Primeira Mão

 

Fávaro para o biênio 2014/15

O atual presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja/MT), Carlos Fávaro, foi reeleito para o biênio 2014/15. Produtor em Lucas do Rio Verde/MT, ele encabeçou a chapa única "União e Responsabilidade". "A chapa eleita é resultado de um processo amplo de discussões internas e representa bem o segmento", observou. A novidade desta eleição foi a escolha dos delegados de cada núcleo por meio de voto direto. "A disputa foi grande, e em vários núcleos tivemos disputas acirradas. Isso mostra a vontade de nossos associados em participar da entidade, resultando num crescimento de 30% dos votos em relação à eleição passada. Isto nos orgulhou muito."


No acelerador

As vendas internas de máquinas agrícolas de janeiro a outubro já superaram tudo o que foi comercializado no ano passado. Nos dez meses foram 56,8 mil tratores (20% a mais) e 6.381 colheitadeiras (+43%!). E 2013 se encaminha para ser o recorde histórico. O recorde em tratores data de 1976, quando foram comercializadas 62,7 mil unidades. Mas, uma ressalva: os tratores de hoje são muito mais potentes que os daquela década. Já o maior número de colheitadeiras foi o obtido em 1986, com 6.544 unidades. Pelo ritmo mensal de vendas – média 5.500 de tratores e 638 de colheitadeiras por mês –, deverá então se atingir os números respectivos de 65 mil e 7.500 unidades comercializadas.


Irrigue com o selo azul

Deverá ser lançado em dezembro pelo Ministério da Integração Nacional o "selo azul" para a irrigação. A ferramenta chega, segundo o ministério, para organizar e fortalecer o segmento. Com o selo, o produtor passará a ter menores taxas de juros e aumento de prazos de financiamentos pelo Plano Agrícola e Pecuário, Plano Safra da Agricultura Familiar e fundos constitucionais. "Pretendemos aumentar a velocidade de concessão de crédito, além de reduzir a burocracia e a regulamentação, criando assim o menor custo possível para o proprietário", garante Miguel Ivan, da Secretaria Nacional de Irrigação.


Ano Internacional da Agricultura Familiar

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou que 2014 será o Ano Internacional da Agricultura Familiar. O anúncio ocorreu na sede da ONU, em Nova York. O secretário da Agricultura Familiar, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, destaca que a escolha ressalta a participação do segmento na segurança e soberania alimentar e produção de alimentos dos diversos países. "Quando a gente fala em eliminar a fome, a gente fala em fortalecer a agricultura familiar para ampliar a segurança alimentar e a produção de alimentos. Então, a priorização da ONU em destacar a agricultura familiar é reconhecer esse modelo de agricultura como o que mais responde pela produção de alimentos e segurança alimentar nacional."


Anater a caminho

E o plenário do Senado aprovou na semana passada projeto de lei da Câmara (PLC 81/2013) criando a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). De acordo com o projeto de lei, a Anater funcionará como um serviço social autônomo, nos moldes do Sistema "S". O Governo Federal fará um contrato de gestão com a agência, pelo qual serão estipuladas as metas, os prazos e responsabilidades, bem como os critérios para avaliar a utilização dos recursos repassados. A Anater, em parceria com a Embrapa, concentrará sua atuação na assistência à cadeia produtiva do leite em microrregiões prioritárias, aos agricultores do semiárido nordestino, ao desenvolvimento do Programa Agricultura de Baixo Carbono, agroecologia e produção orgânica.


Milho no tanque

O milho mato-grossense vai começar a encher tanques. Duas usinas que geravam combustível com a matériaprima cana foram adaptadas para processar o cereal, nos municípios de Campos de Júlio e São José do Rio Claro. E o custo de produção é inferior ao da cana em 19 centavos/litro (R$ 0,97 para R$ 0,78). A possibilidade da transformação do milho em combustível pode ser a uma ótima alternativa para direcionar o excesso de produção do milho no estado.


4 bilhões

De reais. Este deverá ser o equivalente em milho que o Brasil venderá aos chineses a partir de um acordo assinado com os asiáticos pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, durante a sessão plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), instância política de mais alto nível de diálogo regular entre os dois países. Pelo acordo, o Ministério da Agricultura vai emitir um Certificado Fitossanitário para amparar as exportações.


Helicoverpa: adoce sua lavoura

A terrível lagarta Helicoverpa armigera, que promete ser a grande vilã da safra de verão 2013/14 e que tem mobilizado pesquisadores e indústria de defensivos quanto às melhores formas de manejo e controle, pode ser combatida com o apoio providencial do melaço da cana-de-açúcar. Sim, o produto potencializa o efeito dos inseticidas, apurou a Expedição Soja Brasil ao visitar lavouras sul-mato-grossenses. "A utilização consiste em aplicar o melaço na plantação de soja junto com os inseticidas, o que atrai moscas, mariposas e demais inimigos da lagarta, combatendo a helicoverpa", descreve Adriano Loeff, diretor da Fundação Chapadão, que revelou ter tomado conhecimento da estratégia a partir de uma empresa goiana.


É fato: tudo o que for feito para minimizar o efeito da helicoverpa colabora nas contas. Em Sorriso/MT, o maior produtor de soja do País, o gasto extra com inseticida chega a R$ 22/hectare por aplicação. E a lagarta, detectada pela primeira vez em lavouras brasileiras na safra passada, continua se espalhando pelo País. No dia 19 de novembro sua presença foi "oficializada" no Rio Grande do Sul pela Superintendência Federal de Agricultura do estado. As pragas foram coletadas por pesquisadores de UFSM, UPF e Embrapa Trigo em lavouras de soja da safra passada nos municípios de Espumoso, Carazinho e Passo Fundo.


Soja livre e lucrativa

De cada quatro sacas de soja a serem colhidas no Mato Grosso em 2014, praticamente uma será da oleaginosa convencional. Estima-se que sejam plantados quase 2 milhões de hectares com materiais livres de transgenia (de 22% a 23% da área), segundo levantamento do Programa Soja Livre. Conforme o programa, os custos de produção das sojas GM e não-GM são praticamente os mesmos, mas o mercado tem remunerado de US$ 2,5 a US$ 3 pela saca de soja convencional. Uma das vantagens para o produtor da convencional é não precisar pagar pelos royalties da tecnologia GM.


DEFESA EM ALTA

As lavouras brasileiras consumiram, em valores, 34% a mais em defensivos nos primeiros sete meses do ano. Conforme o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg, ex-Sindag), as vendas no período somaram R$ 8,455 bilhões. Soja, milho, trigo, batata e tomate foram a causa do aumento, enquanto algodão, cana e cítricos diminuíram o consumo. Os inseticidas lideraram as vendas, com R$ 3,25 bilhões, seguidos por herbicidas, R$ 3,196 bilhões, e fungicidas, R$ 1,599 bilhão.