Primeira Mão

 

Aprosoja Brasil com novo líder

O produtor e diretor-tesoureiro da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul), Almir Dalpasquale, foi eleito novo presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). Junto com ele, assume a entidade como vice-presidente imediato Ricardo Tomczyk, vice-presidente da Aprosoja/MT. A eleição ocorreu em Brasília, com a participação de representantes de todas as entidades estaduais. Dalpasquale foi o responsável pela criação da entidade em Mato Grosso do Sul e exerceu o cargo de presidente da Aprosoja/MS até o final do ano passado. O dirigente estabelece como meta a consolidação e o fortalecimento das Aprosojas estaduais, dando apoio para que as entidades tenham estrutura para representar os produtores de grãos brasileiros. “Nosso desafio é estruturar política e financeiramente as entidades estaduais”, anunciou.


China Mato Grosso no topo de braços abertos

A China confirmou que vai permitir a importação de grandes quantidades de milho brasileiro. Os asiáticos conseguiriam, assim, diminuir a dependência do cereal americano. Hoje os EUA fornecem mais de 90% do produto importado pelo país. A crescente transição dos chineses para uma dieta rica em proteínas está alterando os fluxos do comércio mundial. Para se ter uma ideia, o volume da demanda chinesa no ano passado foi 39 vezes maior que em 2009! E as importações representam apenas 2% do consumo doméstico total. Tem aí um mercado que não acaba mais! Em março Brasil e China assinaram um acordo sanitário para possibilitar esta transação.


Mato Grosso no topo

E os números do VPB (neste caso, apurado pelo Ministério da Agricultura) recolocam Mato Grosso como o estado mais rico do agronegócio brasileiro, após ter perdido o posto por uma safra para São Paulo, visto as perdas climáticas das lavouras mato-grossenses no ciclo passado. O estado, maior produtor de grãos e fibras, deverá ter receita de R$ 44,73 bilhões, expansão de 6,22% sobre o faturamento anterior, e será a maior até hoje. A evolução do VBP mato-grossense é motivada pelo ganho da soja e do algodão, com rojeções de crescimento de 10,35% e 25,60%, respectivamente. Além das cotações em ambas estarem satisfatórias, houve expansão das áreas.


Bilhões para silos

Até o final de 2017 deverão ser disponibilizados R$ 25 bilhões para financiar a implantação de estruturas de armazenagem pelos futuros Planos Agrícola e Pecuário. A informação é do ministro da Agricultura, Neri Geller, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo. “Temos um déficit de quase 40 milhões de toneladas em armazenagem e essa linha de crédito vem para acrescentar 72 milhões de toneladas em capacidade estática privada. Temos a convicção que esta demanda vai continuar porque a taxa de juros é atraente, assim como o prazo de carência”, argumentou.


De olho neles

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criou um observatório para monitorar a nova lei agrícola norte-americana (a Farm Bill) e a Política Agrícola Comum da União Europeia. A preocupação é com os prejuízos que os subsídios abusivos causam aos produtores daqui, comprometendo o desempenho da agropecuária brasileira no exterior. Só as políticas há pouco aprovadas pelos EUA podem gerar perdas superiores a US$ 4,34 bilhões para as exportações de milho, soja e algodão entre 2014 e 2018, período de vigência da nova lei. Este é um dos dados apurados pelo estudo “Política Agrícola dos Estados Unidos e da União Europeia: Impacto no Agronegócio Brasileiro”, encomendado pela CNA. Quer saber mais? Acesse www.canaldoprodutor.com.br/ sites/default/files/apresentacao.pdf


Custo em quinta marcha

O custo do frete rodoviário de cargas dobrou nos últimos cinco anos e supera em três vezes a inflação desde 2009. Apenas no ano passado, os gastos operacionais do transporte subiram 7,9% – consequência, sobretudo, do aumento de 17,3% com diesel e de 10,2% nos salários de motoristas e ajudantes. Aproximadamente 65% da safra brasileira de grãos e fibras é transportada em carrocerias de caminhões.


Mais biodiesel

A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), por meio do presidente, Erasmo Carlos Battistella, e do diretor-superintendente, Julio Minelli, solicitaram ao ministro da Agricultura, Neri Geller, a participação da presença do biocombustível no óleo diesel de 5% para 7%. E receberam total apoio. O incremento corresponderia à ampliação do volume de 1,16 bilhão de litros sobre os 2,91 bilhões processados no ano passado. O Brasil é o terceiro maior produtor de biodiesel, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, e o segundo em consumo desde que ultrapassou a Alemanha, dois anos atrás.


O trigo vem com tudo

O trigo promete um 2014 histórico! Assim como foi em 2013. O início de abril chuvoso no Paraná (que junto ao Rio Grande do Sul respondem por 90% da safra nacional) facilitou o início promissor para a safra. Segundo avaliação da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), se o clima seguir colaborando, o Brasil poderá produzir 7 milhões de toneladas do cereal, 30% a mais que na safra anterior. Os gaúchos, que obtiveram no ano passado a sua maior colheita (3 milhões de toneladas), começam o plantio agora em maio e deverão expandir a área em 10%, segundo estimativa da Emater.


E a cevada em tempos recordes

Já a safra de cevada do ano passado foi de números históricos, tanto em qualidade como em produtividade. A avaliação foi apresentada no início de abril, na Embrapa Trigo, pelas principais empresas de pesquisa e fomento de cevada no País. E a expectativa é de novo crescimento em 2014. Na área de atuação da Ambev na Região Sul, por exemplo, o cultivo de cevada caiu de 66 mil hectares em 2012 para 45 mil em 2013 e, mesmo assim, o volume recebido superou a estimativa inicial de 92 mil toneladas e chegou a 149 mil. O resultado positivo está relacionado ao clima favorável e ao alto potencial produtivo das cultivares (mais de 90% da área foi com cultivares Embrapa).


Renda animada

Jamais circulou tanto dinheiro no campo como agora. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Valor Bruto da Produção – o VBP, a renda antes da porteira – do setor agropecuário deste ano está previsto em R$ 456,3 bilhões, alta de 6,3%. O faturamento é impulsionado principalmente pela expectativa de produção recorde de grãos e fibras na safra 2013/2014, que deve superar 190 milhões de toneladas. O VBP apenas da agricultura deve totalizar R$ 294,8 bilhões, crescimento de 7% na comparação a 2013, puxado pela soja, cujo faturamento deve subir 10,1%.