Primeira Mão

 

Familiares: +20%

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/16 terá recursos de R$ 28,9 bilhões, 20% a mais que o anterior. O anúncio foi feito no mês passado pela Presidente Dilma Rousseff. O montante disponibilizado para aproximadamente 4,3 milhões de empreendimentos familiares é recorde, e terá taxa de juros anuais entre 0,5% a 5,5%. “Em todos os anos, nós ampliamos a oferta de crédito do Pronaf, pois era essencial para que a agricultura familiar do nosso País crescesse, se estabelecesse e auxiliasse a produção de alimentos do Brasil”, enfatizou Dilma.

Mais do que dinheiro para financiar plantios e aquisições, o Plano estabeleceu políticas para ampliação para cobertura do seguro agrícola, expansão dos mercados, regularização da agroindústria familiar, criação de um programa de apoio às cooperativas, entre outras medidas. Também foi anunciado o início dos trabalhos da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a composição do comitê diretivo da agência.


PAP aprovado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) considerou como “instrumento adequado às necessidades do produtor” o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2015/16, lançado em junho pelo Governo Federal. O PAP reservou R$ 187,7 bilhões para o ano agrícola 2015/16, 20,2% a mais que o anterior. Para se ter uma ideia da surpresa, a CNA tinha solicitado incremento de 7%, mas as taxas de juros aumentaram de 6,5% para 8,75%, o que a CNA naturalmente considerou negativo, visto os outros aumentos de custo de produção para a safra.


Irrigação 10 vezes mais

A agricultura brasileira tem condições de ter multiplicada por dez a sua área de cultivos irrigados. Foi o que concluiu estudo do Ministério da Integração Nacional, que apontou ser viável ampliar a atual área irrigada no País de 6 milhões para 61 milhões de hectares. O estudo “Análise Territorial para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada” considerou as terras já irrigadas e aquelas com potencial para receber a água via combinação de variáveis como aptidão agrícola, disponibilidade hídrica, preservação ambiental e infraestrutura existentes.

O estudo foi elaborado em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que ressalta ainda que a expansão pode ocorrer especialmente no Centro-Oeste. “O Ministério vem avançando em suas parcerias para consolidar o uso dessa técnica no Brasil. Esse é o pontapé inicial para a elaboração do Plano Nacional de Irrigação, previsto na Política Nacional de Irrigação”, destaca Adriana Alves, secretária Nacional de Irrigação.


Exportações, um plano

Visto a queda nos embarques dos produtos agropecuários em 2015, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou que em breve será lançado um plano nacional das exportações. A meta é aumentar a escala e os valores exportados, mas ela não revelou mais detalhes sobre o plano. Em maio, as exportações do agronegócio atingiram US$ 8,64 bilhões, queda de 10,5% ante o mesmo período de 2014. Já o acumulado no ano de US$ 34,1 bilhões teve queda de 13,6% comparado com o mesmo período de 2014, em US$ 39,5 bilhões. No ano, o agro representou 51,7% das exportações do País.


R$ 100 Bilhões

Essa é a meta de faturamento das cooperativas paranaenses, estratégia batizada de Paraná Cooperativo 100 (PRC 100). O plano foi traçado pelas instituições – que são 230 no estado, 80 no segmento agrícola – em encontros para discussões e metas. Hoje o faturamento é metade do objetivo estipulado, que ainda não tem um prazo estabelecido para ser atingido. Mas, segundo as lideranças cooperativistas, é certo que dependerá fundamentalmente do processo de agroindustrialização.


O adeus ao eterno Rei da Soja

Nunca mais se usará a expressão “Rei da Soja” sem remeter a definição ao empreendedor Olacyr de Moraes, falecido no mês passado aos 84 anos vítima de câncer. O empresário foi um importante empreendedor e pioneiro do agronegócio brasileiro do Centro-Oeste, inclusive dono de 50 mil hectares de soja nos anos 1980, o que o tornou à época o maior produtor mundial da oleaginosa. “Olacyr foi um desbravador e empreendedor, apostou na agricultura no Centro-Oeste e investiu na produção e pesquisa de grãos”, destacou Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja/MT. “Reconhecidamente, foi corajoso e visionário. Acreditou na potencialidade e na grandeza do agronegócio em grande escala e a longo prazo”, divulgou a Sociedade Rural Brasileira, a que ele era sócio. “(...) construiu um império que lhe valeu o epíteto de Rei da Soja, até mesmo além de nossas fronteiras. Foi o maior produtor mundial e não se limitou à agricultura, investindo também em outras áreas, como a construção civil”, definiu Kátia Abreu, ministra da Agricultura.


São Agro

O encolhimento do PIB do Brasil no primeiro trimestre em 0,2% ante o último trimestre de 2014 teria sido bem mais significativo não fosse o desempenho invejável da agropecuária, sobretudo da produção de grãos. Afinal, enquanto o PIB do setor industrial caiu 0,3% e o de serviços 0,7%, o segmento agrícola cresceu 4,7%. “Foi um resultado excepcional e mostra, mais uma vez, que o agronegócio continua sendo o principal sustentáculo da economia brasileira. Em função disso, o segmento precisa ser considerado prioritário na formulação das políticas públicas”, comenta Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).


Sindiveg: nova diretoria

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) – ex-Sindag – tem nova diretoria para o biênio 2015-2017. E Welles Pascoal, presidente da Dow AgroSciences, foi nomeado líder do Conselho Diretor da entidade que congrega 50 empresas fabricantes de defensivos agrícolas fundada em 1941. “A nova diretoria tem o objetivo de unir esforços para alinhar os discursos da indústria de defensivos agrícolas. Para isso, definiremos uma agenda comum para discutir assuntos de cunho fiscal, a questão do marco regulatório e o combate à ilegalidade de produtos, que hoje já representa 10% do mercado nacional. Manteremos a união entre as empresas associadas e daremos continuidade aos esforços pela valorização do setor, que é vital para o agronegócio e a economia brasileira”, destaca Pascoal.