Notícias da Argentina

INSUFICIENTE

Técnicos do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) destacam que há uma tendência positiva para o uso de fertilizantes no país. No entanto, as relações entre nutrientes extraídos e devolvidos na atividade agrícola continuam em dívida. O potássio é o nutriente que tem a pior relação nos solos, já que, apenas, é devolvido 1% do que é extraído. Mas como esse é um nutriente bastante presente nos solos argentinos, o produtor não percebe esse índice tão facilmente. Quanto a nitrogênio, fósforo e enxofre, os valores de aporte rondam 32%, 53% e 33% do que é extraído, respectivamente.


VENDA ATRASADA

Em meados de setembro os produtores argentinos haviam vendido em torno de 70% de 48,5 milhões de toneladas de soja do ciclo 2012/2013. Mesmo às vésperas do plantio da próxima safra, ainda restam negociar 15,5 milhões de toneladas da temporada anterior, um reflexo dos preços retraídos desde maio e das dificuldades da macroeconomia do país. O volume máximo de retenção da soja nessa época do ano havia sido registrado em 2009/2010, e era de 4 milhões de toneladas. No contexto atual, os produtores preferem ficar com os grãos, porque entendem que, desse modo, escapam momentaneamente do deprimido câmbio oficial.


SEM PROGRESSOS

Até o momento, as estimativas indicam um volume de leite produzido no país em 2013 similar ou ligeiramente inferior ao que foi registrado no ano passado. Mesmo que aconteça um pico de produção na primavera, deverá ser insuficiente para aproveitar as oportunidades que oferece o mercado internacional. Com um valor global para o leite em pó em torno de US$ 4.700 a tonelada, não haverá na Argentina leite suficiente para aproveitar esse momento.


TRIGO
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém uma superfície plantada em torno dos 3,9 milhões de hectares. Em torno de 22% dessa área podem estar com os rendimentos afetados pela falta de umidade.

SOJA
A Estimativa é de que a superfície cultivada com a oleaginosa crescerá, especialmente no centro da produção agrícola do país. No entanto, ainda não há números oficiais sobre esse avanço, e as projeções privadas são bastante divergentes.

LEITE
O Valor recebido pelo produtor se mantém em US$ 0,23 por litro (dólar paralelo) ou US$ 0,39 (dólar oficial). Esses valores apenas servem para pagar os custos de produção.

CARNE
Não há grandes mudanças no valor do gado. O novilho precoce tem valores em torno de US$ 1,20 o quilo vivo no dólar paralelo, e US$ 2 por quilo vivo no dólar oficial.


EXPORTAR MAIS

Os integrantes da Câmara Argentina de Feedlot informam que o último trimestre do ano deve estar concentrado na demanda, já que a oferta está definida. Ou seja, não há nenhum indicativo de que será modificada a saída de gado de qualidade ao mercado do boi gordo. Dessa forma, a expectativa é de que a quantidade de animais provenientes dos confinamentos apresente redução, semana após semana, e isso poderá gerar algumas tensões no mercado pecuário. Em relação à demanda, deve continuar a evolução das exportações. Mesmo que a desvalorização da moeda oficial - o peso - seja um fator a ser levado em conta, a chave para uma sustentação em médio e longo prazo dos preços do gado está voltada para mercados como Rússia, Estados Unidos, Canadá e outros. Quanto ao mercado interno, a grande força para o setor é o fato de que o consumidor argentino, há muitos anos, valoriza a qualidade da carne proveniente dos confinamentos. Por essa razão, é mais fácil defender o preço do produto.