Aqui Está a Solução

 

DEFENSIVOS ILEGAIS

Olá, amigos da revista A Granja. Sou estudante e estou fazendo um trabalho sobre o combate aos agrotóxicos ilegais. Gostaria de saber quais os cuidados que o produtor deve ter na hora da compra desses produtos e onde posso conseguir mais informações sobre o assunto. Desde já, agradeço a ajuda.

Ricardo Moura de Almeida
Campinas/SP

R - Prezado Ricardo, o produtor deve sempre exigir a nota fiscal da venda e a receita agronômica; suspeitar de produtos com nome "imitação"; não usar defensivos com rótulos escritos em língua estrangeira; desconfiar de produtos com preços muito abaixo do mercado; e comprar agroquímicos de empresas idôneas e sempre em distribuidor de confiança. As recomendações são do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). O sindicato alerta que o uso de agrotóxico ilegal é crime e causa detenção de um a seis anos; interdição e incineração da lavoura; e danos à agricultura, ao meio ambiente e à vida. O telefone 0800 940 7030 do Disque Denúncia é mantido para receber indicações do comércio e uso de agrotóxicos ilegais (contrabandeados ou falsificados). Mais informações sobre o assunto podem ser acessadas no site www.sindag.com.br.


PRODUÇÃO DE MANDIOCA

Ouvi dizer que existe uma redução na produção de mandioca no Brasil e gostaria de saber por quê está havendo essa diminuição. Agradeço as informações.

Celso Conceição
Cachoeiro de Itapemirim/ES

R- Caro Celso, a oferta nacional de raiz de mandioca tem apresentado expressiva redução desde meados de 2012 em consequência do clima desfavorável (falta de chuva) para a produção no Nordeste. Segundo dados do IBGE, em 2012, a produção nordestina foi 24,5% menor que a de 2011, influenciando a diminuição na oferta brasileira. Neste ano, a produção de mandioca no Brasil deverá ser de 21,4 milhões de toneladas, com decréscimo de 8,4% em comparação à de 2012. Se concretizada, será a menor oferta nacional desde 2003, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). Conforme dados do IBGE, nos principais estados produtores e processadores de mandioca, a produção deve ter expressiva quebra em comparação com a do ano passado. Na Bahia, a diminuição deve ser de 43%, enquanto que, no Pará, a baixa deve ficar em 2,5%. No principal produtor do Centro-Sul, o Paraná, apesar de ser maior a área colhida, a oferta deve reduzir 4,5%, devido à menor produtividade.