Primeira Mão

OGMs salvadores

A produção “extra” gerada pelo surgimento dos organismos geneticamente modificados (OGMs) – visto seu manejo facilitado e menos custoso de pragas, doenças e invasoras, além do aumento do potencial produtivo – é estimado pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa) em 441,4 milhões de toneladas entre 1996 e 2013. Isso significou que 132 milhões de hectares a mais não precisaram ser cultivados. Tal área significa o somatório de 2,3 safras anuais brasileiras de grãos – estimada em 57,4 milhões de hectares em 2014/15.

O estudo do Isaaa ainda revela que os transgênicos são a tecnologia agrícola adotada mais rapidamente na história recente da agricultura. “A área plantada com OGM na última safra é cerca de 100 vezes maior do que a registrada em 1996, primeiro ano em que foram cultivados. Isso mostra o quanto o agricultor e a sociedade percebem os benefícios e a segurança dessa tecnologia”, argumenta Anderson Galvão, representante do Isaaa no Brasil. No País, a taxa de adoção foi de 89,3%. No caso da soja, 93% da área é transgênica; no milho, 82%; no algodão, 66%. No ano passado, o produtor brasileiro plantou 42 milhões de hectares com a tecnologia.


2,002 bilhões de toneladas: essa deverá ser a produção de grãos do planeta na temporada 2014/15. A estimativa de janeiro é do Conselho Internacional de Grãos (IGC), que elevou a previsão feita um mês antes, então de 1,99 bilhão de toneladas. A revisão deu-se pelo aumento da colheita na Argentina e na União Europeia. Conforme o IGC, o consumo mundial de grãos deverá ficar em 1,973 bilhão de toneladas em 2014/15, acima da previsão anterior de 1,965 bilhão, os estoques de passagem seriam de 432 milhões de toneladas, enquanto o comércio internacional deve totalizar 300 milhões. Se as estimativas se confirmarem, os estoques globais serão 7,3% superiores aos do fim de 2013/14 – os maiores em 30 anos.


Aprosoja/MT 10 anos

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) completou em fevereiro dez anos de defesa das causas dos produtores do estado. A entidade representa cerca de cinco mil produtores de soja e milho. “Começamos de maneira singela, em um momento de crise no agronegócio e dificuldade financeira”, recorda Ricardo Tomczyk, presidente da entidade. “Nestes dez anos, conseguimos a valorização do produtor rural em Mato Grosso e no Brasil. Foram anos de construção de uma entidade forte e de peso nas discussões nacionais”.


Dia Nacional do Milho

A Presidente Dilma Rousseff sancionou a data de 24 DE MAIO como o Dia Nacional do Milho, proposta apresentada pela então senadora Kátia Abreu, agora ministra da Agricultura. A data foi instituída para “estimular e orientar a cultura do milho” – o argumento contido na Lei nº 13.099. Na mesma lei, Dilma instituiu a data de 5 de novembro como o Dia do Técnico Agrícola, entre outros “Dias” de diferentes profissões.


Saga dos precursores do SPD

A história de três visionários da agricultura brasileira foi amplamente registrada no recém lançado livro Plantio Direto: A Tecnologia que Revolucionou a Agricultura Brasileira. A obra, lançada pela Itaipu Binacional, conta a saga dos precursores do sistema plantio direto no Brasil, nos anos 1970, os produtores paranaenses Herbert Bartz, Franke Dijkstra e Nonô Pereira. A solenidade de lançamento ocorreu no Show Rural Coopavel, no mês passado, em Cascavel/PR.


ABC desejado

O produtor tinha contratado até o final de janeiro metade dos recursos disponibilizados para Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Dos R$ 4,5 bilhões oferecidos pelo Plano Agrícola e Pecuário 2014/15, R$ 2,3 bilhões já estavam até então nas mãos dos produtores. “Estamos verificando que o agricultor brasileiro tem incorporado cada vez mais tecnologias na produção e sabe que a terra deve ser cultivada de maneira sustentável. Para isso, nada melhor que aplicar os sistemas disponibilizados pelo Plano ABC, que além de preservarem o meio ambiente, aumentam a produção e, consequentemente, a renda do produtor”, destaca Caio Rocha, titular da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura.


Tudo sobre a água

As soluções tecnológicas para uma melhor irrigação e uma série de outras informações – e orientações – sobre o uso da água na agricultura estão em um diversificado site criado pelo Ministério da Agricultura em conjunto com a Embrapa, Conab e Inmet. “Vamos mostrar como técnicos e produtores rurais poderão fazer uma gestão mais racional da água nas suas propriedades”, justificou o site a ministra Kátia Abreu. “Graças ao notável trabalho dos nossos técnicos, cientistas e especialistas, temos inúmeras informações que vamos compartilhar com os produtores e a sociedade brasileira”. O site é www.embrapa. br/agua-na-agricultura.


O aumento dos combustíveis...

R$ 274 milhões de reais: esse será o impacto no bolso do produtor mato- grossense do recente aumento dos combustíveis. O cálculo é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à Famato. O custo da produção da soja deve representar R$ 51,10 milhões desse montante, e o do milho safrinha, R$ 9,48 milhões. Mas é no transporte que o peso será mais sentido: no caso dos fertilizantes, o aumento chega a R$ 36,16 milhões, e no escoamento das safras, o dispêndio extra bate em R$ 177 milhões. O valor de R$ 274 milhões corresponde a 5.480.000 sacas de soja (cotação a R$ 50, uma média atual no MT).

... e da luz

Já no Rio Grande do Sul, o aumento da energia elétrica vai provocar um aumento médio de R$ 172 por hectare em lavouras irrigadas de milho, soja e arroz. No caso do arroz, o incremento é de R$ 218/hectare, o que significa custo extra de seis sacas (de 50 quilos) por hectare. As informações são da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), a partir de levantamento realizado em parceria com o Cepea/USP. O período em que o estudo foi baseado é o da colheita da safra 2014/2015 até a colheita da safra de 2015/2016. “Estamos nos antecipando aos problemas da próxima safra”, explica Antonio da Luz, economista da Farsul. 100% do arroz gaúcho é irrigado, além de 9% de milho e 1% da soja.


Arysta é adquirida pela Platform

A americana Platform Specialty Products Corporation completou a aquisição da Arysta LifeSciense, negócio anunciado previamente por US$ 3,51 bilhões. A compra da Arysta representa a terceira aquisição da Platform em agroquímicos, após Agriphar e Chemtura AgroSolutions. Os negócios de agroquímicos da Platform agora alinhados sob a marca Arysta envolverão produtos cujas vendas são estimadas em US$ 2,1 bilhões/ano. O brasileiro Flavio Prezzi, até então líder das operações da Arysta na América Latina, torna-se Chief Operating Officer (COO) do recém-criado segmento de agroquímicos da Platform.