Primeira Mão

R$ 156,1 bilhões

O volume de recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2014/15 (PAP), anunciado em maio, será 14,7% maior que o anterior – R$ 156,1 bilhões ante R$ 136 bilhões. São R$ 112 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para investimento. O PAP foi lançado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Neri Geller. Pelo Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), estão programados R$ 16,7 bilhões, 26,5% a mais. E os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 600 mil para R$ 660 mil, enquanto, para investimento, de R$ 350 mil para R$ 400 mil. O limite de financiamento de custeio foi ampliado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão/produtor, e a modalidade de comercialização, de R$ 2 milhões para R$ 2,2 milhões.

Já as taxas de juros mais baixas ficaram em 4% para armazenagem, irrigação e inovação tecnológica, 5% para práticas sustentáveis, 5,5% aos médios produtores e 4,5% a 6% para financiar a aquisição de máquinas e equipamentos. “A taxa média de juros anual de 6,5% no PAP 2014/15 mostra a preocupação do Governo Federal em dar condições aos nossos produtores e cooperativas para se manterem competitivos no mercado. As taxas de juros do crédito rural foram em grande parte preservadas, uma vez que os ajustes foram inferiores ao aumento da taxa Selic desde o lançamento do Plano 2013/14”, justificou Geller.


Gula chinesa

Os chineses quase dobraram a aquisição de soja brasileira no primeiro quadrimestre. As importações deles somaram 4,99 milhões de toneladas de janeiro a abril, 83% a mais que no mesmo período de 2013. A explicação: há firme demanda chinesa pela oleaginosa e o escoamento por aqui ficou menos tumultuado. O clima seco facilitou os embarques e, assim, diminuíram os congestionamentos de caminhões nos portos. A China importou até então 21,85 milhões de toneladas (+41,3%), das quais 16,3 milhões dos americanos. Mas a tendência é de aumento dos embarques daqui, visto a nossa boa safra e a entressafra americana.


R$ 890 milhões

É o que vai custar aos produtores o aumento das taxas de juros no Plano Agrícola e Pecuário 2014/15. O cálculo é da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, baseado no aumento da taxa de 5,5% para 6%. O desembolso com os juros para contratar na íntegra os R$ 89 bilhões disponibilizados para custeio e comercialização a taxas controladas sobe de R$ 4,895 bilhões para R$ 5,785 bilhões. “Recomendamos ao produtor muita austeridade ao analisar as linhas que contratará, a fim de evitar um novo processo de endividamento, que é um problema que já tinha sido resolvido”, avaliou o presidente da entidade, Carlos Sperotto.


Transgenia salvadora

Os cultivos transgênicos pelo mundo evitaram a aplicação de 503 milhões de toneladas de ingredientes de defensivos agrícolas entre 1996 a 2012, o que equivale ao montante utilizado pelos 27 países da União Europeia em quase dois anos. Se a biotecnologia não existisse para os 17,3 milhões produtores que a utilizaram em 2012, para se manter a atual produção mundial teriam sido necessários 4,9 milhões de hectares adicionais de soja, 6,9 milhões de milho e 3,1 milhões de hectares de algodão. Ou ¼ da área agrícola brasileira. As estimativas compõem o recente estudo bienal “GM Crops: global socio-economic and environmental impacts”, da consultoria inglesa PG Economics.


Safrinha de soja com dias contados

Leandro Mariani Mittmann

A Comissão de Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura em Mato Grosso quer proibir o cultivo da soja safrinha no estado. O argumento é que o plantio na primeira e na segunda safras pode fazer com que os ataques das pragas sejam mais severos no último ciclo. Estima-se que neste ano, no estado, tenham sido plantados 120 mil hectares safrinha. “Não podemos permitir que 5% de plantio de soja safrinha coloque em risco 8 milhões de cultivo de soja em Mato Grosso”, justificou o coordenador da Comissão de Defesa Vegetal, Wanderlei Dias Guerra.


Pesou para os arrozeiros

O incremento aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica de 30,29% no custo da energia na região gaúcha atendida pela concessionária AES Sul acrescentará exatos R$ 121,47 por hectare o custo de produção de uma lavoura de arroz irrigado. Segundo cálculo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, tal dispêndio passa de R$ 401,02 para R$ 522,49 por hectare. O custo operacional extra é de 2,8%.

Site das pragas

Para facilitar na identificação de pragas, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) lançou o portal www.defesavegetal.net, espaço que reúne informações sobre as pragas já existentes na agricultura brasileira e outras quarentenárias, aquelas “estrangeiras” mas que podem aportar por aqui a qualquer safra – vide o caso recente da Helicoverpa armigera. O site busca a colaboração de todos e foi ao ar com informações completas e fotos de mais de uma centena de espécies de insetos, ácaros, além de fitopatógenos e plantas invasoras.


Cana mecanizada

De cada 100 toneladas de cana produzidas em São Paulo na safra 2013/14, 83 foram colhidas por máquinas. Portanto sem o uso do fogo, seguindo o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético. O estado foi pioneiro em discutir com o setor e desenvolver, em parceria com a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), tal protocolo. Com a produção de 371 milhões de toneladas de cana, São Paulo responde por 51% da produção de etanol do País e por mais de 16% da produção do mundo. Estima-se que 7 milhões de hectares de cana deixaram de ser colhidos com uso do fogo na recente safra, 26,7 milhões de toneladas de poluentes deixaram de ser emitidas, assim como 4,4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa (GEEs).


Bahia +39%

As lavouras baianas vão produzir 39% a mais em grãos e fibras na safra 2013/2014 em comparação à anterior. Ou 8,5 milhões de toneladas, volume 2,4 milhões superior. O levantamento é do IBGE, que aponta expansão do terreno do milho em 25%, da soja em 21,1% e do algodão em 21,1%. O cereal terá uma safra 50% maior, a soja, +35,9% e o algodão, +34,8%.


Agrishow recorde

A Agrishow movimentou R$ 2,7 bilhões em negócios e atraiu 160 mil visitantes, dois números recordes da feira de Ribeirão Preto/SP. “Apesar de todas as adversidades, como a crise pela qual passa o setor sucroenergético, os problemas climáticos que causaram perdas de safra em alguns locais e ainda um cenário de incertezas por conta das eleições, foi uma surpresa termos superado o volume de negócios do ano passado. O que ouvimos dos expositores é que o número de máquinas vendidas foi menor, porém foram comercializadas máquinas de maior valor agregado, o que possibilitou o aumento o faturamento”, revelou o presidente da feira, Maurilio Biagi Filho.