Primeira Mão

 

Superação nordestina

Pela primeira vez, a região Nordeste vai superar a Sudeste na produção de grãos. Com a previsão dos produtores nordestinos ampliarem sua produção em 20% neste ano, a região vai ficar à frente da formada por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, algo inédito desde 1974, quando o IBGE passou a realizar tal levantamento. Apenas a soja vai crescer 28%, para 8,5 milhões de toneladas. Já a safra do Sudeste só vai aumentar 2,3% em relação a 2014.

A explicação do crescimento vertiginoso para a produção nordestina tem uma explicação em sigla: Matopiba – Maranhão, Tocantins (região Norte), Piauí e Bahia. O bloco é tão relevante que a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, lançou o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba. “É um plano de fôlego, que pretende expandir a produtividade por meio da pesquisa e da inovação, priorizando a infraestrutura, interligando as regiões e criando logística e sistema de armazenamento adequado, por exemplo. Mas, sobretudo, é um plano que pretende levar tecnologia para esses pequenos produtores”, disse João Carlos Jacobsen Rodrigues, produtor e liderança do Oeste baiano, também presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).


30,5%

Este é o índice de aumento do custo operacional do transporte de soja e milho no Brasil em razão das más condições das estradas. Ou R$ 3,8 bilhões. A cifra foi apurada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). “O montante corresponde ao valor de quase 4 milhões de toneladas de soja ou a 24,4% do investimento público federal em infraestrutura de transporte em 2014”, relata estudo da entidade.

A CNT analisou as rotas de escoamento de quatro regiões produtoras: Centro-Oeste, Paraná, Rio Grande do Sul e Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia), onde coletou dados com transportadores, embarcadores e entidades governamentais e não-governamentais ligadas ao segmento. Conforme a CNT, 65% soja brasileira é transportada em caminhões, modal mais caro que o ferroviário e o hidroviário. Já no principal concorrente dos sojicultores brasileiros, os Estados Unidos, as rodovias transportam apenas 20% da soja.


JCB com novo

“Eu costumo dizer o seguinte: melhorista é uma combinação de ciência e arte, mas também tem muito de intuição. Quanto mais ciência você tem, melhor arte você faz. Então, acho que estou melhor do que nunca. É impressionante como podemos aprender todos os dias.” Frase do pesquisador Romeu Kiihl, 73 anos de idade e quase 50 de soja, conhecido como o “Pai da Soja” visto o seu trabalho no desenvolvimento de 150 cultivares, em entrevista nesta edição, em O Segredo de Quem faz.


Ilha cooperativista catarinense

Em tempos de estagnação da economia brasileira, o cooperativismo catarinense, seja no campo, seja na cidade, vai crescer 12% neste ano, segundo projeções da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina. São 253 cooperativas que reúnem 1,755 milhão de famílias associadas, geram mais de 52 mil empregos diretos e faturam mais de R$ 23 bilhões por ano. O cooperativismo representa 11% do PIB catarinense.


Soja: 120 sacas/hectare

O tradicional concurso que reúne produtores de soja e consultores técnicos, o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), atingiu seu recorde: 120 sacas/hectare. Na edição passada, o vencedor tinha produzido 117 sacas/hectare. Neste ano, a competição teve 2.900 áreas inscritas em 600 municípios de 26 estados. “Este novo recorde de produtividade revela o imenso potencial do Brasil na produtividade da soja”, ressaltou Luiz Nery Ribas, novo presidente do Cesb. Os vencedores serão revelados em breve.


Acima da média

O momento de estagnação ou mesmo retração em segmentos da economia brasileira não é uma realidade no campo. A previsão do Valor Bruto da Produção Agropecuária, a renda “antes da porteira”, calculado em abril, pode atingir R$ 461,5 bilhões em 2015, crescimento de 2,2% ante 2014. Na agricultura, a expansão é de 2,1%, para R$ 288 bilhões, e na pecuária, de 2,4%, para 173,5 bilhões. A soja lidera os segmentos, com crescimento de 9,3%, para R$ 98,6 bilhões.


Presidente

O executivo José Luis Gonçalves é o novo presidente no Brasil da JCB, empresa de origem inglesa e uma das maiores fabricantes de equipamentos para construção civil e é líder mundial em vendas de máquinas retroescavadeiras e manipuladores telescópicos. “O Brasil é um mercado de grande relevância para a JCB. Prova disso foi o investimento de R$ 350 milhões na nova fábrica, inaugurada em 2012, com capacidade produtiva de 10 mil máquinas por ano. Em 2015, reafirmamos o compromisso com o mercado brasileiro e vamos investir para aumentar a produção local, com a meta de atingir o Finame para mais produtos”, destaca.


Papa argentino, café brasileiro

O café orgânico da Bahia vem abocanhando mercados internacionais em razão da saborosa qualidade do produto cultivado na Chapada Diamantina. Inclusive os grãos dos micros e pequenos agricultores daquela região estão conquistando mercados estratégicos e conseguiram chegar até o Vaticano. O Latitude 13 Café Especiais fornece, desde 2011, o café orgânico para a sede da Igreja Católica, em Roma. Inclusive é o cafezinho servido todo santo dia ao Papa Francisco.


Prêmio Defesa Vegetal

O Prêmio Andef chegou a sua 18ª edição com uma reformulação completa. Inclusive mudou de nome. Agora é Prêmio Defesa Vegetal, e tem como tema “Educando o campo para cultivar o futuro”. A premiação reúne os principais projetos relacionados à educação desenvolvidos pelas empresas associadas à Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), além de cooperativas, canais de distribuição de insumos e do Sistema Campo Limpo. O principal objetivo é homenagear os profissionais, companhias e entidades que promovem a defesa vegetal, estimulando as boas práticas agrícolas e o uso correto e seguro de tecnologias como os defensivos agrícolas.