Milho

 

MONSANTO anuncia a tecnologia VT Pro3

Guilherme Lobato, da Monsanto, Argino Bedin, produtor de Sorriso/MT, e Guilherme Buck, da Monsanto: a tecnologia VT Pro3 defende as raízes do milho do ataque da larva-alfinete

O milho possui duas proteínas Bt contra pragas da parte aérea e outra para a larva-alfinete, que ataca as raízes

Leandro Mariani Mittmann [email protected]

A Monsanto lança no Brasil o milho VT Pro3, que contém duas proteínas Bt contra pragas que atacam folhas, colmo e espiga, como as lagartas do cartucho, da espiga, elasmo e broca do colmo, e uma específica para o controle da larva-alfinete (Diabrotica speciosa), que fica escondida no solo e alimenta-se das raízes da planta. “É um conjunto de soluções inovadoras em um único produto, incluindo a proteção contra a larva-alfinete”, destaca o gerente de Biotecnologia Milho da Monsanto, Guilherme Lobato. “Protege o potencial produtivo e pode fazer a diferença para o produtor”. A tecnologia estará disponível ao produtor já para a próxima safra de verão em cinco híbridos das três marcas da Monsanto: Dekalb, Agroceres e Agroeste.

O milho VT Pro3 protege a planta do ataque da larva-alfinete e, dessa forma, fortalece o sistema radicular e melhora a capacidade da planta em buscar água e nutrientes, especialmente em solos do Cerrado, sobretudo no milho de segunda safra. E uma raiz bem nutrida mantém o sistema radicular equilibrado, melhora o desempenho fisiológico e favorece o bom desenvolvimento e sanidade da raiz. Além disso, como é tolerante ao glifosato, facilita o controle das invasoras. A Fundação ABC, sediada em Castro/PR, testou a tecnologia VT Pro3 em lavouras da região Sul e registrou ganhos de produtividade de 30 sacas por hectare.

Mais de 1.300 produtores de milho, que representam 40% da área de segunda safra no Brasil, participaram de lavouras experimentais e comprovaram a eficiência do VT Pro3. Um deles foi Leandro Mariani Mittmann Argino Bedin, em Sorriso/MT, que cultiva 14.500 hectares de milho de segunda safra e foi o que destinou a maior área ao VT Pro3 (25% do total). “Eu achei bem interessante porque é uma tecnologia que protege a raiz. A planta absorve mais nutrientes e tem mais produtividade”, resume. Guilherme Bossi Buck, da Pesquisa e Desenvolvimento da Monsanto, explica que a incidência da larva-alfinete aumenta a cada ano, visto as lavouras de girassol e feijão, que a praga também ataca. E para preservar a longevidade dos benefícios da tecnologia, a Monsanto recomenda o plantio de pelo menos 10% da área total com sementes convencionais ou tolerantes ao glifosato, o chamado refúgio.

O jornalista d’A Granja esteve na demonstração do produto, em Sorriso/MT, a convite da Monsanto