da consultoria americana Lanworth, que confronta o número estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), de 989,3 milhões de toneladas. Na safra 2014/15, a produção mundial foi calculada em 999,45 milhões de toneladas. A consultoria projeta a colheita americana em 355 milhões de toneladas, enquanto o Usda aponta 346,22 milhões. A divergência se dá porque a Lanworth menciona o plantio acima das expectativas nos EUA.

53 bilhões

...de reais é o volume de investimentos da indústria de papel e celulose previsto até 2020. As empresas vão usar esse dinheiro para ampliar as áreas plantadas de florestas, aumentar a capacidade de produção de madeira das fábricas já existentes, além de construir novas unidades industriais. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o País mantém 7,2 milhões de hect a res de florestas plantadas, são 70 empresas, e o setor gera receita superior a R$ 60 bilhões, o equivalente a 6% do PIB agrícola brasileiro, além de exportações em 2014 de US$ 8 bilhões, ou 3% de todas as vendas externas do País.


World Agricultural Forum no Brasil

São Paulo sedia, em 5 e 6 de novembro, um dos maiores eventos de agricultura do mundo: o congresso World Agricultural Forum (WAF), que se realiza a cada dois anos em diferentes lugares. Pela primeira vez o Brasil receberá o evento, que reunirá cerca de 350 participantes, entre profissionais e executivos de indústrias do agronegócio e alimentação, formadores de opinião, acadêmicos, universitários, cientistas, institutos de pesquisa, representantes de governos e ONGs, entre outros.

O tema do evento será “O Desafio das Mudanças Climáticas para a Agricultura. Desenvolvendo Novas Tecnologias para a Produtividade e Prosperidade”, e terá na agenda de debates temas como clima, sustentabilidade, bioenergia, comércio e desenvolvimento, finanças e investimento, nutrição animal e vegetal e saúde animal.


Safra 2024/2025, a projeção

A colheita de grãos e fibras dessa safra deverá ser de 260 milhões de toneladas. A estimativa é do trabalho Projeções do Agronegócio – Brasil 2014/2015 a 2024/2025, elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica, do Ministério da Agricultura, e pela Embrapa. E, conforme o estudo, os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser soja em grão, trigo, carne de frango, carne suína, açúcar, algodão em pluma, cana, maçã, melão e celulose. “O mercado interno e a demanda internacional serão os principais fatores de crescimento para a maior parte desses produtos”, aponta estudo. Já a área total de lavouras, incluindo culturas anuais e perenes, vai passar dos atuais 71 milhões para 82 milhões de hectares.

Safra 2014/15, o recorde

Já a atual safra, a que será finalizada a partir da colheita da safrinha e da safra de inverno, deverá ser a de maior volume até hoje, de 206,3 milhões de toneladas. Foi o que apontou o 10º levantamento de safra da Conab, divulgado em julho. Serão, portanto, 12,7 milhões de toneladas a mais que a safra anterior, de 193,62 milhões. E também 1,8 milhão a mais que a estimativa do mês anterior, visto a projeção de aumento da produtividade do milho safrinha, para 51,5 milhões de toneladas (+6,5%). Já a soja vai bater em 96,2 milhões de toneladas, +11,7% ante 86,1 milhões da safra anterior.


ILPF: 500 perguntas, 500 respostas

A Embrapa lançou mais um livro da coleção 500 Perguntas 500 Respostas. O tema abordado é a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ou ILPF. Nas quase 400 páginas da publicação há informações detalhadas sobre os sistemas de ILPF, formas de implantação, benefícios e particularidades regionais. Mais de 80 pesquisadores contribuíram com o conteúdo. O livro foi lançado durante o Congresso Mundial de ILPF, em Brasília, no mês passado (reportagem nesta edição). A versão impressa pode ser adquirida na página da Livraria Virtual da Embrapa, www.embrapa.br/livraria, em (61) 3448-4236 ou [email protected] Mas a publicação está disponível gratuitamente em http://mais500p500r.sct.embrapa.br/view/index.php