Primeira Mão

 

Tratores e colheitadeiras em ano histórico

A indústria brasileira de máquinas agrícolas gerou o número recorde de 100,5 mil unidades no ano passado, desempenho 20% superior ao de 2012 – 83,7 mil máquinas. As informações são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a entidade, pela primeira vez o País ultrapassou a marca de 100 mil unidades. Apenas em dezembro foram 6,5 mil, crescimento de 13% sobre 5,7 mil do mesmo mês de 2012. No mercado interno foram comercializadas 83,1 mil unidades, alta de 18,4% frente a 70,1 mil de 2012. A associação atribuiu o bom desempenho à alta na produção de grãos, taxas atrativas de financiamento e a busca pelo aumento da produtividade.


Benzoato de emamectina facilitado

Uma portaria publicada no Diário Oficial da União em meados de janeiro alterou as regras para importação do produto à base do benzoato de emamectina para o combate da lagarta Helicoverpa armigera e liberado em regime emergencial. De acordo com o Ministério da Agricultura, para importar o produto será necessário o registro ou a autorização de importação expedida pelo organismo e do registro do estabelecimento do importador no órgão competente no estado ou no Distrito Federal. "Esta portaria contém outros requisitos técnicos de controle e segurança como a estimativa de área plantada e o controle do estoque e armazenamento. Estes itens ratificam a exigência do plano de segurança", explicou o diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas, Girabis Evangelista


Exportações

Os embarques de frutas frescas totalizaram 711,8 mil toneladas no ano passado, crescimento de 2,7% na comparação a 696 mil toneladas do ano anterior, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf). Em receita, atingiram US$ 657,5 milhões em 2013, +6,2%. "É provável que (2014)


O caos da logística E os fretes agrícolas

O Banco Mundial estima que o custo da ineficiência do transporte no Brasil é equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano – ou R$ 250 bilhões. Deste montante, 5% são despendidos apenas pelos produtores. A estimativa é que o produtor de soja do Mato Grosso precise gastar 40% do valor bruto de produção para escoar o grão até os portos das Regiões Sul e Sudeste. Nos últimos dez anos o Governo Federal tem investido cerca de R$ 290 bilhões em infraestrutura com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, mais recentemente, com o Programa de Investimento em Logística (PIL), em parceria com a iniciativa privada. Mas, de acordo com o próprio Governo, seriam necessários mais R$ 250 bilhões.

Os fretes agrícolas rodoviários deverão sofrer um reajuste em cerca de 10% nesta safra ante a anterior em razão dos reajustes do preço do óleo diesel e pela intensa demanda por caminhões, visto mais uma safra recorde – superior a 196 milhões de toneladas. A Petrobras aprovou três reajustes para o diesel nas refinarias no ano passado: 5,4% + 5% + 8%. E ainda entrou em vigor a nova legislação trabalhista dos caminhoneiros, que limitou a carga horária deles. O diesel pode responder por até 40% dos custos de fretes de longa distância (como os fretes do interior aos portos).


R$ 430 bilhões

Foi o que os produtores e criadores brasileiros embolsaram no ano passado. Este é o montante do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira, ou a renda antes da porteira. Crescimento de 11,3% em comparação a 2012, segundo números do Ministério da Agricultura. Do total, 66,5%, ou R$ 286 bilhões, procedem das lavouras, enquanto a pecuária foi responsável por R$ 145 bilhões. Apenas a soja teve a participação de R$ 89,1 bilhões, incremento de 25% sobre 2012, ano que a oleaginosa foi comprometida pela estiagem. Para 2014, o ministério projeta um VBP de R$ 462,4 bilhões, ou 7,5% a mais.


saborosas

seja um ano positivo, muito parecido com 2013", avalia o gerente técnico do Ibraf, Cloves Ribeiro. "Na verdade, o câmbio é o fôlego para manter as exportações estáveis ou com crescimento." Principal item da pauta de exportações, o melão representou 191,4 mil toneladas, crescimento de 5,31%, enquanto a receita cresceu 10%, para US$ 147,5 milhões.


30 milhões

de dólares. Apenas isso faltou embarcar para o Brasil atingir a marca emblemática de US$ 100 bilhões em exportações no ano passado. Foram US$ 99,97 bilhões. A soja mantém-se na liderança, com US$ 30,96 bilhões em vendas externas, +18,6% ante 2012. Igualmente recorde, as exportações de milho somaram US$ 6,25 bilhões, incremento de 18,2%, ou embarques de 26,61 milhões de toneladas do grão em 2013, crescimento de 34,5% sobre 19,78 milhões de 2012.

O principal destino das exportações do agronegócio foi a China, ultrapassando pela primeira vez a União Europeia. O país asiático desembolsou por aqui US$ 22,8 bilhões, aumento de 27,3%. Já a União Europeia gastou US$ 22 bilhões, retração de 2,7%. Já quanto às importações de produtos agropecuários, foram US$ 17,06 bilhões, avanço de 4%. O trigo foi o principal produto (US$ 2,42 bilhões). Com isso, a balança do agronegócio brasileiro teve um superávit de US$ 82,91 bilhões.


Anater em breve

Em questão de semanas a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) poderá ser uma realidade. A equipe do Governo Federal responsável pela discussão e pela elaboração do estatuto da agência conta com a participação da Embrapa e deverá finalizar o trabalho até a segunda semana de fevereiro. A nova agência terá como principal objetivo qualificar e ampliar os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), auxiliando pequenos agricultores em projetos que contribuam para o aumento da produtividade e a melhoria das atividades rurais. O estatuto da Anater deverá ser aprovado pelo Conselho de Administração da nova agência até 19 de fevereiro.


Familiares ávidos por investir

A agricultura familiar investiu no ano passado R$ 18,6 bilhões, recursos estes disponibilizados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). De acordo com o ministro Pepe Vargas, nos primeiros cinco meses do Plano Safra 2013/2014 (de julho a novembro de 2013), o número de contratações do Pronaf já era maior em 33% ante o registrado no ano-safra anterior. "Portanto, são grandes as chances de atingirmos o volume programado de contratações de R$ 21 bilhões", estima. Os recursos, do Plano de Safra 2002/2003 até o de 2012/2013, aumentaram em 717% em volume contratado pela agricultura familiar. Uma comparação: o contratado pelo agronegócio empresarial aumentou 342% em igual período.


Novas práticas no Plano ABC

Uma novidade em relação ao apoio às práticas sustentáveis está prevista para o primeiro semestre de 2014. O Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, irá instituir neste semestre a Comissão Nacional do Plano ABC, cuja finalidade é implementar, acompanhar, monitorar, avaliar e revisar o Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, e os Grupos Gestores Estaduais. "Esta etapa é de suma importância, pois a Comissão será uma instância de debates que poderá incluir ao Plano ABC novas práticas e tecnologias sustentáveis, após estudos de mitigação feitos pela Embrapa e institutos de pesquisa e validados pela academia", explica o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha. A possibilidade de incluir novas práticas implicará na tomada de crédito por produtores pelo Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), com taxas de juros diferenciadas e prazos maiores.