Aviação Geral

 

HELICÓPTEROS: apoio ao mundo agro

Clientes que atuam no campo colaboraram para a alta de 14,45% nas vendas de helicópteros no ano passado

Eduardo Marson Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) e da Helibras – Helicópteros do Brasil

Responsável por 22% do PIB brasileiro, o agronegócio vem apresentando um crescimento constante de, em média, 3,6% ao ano, fazendo do nosso País um grande "celeiro do mundo". E, como tal, faz com que outros setores da economia sigam esse desenvolvimento, sobretudo no que diz respeito à logística e ao transporte – absolutamente estratégicos tanto para o cultivo quanto para o escoamento de um grande e variado volume de produtos. Neste aspecto, a aviação surge como um dos segmentos que, em função do crescimento do agronegócio, começa também a se desenvolver neste mesmo ambiente, atendendo a uma necessidade cada vez maior de rápidos deslocamentos entre regiões de grande extensão e afastadas dos grandes centros – estes já tradicionais consumidores de aeronaves de todos os portes e aplicações.

A aviação geral brasileira (não com putadas as empresas aéreas que operam voos regulares) alcançou, em 2012, 1.188 aeronaves agrícolas em todo o País, segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), contra 1.114 em 2011 e 1.071 em 2010. Ou seja, um crescimento constante nos últimos anos. E com destaque para a região Centro-Oeste, onde se concentram os grandes projetos agropecuários e que já é a segunda em número de aeronaves (3.076), atrás apenas da desenvolvida e industrializada região Sudeste e suas 6.004 unidades registradas).

Esse crescimento da aviação geral também se verifica no setor de helicópteros, que também começa a chamar a atenção de empresas, executivos e proprietários de empresas agrícolas. Em 2012 havia no Brasil 1.893 helicópteros registrados, número 14,45% superior a 2011, que era de 1.654, e de 1.495 em 2010. Um dos motivos desse interesse crescente deve-se a algumas novas pcomsibilidades de aquisição de helicópteros, principalmente o modelo Esquilo, fabricado pela Helibras. Por possuir mais de 48% de conteúdo nacional, se enquadra nas condições exigidas pelo BNDES para concessão do Finame, que é uma modalidade de financiamento com juros baixos para máquinas e equipamentos fabricados no Brasil.

Essa ferramenta tem sido responsável por um grande percentual das vendas, inclusive para os clientes que atuam no agronegócio, os quais dependem bastante das variações desse mercado, mas necessitam investir em um meio de transporte que lhes dê a máxima mobilidade para acompanhar suas operações. Neste aspecto, o aumento na procura de empresários desse segmento pelas aeronaves de asas rotativas, como são conhecidos os helicópteros, deve-se exatamente a essa característica, permitindo acesso rápido e fácil a qualquer região, seja uma fazenda ou uma cidade