Primeira Mão

 

Agricultura mapeada

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) assinou Termo de Cooperação Técnica e Financeira para Implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), convênio pelo qual a entidade participará do desenvolvimento do projeto de mapeamento dos quantitativos ambientais dos municípios dos Biomas Cerrado e Mata Atlântica, que abrangerá mais de 4 mil municípios – com exceção dos situados na Região Amazônica. O projeto, que exigirá R$ 6 milhões, permitirá ao Brasil planejar políticas públicas, tornando compatíveis a produção agrícola e a manutenção dos ativos florestais, e vai estimar o tamanho das reservas ambientais existentes, as áreas que precisam ser regularizadas.

Eucalipto modificado

O eucalipto transgênico modificado geneticamente pode passar a ser uma realidade na agricultura brasileira, assim com soja, milho e algodão – igualmente com variedades transgênicas. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou no mês passado a liberação da cultura a partir de uma solicitação da empresa FuturaGene, companhia de biotecnologia da Suzano Papel e Celulose. Assim, o Brasil torna-se o primeiro país a aprovar o plantio de eucalipto transgênico para fins comerciais. A empresa informa que seu produto propicia ganhos de 20% em produtividade na comparação ao eucalipto convencional, visto o maior crescimento da planta. (Veja mais na seção Florestas).

Academia Nacional de Agricultura

O engenheiro agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, conhecido por Caio, assumiu a presidência da Academia Nacional de Agricultura, entidade pertencente à Sociedade Nacional da Agricultura (SNA) que tem por missão estudar, discutir e opinar sobre questões técnicas, jurídicas e econômicas em agronegócio, alimentação e meio ambiente. “É uma honra assumir essa função. Gostaria de trazer aos nossos colegas uma reflexão sobre a realidade que vivemos. Entendo que devemos nos preparar para o que vem por aí e agirmos de uma forma integrada e ativa”, disse na posse Caio, que também preside a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

12 bilhões...

De dólares: essa foi a receita bruta da indústria de defensivos na agricultura brasileira em 2014, 4,3% a mais que os US$ 11,7 bilhões do ano anterior. Para 2015, o segmento espera uma retração, visto o câmbio. “Neste ano não vamos repetir essa marca, porque o dólar está apreciado ante o real. Podemos andar de lado ou ficarmos bem próximos ao valor do ano passado. 2015 é um ano de cautela”, prevê Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). Ele acrescenta o componente climático como outro indício de vendas menores. “Em um tempo mais seco, há menos ocorrência de fungos e menos procura por defensivos para combate”.

194 bilhões...

De reais: esse é o volume de recursos defendido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para financiar a safra 2015/16. Seriam R$ 167 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 27 bilhões para a familiar, ou +7% e +11% ante os montantes disponibilizados no atual ciclo agrícola. No caso do agronegócio empresarial, a entidade entende que o volume é necessário para manter o crescimento da produtividade da agricultura em 6,8%/ano e do PIB em 3,3%/ano.

1993

Este foi o ano que o Brasil assumiu a liderança mundial na exportação de tabaco. E não largou mais o posto até hoje. Em 2014, mesmo com queda de 24% do faturamento em comparação ao ano anterior, as vendas externas do produto atingiram US$ 2,5 bilhões – resultantes dos embarques de 476 mil toneladas. O fumo brasileiro, originado em quase sua totalidade de lavouras trabalhadas por mãos familiares, é enviado a 96 países – 42% do volume para a União Europeia e 28% para o Oriente Médio.

DuPont Pioneer: novo dirigente

A partir de 1º de julho JAIR A. SWAROWSKY (foto) será o novo vice-presidente da DuPont Pioneer Brasil, função até então exercida por Roberto de Rissi, que se aposentará após 15 anos de dedicação à companhia. Swarowsky retorna ao Brasil depois de liderar as operações da Pioneer na América Latina Norte (México, América Central e Região Andina). “A DuPont está focada em usar a sua ciência para o desenvolvimento de inovações que atendam demandas importantes do mercado agrícola mundial, melhorando significativamente a produtividade e qualidade dos alimentos”, avalia Swarowsky. “O Brasil tem um papel fundamental nesse cenário, e sabemos que podemos ajudar os produtores rurais por meio do nosso conhecimento e das inovações que acumulamos durante décadas”.

FAO/ONU premia jornalismo d’A Granja

A reportagem que buscou definir como deverá ser o perfil do agricultor familiar do futuro, suas exigências, desafios e responsabilidades perante a segurança alimentar do planeta foi a vencedora da categoria Impresso do 1º Prêmio Agricultura Familiar de Jornalismo da Região Sul, concedido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). O trabalho elaborado pelo jornalista Leandro Mariani Mittmann (com o troféu) foi publicado na edição d’A Granja de dezembro de 2014. A premiação teve a participação de 189 trabalhos, divididos em três categorias. “A ideia da premiação aos jornalistas converge para os objetivos da FAO que, no Ano Internacional da Agricultura Familiar (2014), colocou em evidência a participação desse produtor na produção de alimentos”, destacou Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, na foto, entregando a premiação ao jornalista.


Nasce a A.B.E.L.H.A.

Foi lançada oficialmente no mês passado a Associação Brasileira de Estudo das Abelhas – A.B.E.L.H.A, cuja missão será reunir, em uma mesma rede, os diversos interessados na conservação das abelhas e outros polinizadores do Brasil, além de aprofundar o conhecimento sobre a importância desses insetos para a produção de alimentos (incluindo culturas agrícolas, frutíferas e mel) e a conservação ambiental. A entidade possui um Conselho Científico que congrega pesquisadores de diversas instituições, como a Embrapa. “A associação tem o papel fundamental de consolidar dados e estudos sobre polinizadores, com base técnica e científica, que contribuam para aprofundar o conhecimento sobre a importância das abelhas para a produção de alimentos e a conservação ambiental”, justifica Ana Lucia Assad, diretora-executiva da A.B.E.L.H.A..


Classe média: procura-se!

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, revelou que o Governo fará uma “busca ativa” dos pequenos agricultores com potencial de ascender à classe média. Esse promissor grupo será atendido por um programa ainda em elaboração no ministério. O objetivo é aumentar a renda das pequenas propriedades por meio de assistência técnica. Inclusive um termo de cooperação técnica foi assinado entre o ministério e o Sebrae. O ministério está mapeando as 557 microrregiões para encontrar, inicialmente, 100 mil produtores aptos a receberem assistência do programa. “Com ajuda das entidades de classe, das cooperativas e das associações, não teremos dificuldade para encontrar aquele que está com faturamento baixo e precisa melhorar sua renda”, afirmou a ministra.


Solos: 200 respostas

O livro “Solos para Todos – Perguntas e Respostas”, de 87 páginas, está disponibilizado para download pela Embrapa Solos. A obra esclarece uma série de dúvidas corriqueiras sobre a temática solos, com informações sobre classificação, fertilidade, manejo, nutrição de plantas, recuperação de áreas degradas e assim por diante. “Este livro é o último produto do projeto Organização da Informação da Embrapa Solos para a transferência de tecnologia”, descreve a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos, Denise Werneck, que organizou a obra elaborada em parceria como os analistas Alexandre Marcolino e Moema Batista. As questões abordadas são as perguntas mais frequentes recebidas via SAC do Centro de Pesquisa. A publicação pode ser baixada em www.embrapa.br/solos/busca-de-publicacoes/-/ publicacao/1009020/solos-para-todos-perguntas-e-respostas.