Aqui Está a Solução

 

REGULADOR DE CRESCIMENTO NO ALGODOEIRO

Quais são as principais recomendações para a aplicação dos reguladores de crescimento na lavoura de algodão? Desde já, obrigado.

Bento Gerson Domingues
Tabaporã/MT

R- Prezado leitor, o parcelamento da dose recomendada é a forma adequada de utilização dos reguladores de crescimento ou fitorreguladores, pois reduz o crescimento sem ocasionar um “travamento no crescimento”, o que poderia diminuir a produtividade. “Os melhores resultados normalmente ocorrem quando são realizadas até quatro aplicações. Caso seja necessária uma quinta aplicação, o produtor deve repetir a dose utilizada na última aplicação”, orienta o pesquisador Alexandre Barcellos Ferreira, da Embrapa Algodão.

Quando a dose total for parcelada em quatro vezes, ele recomenda utilizar 10% na primeira aplicação, 20% na segunda, 30% na terceira e 40% na quarta. A primeira aplicação deve ser realizada quando as plantas tiverem entre 30 e 35 cm de altura, no caso das cultivares de porte alto; de 35 a 40 cm de altura, para cultivares de porte médio; e de 40 a 45 cm de altura, para cultivares de porte baixo. “A partir da formação das maçãs, a taxa de crescimento do algodoeiro é menor, tendo em vista que os fotoassimilados (fontes de energia obtidas através da fotossíntese) são direcionados para o crescimento das estruturas reprodutivas, que são drenos altamente competitivos. Por isso, as aplicações do regulador devem ser realizadas entre o aparecimento dos primeiros botões florais até o pleno florescimento, que normalmente coincide com o início do desenvolvimento das maçãs da parte inferior da planta”, afirma.

Os reguladores de crescimento devem ser aplicados, de preferência, no período da manhã, pois temperaturas elevadas diminuem a eficiência dos produtos. “Mas deve-se evitar pulverizá-los nas plantas molhadas pelo orvalho, bem como a mistura de muitos produtos junto com os reguladores de crescimento, para não prejudicar o seu efeito”, diz o pesquisador. “Vale ressaltar que o regulador de crescimento não deve ser aplicado quando as plantas estão sob estresse hídrico”, acrescenta.


MEL DE MINAS GERAIS

Ouvi falar sobre o crescimento da produção e exportação de mel pelo estado de Minas Gerais. Por favor, gostaria de números a respeito da atividade e de saber quais são as principais regiões produtoras. Agradeço a atenção.

Felipe Rosa Moraes
Unaí/MG

R- Caro Felipe, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, no ano passado, 1,4 mil toneladas de produtos apícolas, incluindo mel, cera e própolis, embarcaram para outros países, registrando crescimento de 133% em relação a 2013. As exportações do setor foram responsáveis por injetar US$ 8,3 milhões na economia do estado. Desse total, US$ 5,3 milhões correspondem ao mel in natura, e US$ 3 milhões são referentes à exportação dos demais produtos apícolas, que embora exportados em menor quantidade, apresentam maior valor agregado. O aumento da procura em 2014 pelos principais mercados importadores, que são os Estados Unidos e a Alemanha, refletiu nos melhores resultados dos indicadores de valor e volume exportado. O município que lidera a produção é Santa Barbara, na região Central, com 236 toneladas, seguido de Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, produzindo 180 toneladas. Minas Gerais é o quarto maior estado produtor de mel. Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina lideram no setor.