Primeira Mão

 

Brasil X EUA , quem será o nº 1?

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a sua estimativa para a safra de soja 2013/14 do Brasil para um recorde de 90 milhões de toneladas. Este volume seria superior à produção norte-americana, mantida em 89,51 milhões. Enquanto a safra brasileira está ainda em fase inicial de colheita, portanto sujeita a revisões (sobretudo em razão do clima), as lavouras americanas já foram colhidas. A nova estimativa do USDA para o Brasil representa um aumento de 1 milhão de toneladas sobre o número de janeiro, de 89 milhões.


Grupo Kuhn compra a Montana

O francês Grupo Kuhn anunciou em Saverne, França, que assinou acordo para aquisição da Montana junto a proprietários da empresa sediada em São José dos Pinhais/PR. A aquisição está condicionada à assinatura de um acordo definitivo (bem como a determinadas medidas e aprovações) previsto para ocorrer neste semestre. "A Montana complementa perfeitamente as atividades da Kuhn", afirmou Michel Siebert, diretorpresidente do Grupo. "Nós já desfrutamos de uma forte posição no setor de plantio, semeadoras e plantadoras, através da Kuhn do Brasil, em nossa planta localizada em Passo Fundo/RS, desde fevereiro de 2005. O portfólio de produtos autopropelidos da Montana fortalece ainda mais a posição da Kuhn, especialmente no importante setor de agricultura de grande escala comercial no Brasil".

"A integração da Montana dentro do Grupo Kuhn nos oferece uma oportunidade de crescimento significativo no Brasil, em outros países da América do Sul e mais além", disse Gilberto Zancopé, diretor-presidente da Montana. "Vejo grandes sinergias e isso vai ajudar a Montana, juntamente com a Kuhn, a desenvolver ainda mais o portfólio de produtos, bem como oferecer melhor suporte aos nossos revendedores e clientes." O planejamento é que Zancopé seja nomeado conselheiro especial do Grupo Kuhn no Brasil e se torne acionista da Bucher Industries AG, matriz do grupo francês.


R$ 8,175 Bilhões

Este big valor é das receitas globais da cooperativa Coamo em 2013, crescimento de 14,3% ante o ano anterior. "Em 2013 tivemos uma safra de verão recorde com preços bons, o que é uma combinação rara. A Bolsa de Chicago estava com preços altos em função da pouca disponibilidade de produto nos EUA e o dólar continuava a trajetória de apreciação iniciada em 2012. No entanto, lamentavelmente as limitações logísticas absorveram parte do ganho, com encarecimento de frete rodoviário e fila de navios de mais de três meses nos portos", avaliou o presidente da instituição, José Aroldo Gallassini, o maior faturamento dos 43 anos da cooperativa sediada em Campo Mourão/PR.


GMs salvam um 'Pará'

A adoção de organismos geneticamente modificados evitou a aplicação de 497 mil toneladas de princípio ativo de defensivos químicos, volume que seria demandado por lavouras convencionais em 17 anos da liberação dos transgênicos no mundo (1996-2012). O número foi divulgado pelo engenheiro agrônomo Anderson Galvão, representante no Brasil do ISAAA, sócio-diretor da Céleres Consultoria e conselheiro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). "As plantas tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos racionalizaram a aplicação de produtos", justifica. Se as 377 milhões de toneladas de grãos e fibras adicionais produzidas graças à tecnologia da transgenia não fossem procedentes de plantas transgênicas, teria sido necessário o plantio de uma área extra de 123 milhões de hectares – tamanho aproximado do Pará.


SRB com novo presidente

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) tem novo presidente de 2014 a 2017. O jovem Gustavo Diniz Junqueira, 42 anos, foi eleito no mês passado pelo Conselho Superior da entidade para suceder Cesario Ramalho da Silva, à frente nos últimos sete anos. De vínculo familiar histórico com a agricultura, Junqueira é formado em administração de empresas, mestre em finanças pela Thunderbird School of Management dos Estados Unidos e trilhou carreira na área financeira. "A construção de um projeto claro de nação para o Brasil passa pelo agro", anuncia. "Os mesmos problemas – senão piores – que atingem as cidades também atingem o campo", ressalta. "Até a falta de mobilidade, algo antes restrito às grandes cidades, avança pelo interior."