Aqui Está a Solução

PRAGA DA MAÇÃ

Li uma notícia a respeito da erradicação da Cydia pomonella, que ataca a maçã. Gostaria de mais informações sobre os danos dessa praga e como foi erradicada. Agradeço as informações.

José Ivo Castilhos Campo Grande/MS

R- A Cydia pomonella, mais conhecida como lagarta-da-maçã, é uma das mais danosas pragas dessa fruta no mundo. Ela é capaz de dizimar pomares inteiros se não for controlada e impõe prejuízos estimados em US$ 400 por hectare. Para o controle, são necessárias de 10 a 15 aplicações de inseticidas durante a safra. Desde a primeira aparição da lagarta-damaçã, em 1991, o Ministério da Agricultura trabalha com medidas para combater o problema. O Programa Nacional de Erradicação da Cydia pomonella foi uma delas, que instalou e monitorou mais de 10 mil armadilhas, além de capturar cerca de 20 mil exemplares da praga. As ações desenvolvidas por meio do programa erradicaram cerca de 100 mil plantas hospedeiras em regiões do Sul do Brasil, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados responsáveis por 95% da produção nacional de maçã. Em setembro, uma instrução normativa declarou a praga oficialmente erradicada. Assim, a Cydia pomonella foi excluída da lista de pragas quarentenárias presentes no Brasil e passou a integrar a lista das ausentes. Além da maçã, a conquista beneficia muitas outras culturas atacadas pela lagarta, como pera, marmelo e noz europeia. Frutas de caroço, como pêssego, ameixa, damasco, cereja e nectarina são hospedeiros alternativos ou secundários.

DOENÇA DO MILHO

Em que fase do ciclo da cultura do milho os sintomas da mancha-branca são mais evidentes e quais são as principais medidas de prevenção e controle da doença? Grato pela ajuda.

Francisco Moura Becker Chapecó/SC

R- Caro Francisco, a mancha-branca do milho é favorecida por temperaturas noturnas amenas (15ºC a 20ºC), elevada umidade relativa do ar (maior que 60%) e elevada precipitação. Os plantios tardios favorecem a doença em função da ocorrência dessas condições climáticas durante o florescimento da cultura, fase na qual as plantas são mais sensíveis ao ataque do patógeno e os sintomas são mais evidentes. Os pesquisadores da Embrapa recomendam o uso de cultivares resistentes. Atualmente, estão disponíveis no mercado cultivares que apresentam excelente nível de resistência à doença. Outra medida importante é a escolha da época de plantio. É recomendável optar por épocas de semeadura cujas condições climáticas que favoreçam a doença não coincidam com a fase de florescimento da cultura. O controle químico também é uma medida viável nas situações em que são utilizadas cultivares suscetíveis em regiões cujas condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da doença.