Primeira Mão

 

Imune à crise

O saldo da balança comercial do agro cresceu 10,2% entre janeiro e julho ante o mesmo período de 2012 – US$ 49 bilhões e US$ 44,5 bilhões. Ainda que a economia mundial esteja um tanto cambaleante, inclusive com a tendência de queda dos preços internacionais das commodities, o setor agropecuário mantém-se altivo. E é a soja que segue bancando os números azuis. Nos primeiros sete meses o complexo da oleaginosa exportou US$ 21,3 bilhões, incremento de 11,4%. Só a soja em grão cresceu 19,7%, e sua fatia na participação na balança comercial total do País cresceu 2,2 pontos percentuais, para 12,5% do total. E as exportações de milho praticamente triplicaram nos primeiros sete meses do ano em comparação ao mesmo período de 2012. O aumento foi de 192,3% em valores, ou US$ 2,5 bilhões. O País aproveitou a redução das transações americanas (em razão da estiagem naquele país) para mandar mais cereal para o exterior. Porém, em julho já se observou uma queda significativa na exportação do milho, visto a recuperação dos americanos.


Encostando

O Brasil na safra 2013/14 ficará muito próximo de superar os Estados Unidos na produção de soja. E a informação é do Departamento de Agricultura dos EUA (Usda). Pelo levantamento de safras de agosto, o Usda estima a safra americana em 88,6 milhões de toneladas (ante 93,1 milhões do relatório anterior). Já para o Brasil, o departamento prevê 85 milhões de toneladas (no anterior eram 82 milhões).


Logotipo com longa história

Ranking elaborado pela revista Fortune 500 apurou que a logomarca da John Deere é a mais antiga ainda em uso entre as empresas americanas. O primeiro logotipo do cervo saltando foi utilizado em 1876, ainda que os documentos do registro nos organismos regulatórios norte-americanos indiquem que ele começou a ser usado três anos antes. Nessa época a empresa produzia mais de 60 mil arados por ano. Em 2000 a empresa lançou a mais recente versão de seu logotipo, a oitava na história da empresa que tem 176 anos de vida.


MT absoluto até 2023

O Mato Grosso não vai perder o posto de maior estado produtor de grãos até a safra 2022/23, quando deverá tirar de suas lavouras 51,68 milhões de toneladas – incremento de 26% ante 40,92 milhões colhidos na recente safra. A projeção é da Assessoria de Gestão Estratégica, do Ministério da Agricultura, que aponta o desempenho das principais culturas em uma década. Pela perspectiva, o Paraná vai colher 42,81 milhões toneladas e o Rio Grande do Sul, 25,82 milhões.


Preço a perder de vista

A venda de terras por ex-pecuaristas para produtores de grãos, fato somado ao assédio dos fundos de pensão à atividade agrícola, tem inflacionado o preço das terras. Entre novembro do ano passado e junho deste (sete meses) o valor dos imóveis rurais cresceu 7,5%, segundo apurou a Scot Consultoria. A procura maior se dá por terras de pecuária com potencial agrícola, com relevo apto a receber máquinas. Há propriedades no Mato Grosso cujo hectare passou de R$ 3,5 mil para R$ 5 mil em um ano, enquanto em municípios tradicionais como Sorriso e Sinop está saindo por até R$ 30 mil.


Recorde a caminho

Tudo se encaminha para o setor de máquinas obter em 2013 o seu melhor ano na produção. A Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) estima que deixarão as fábricas 95 mil unidades, 13,5% sobre 2012. A projeção inicial era de expansão em 3,1%. "Esse reajuste leva em consideração o crescimento do mercado interno, assim como o ótimo desempenho da safra agrícola e as condições de financiamento do Finame PSI no País", justificou o pre - sidente da Anfavea, Luiz Moan. As vendas domésticas deverão crescer 18,4% (83 mil unidades), sendo que a estimativa inicial era de 4% a 5%; já as externas deverão cair 17,2% (14 mil unidades).


Que exemplo, hein!?

Um levantamento feito pela própria União Europeia (UE) chamado de The impact of EU consumption on deforestation (traduzindo: O impacto do consumo da UE sobre o desmatamento) constatou que o consumo naquele continente é responsável pela maior parte do desmatamento global entre 1990 e 2008. Isso mesmo. O continente que abriga as ONGs mais ferozes e ruidosas contra os desmatamentos é o que mais bota árvores no chão. Afinal, por lá estão populações gigantescas, com alto poder aquisitivo (leia-se muito consumo), e terras escassas para produzir alimentos.


Redução da dependência

O setor brasileiro de fertilizantes vai investir US$ 13 bilhões até 2018. Poderia ser mais, não fosse a desistência da Vale num projeto na Argentina (US$ 5,9 bilhões cancelados). O montante foi divulgado no 3º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, no mês passado, em São Paulo, evento promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) que reuniu lideranças e empresários. A perspectiva é de que a produção brasileira de NPK cresça de 3,348 milhões de toneladas em 2013 para 6,973 milhões em 2018, reduzindo a dependência brasileira do produto exportado de 74,5% para 54,3%.


R$ 133 bilhões

Em até 25 anos. Estes são os números previstos de alocação e recursos do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias do Governo Federal para melhorar a infraestrutura do País. As informações são do presidente da Empresa de Planejamento e Logística S/A (EPL), Bernardo Figueiredo, que esteve num painel sobre o assunto na Expointer. Ele detalha que o programa se baseia em três metas: a disponibilização de uma ampla e moderna rede de infraestrutura, a obtenção de uma cadeia logística eficiente e competitiva e a modicidade tarifária.

O Programa prevê a concessão para a iniciativa privada de 7,5 mil quilômetros de rodovias, dos quais 5 mil quilômetros serão duplicados. Só este investimento é de R$ 42 bilhões – R$ 23,5 bilhões em cinco anos e R$ 18,5 bilhões em 20 anos. Nas ferrovias serão despejados outros R$ 91 bilhões na construção e modernização de 10 mil quilômetros de linhas férreas –, R$ 56 bilhões em cinco anos e os demais R$ 35 bilhões nos 20 anos seguintes. É esperar para ver. E, quem sabe, rodar!