Primeira Mão

 R$ 50,9 bilhões

Esse deverá ser o tamanho do faturamento das cooperativas paranaenses em 2014, uma expansão de 10,4% ante o ano anterior. “As cooperativas são as maiores empresas em 100 municípios paranaenses. Por aí dá para ver a sua importância para a economia local e estadual”, destacou João Paulo Koslovski, presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). As 228 cooperativas paranaenses são alicerçadas em 1 milhão de cooperados e empregam 2,2 milhões de pessoas.


Coamo: 13º para cooperados

E no Paraná, a Coamo, sediada em Campo Mourão, antecipou para dezembro a distribuição de R$ 73 milhões de sobras, repartidos entre os cooperados conforme a movimentação deles em entregas de produtos e aquisição de insumos. Esse montante corresponde apenas à parte do valor total das sobras que devem ser destinadas aos associados neste primeiro trimestre, quando a cooperativa anunciará o resultado do exercício de 2014. “Já é tradição na Coamo a antecipação das sobras. É motivo de alegria para a diretoria proporcionar bons resultados ao quadro social”, avaliou José Aroldo Galassini, presidente da Coamo. “A antecipação é possível devido à solidez e aos bons resultados que a Coamo vem obtendo”.


Novo líder na AGCO América do Sul

O americano Robert Crain assume desde janeiro a vice-presidência da AGCO América do Sul, liderada desde 2006 por André Carioba. Crain, que era vice-presidente sênior e gerente da AGCO América do Norte, agora é vice-presidente sênior e gerente geral da AGCO América do Norte e América do Sul. Desde 2006 Crain está à frente das operações da AGCO nos Estados Unidos, Canadá e México. “Agradecemos ao André Carioba por sua liderança, comprometimento e resultados durante todos esses anos. Ele tem muito valor para a organização”, destacou Martin Richenhagen, presidente e CEO do grupo AGCO.


Ano Internacional dos Solos

A FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura definiu 2015 como o Ano Internacional dos Solos. Segundo justificativa da organização, “os solos saudáveis estão na base da agricultura familiar, na produção de alimentos e na luta contra a fome e, ainda, cumprem um papel como reservatórios da biodiversidade. Além disso, compõem o ciclo de carbono, por isso que o seu cuidado é necessário para mitigar e enfrentar as mudanças climáticas”. “É essencial manter um equilíbrio cuidadoso entre a necessidade de preservar os nossos recursos naturais e expandir a nossa produção de alimentos. O Ano dos Solos visa gerar esta consciência”, explicou Eve Crowley, representante Regional Adjunta da FAO. A revista A Granja vai abordar em todas as suas próximas edições de 2015 o assunto solos e sua importância para a agricultura brasileira.


Sorriso no topo

Sorriso, no Mato Grosso, assumiu o posto de município de maior valor da produção agrícola no Brasil, ao tomar o lugar do baiano São Desidério. Conforme números do IBGE de 2013, Sorriso, amparado na soja, atingiu o valor R$ 2,067 bilhões, o mesmo patamar do ano anterior. Já no município baiano, onde o algodão havia assegurado o primeiro lugar em 2012, houve recuo de 26%, para R$ 1,729 bilhão, que, inclusive, caiu para terceiro, atrás de Cristalina/GO.


“O fortalecimento do agronegócio é baseado em fatores sustentáveis. O primeiro é o aumento do consumo mundial de alimentos, especialmente da China e, ainda, da Índia. Os dois países têm gente saindo do campo, ganhando mais e, portanto, consumindo mais e plantando menos. Logo, esses alimentos virão de outro lugar. O Brasil está se beneficiando de um ganho de produtividade em várias culturas, expansão de áreas plantadas, e tem clima, terra e água invejáveis. Então, é possível vislumbrar que o agronegócio seguirá como um dos principais motores do crescimento do País.”

Ricardo Amorim, apresentador do Manhattan Connection, da Globonews,
e Presidente da Ricam Consultoria, no 4 Seminário de Tendências Econômicas,
em Porto Alegre


60 mil

Empregos diretos e indiretos: essa é a contribuição do agronegócio baiano na safra 2014/15. Os 2,5 milhões de hectares plantados vão gerar 8,9 milhões de toneladas de grãos e um PIB de R$ 12 bilhões. Mais de dois terços dessa produção de grãos é destinada a gerar ração para gado, suínos e aves na Bahia e em outros estados nordestinos. “Indiretamente, estamos produzindo carne, leite e ovos para alimentar a população com quantidade, qualidade e baixo custo, além de gerarmos milhares de empregos nessas regiões”, ressalta Júlio Cézar Busato, presidente da Associação dos Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), associação que representa 1.300 produtores do Oeste da Bahia, a principal fornecedora de grãos para o Nordeste.


Gestão de risco no celular

Os produtores podem usar seus celulares para comunicar a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sobre situações de invasões de propriedade, eventos climáticos, problemas de infraestrutura e assuntos relacionados à defesa agropecuária. Também estão disponíveis no aplicativo serviços como notícias e alertas do Canal do Produtor, endereços e telefones das federações e sindicatos. As informações inseridas no Aplicativo CNA Brasil, que podem ser baixadas nos smartphones, vão fortalecer o Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo, do Instituto CNA.


Pibão 2014...

O PIB do agronegócio brasileiro no ano passado deverá crescer 3,8%, quase 13 vezes mais que a expansão do PIB total do Brasil – projetado pelo FMI em 0,3%. Assim, a participação do agro no PIB brasileiro, que tem sido ampliada a cada ano, deverá fechar 2014 em 23,3% (ante 22,5% do ano anterior). No ano passado, a expressão do agro no total exportado pelo Brasil passou para 42,3%.

... e 2015!

E de acordo com a projeção da Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin) do Banco Central, o PIB do agro irá crescer 2% em 2015, acima dos setores de serviços (1,4%) e indústria (0,6%), e da média nacional (0,77%). O número menor (cairia de 3,8% a 2%) decorre da diminuição das cotações internacionais de milho e soja. Porém, felizmente, o câmbio está do lado do agronegócio brasileiro.