Primeira Mão

 

2015 e 2016: cotações mais amenas

Não tem jeito: a queda recente nas cotações mundiais de algumas commodities agrícolas vai continuar em 2015 e ainda em 2016. A previsão é da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na verdade, serão tempos de estabilização das cotações após patamares recordes. “Os mercados agrícolas estão retomando condições mais liquidadas, após um período de preços excepcionalmente altos. Isso tem sido acompanhado por governos que mostram contenção no uso de medidas comerciais”, explicou o secretário- geral da OCDE, Angel Gurría. “Prevemos que os preços dos cereais vão diminuir, pelo menos nos próximos dois anos. Já a perspectiva é diferente para carnes, mercado em que temos uma crescente demanda”, acrescentou o diretor geral da FAO, José Graziano.


22,3 Bilhões

de reais foi o montante liberado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, na safra 2013/14, distribuídos em 1,9 milhão de contratos. Foram aplicados R$ 12,7 bilhões em investimentos (57%) e R$ 9,5 bilhões (43%) em custeio. O Rio Grande do Sul foi o Estado com o maior volume contratado, com R$ 5,1 bilhões, seguido do Paraná, com R$ 3,2 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 2,6 bilhões.


Soja, R$ 100 bilhões?

Pela primeira vez, a receita bruta da soja no Brasil deverá romper a casa dos R$ 100 bilhões. É a projeção para 2015 da GO Associados, que estima a receita da oleaginosa em R$ 101,5 bilhões, 6,7% a mais que na última safra, previsão amparada em sua expectativa de safra recorde em 2014/15 de 89,2 milhões de toneladas – 3% a mais que na recente. Para cana, a consultoria prevê R$ 52,6 bilhões em 2015, +3,7%, e para o milho, R$ 27 bilhões, 600 milhões a menos que em 2014.


Aplicativo revelador

Um aplicativo permite ao produtor conferir sua situação diante do Código Florestal. O programa foi desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef). Basta apenas alimentar com dados como localização, área total da fazenda, data de desmatamento e áreas com florestas, e assim é possível ter informações sobre a situação do imóvel como, por exemplo, se há excedente ou falta de floresta para a Área de Proteção Permanente ou à Reserva Legal. Os aplicativos podem ser baixados pelos sites www.imaflora.org e www.ipef.br


Dow compra a Coodetec

A Dow AgroSciences assinou contrato vinculativo de compra do negócio de sementes da Coodetec. A transação, que ainda está sujeita ao cumprimento de condições para o fechamento – incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), deverá ser concluída até o final do ano. O acordo inclui o banco de germoplasma da Coodetec, entre outros ativos para a operação de sementes. A Coodetec é reconhecida pelo desenvolvimento de germoplasma de soja, milho e trigo. O Brasil é um dos mercados prioritários para a Dow AgroSciences e o negócio de sementes tem importância crescente para a companhia. O valor do negócio não foi divulgado.


Adubação recorde

Jamais se vendeu tanto adubo em um primeiro semestre de ano recentemente. As entregas das misturadoras aos produtores atingiram 12,987 milhões de toneladas no período, 6,9% a mais que nos primeiros seis meses de 2013, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Mato Grosso manteve a liderança, com 2,735 milhões de toneladas, à frente de Paraná, com 1,728 milhão, e São Paulo, com 1,584 milhão. Os produtores foram às compras para a safra de verão.