Primeira Mão

 

Novo vice-presidente da AGCO

A AGCO fortalece o time executivo na América do Sul com a contratação de Bernhard Kiep para a vice-presidência de marketing, pós-vendas, gestão de produtos e desenvolvimento de concessionárias. Kiep tem mais de 20 anos de experiência no mercado global agrícola em empresas do setor, além de passagem por Estados Unidos, Europa, América Latina e Ásia. O executivo ficará sediado no escritório da AGCO em São Paulo e reportará diretamente a André Carioba, vice-presidente sênior e gerente geral da AGCO América do Sul.


Estrela dos portos

O agronegócio representou 40% das exportações brasileiras no primeiro bimestre. Os produtos de origem agrícola comercializados totalizaram US$ 12,88 bilhões, 10% a mais que o mesmo período de 2012. No agronegócio, o superávit da balança cresceu 13,8%, para US$ 10,13 bilhões, enquanto nos demais segmentos da economia, o déficit piorou em 81,6%, para US$ 15,45 bilhões. O milho foi a estrela dourada: as vendas externas cresceram absurdos 404% ante o mesmo bimestre de 2012, enquanto a receita espichou 443% – 5,66 milhões de toneladas e US$ 1,60 bilhão.


Agrisus: 12 anos de vida (sustentável)

Entidade sem fins lucrativos e única fundação no Brasil que trabalha exclusivamente com recursos privados no apoio a projetos para melhoria e conservação do solo, a Agrisus completa 12 anos de vida no dia 24 de abril. Idealizada por iniciativa da família do engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, fundador do Grupo Manah e seu diretor e presidente de 1947 a 2000, a fundação é presidida desde outubro de 2011 por Antonio Roque Dechen. “A terra, como já disseram, é um bem que tomamos emprestado daqueles que nos sucederão”, costuma dizer o fundador.


Biodiesel familiar

Agricultores brasileiros embolsaram em 2012 R$ 2 bilhões pela venda de matériaprima para a fabricação de biodiesel. São aproximadamente 104 mil estabelecimentos familiares, que envolvem mais de 300 mil pessoas, gerando grãos para 41 usinas que, pela aquisição de pequenos, obtêm redução nas alíquotas de PIS/Pasep – é o Selo Combustível Social. E o país já ocupa a terceira posição como maior produtor mundial deste biocombustível, ao ter gerado 2,7 bilhões de litros no ano passado. Apenas Estados Unidos e Alemanha produzem mais.


A produtividade fez água

A colheita da soja no Mato Grosso nem havia terminado em março, mas o produtor já tinha uma certeza: a queda da produtividade por causa do excesso de chuvas na colheita e falta de chuvas na época de formação de grãos. A redução é comprometedora: entre 8 a 12 sacas por hectare, segundo avaliação da Aprosoja MT. “Nós esperávamos 60 sacas por hectare no município, mas a média foi de 50 sacas”, avaliou o delegado da Aprosoja de Primavera do Leste, Fernando Cadore. A baixa produtividade foi atribuída principalmente ao fator climático, como a estiagem na formação do grão e o excesso de chuva na época da colheita.


Nem em Brasília, nem no Vaticano

“Em uma semana perdemos o papa e o Mapa.” O lamento é do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, um sentimento representativo das lideranças agrícolas do estado pela saída do gaúcho Mendes Ribeiro Filho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), substituído pelo mineiro Antônio Andrade, uma troca, segundo dizem, por razões políticas visto as eleições de 2014. Nos mesmos dias, o Rio Grande do Sul viveu em polvorosa pela possibilidade do cardeal gaúcho dom Odilo Scherer ser escolhido papa – o que, sabe-se, não se configurou, visto a condução de um argentino ao posto máximo da Igreja Católica. Mendes Ribeiro Filho – na imagem prestigiando a entrega do prêmio Destaques A Granja do Ano 2012 – fez um ótimo trabalho no ministério, segundo Sperotto. “O auxílio do Mapa foi decisivo para o produtor desenvolver o plantio no tempo certo e com qualidade”, avaliou, referindo-se à safra recorde em colheita.


Megareceita em dólar

O USDA, o departamento de agricultura americano, projeta que daqui a dez anos de cada 100 toneladas de soja transacionadas pelo planeta, 44 terão saído de lavouras brasileiras. A expectativa é que sejam exportadas 144,3 milhões de toneladas da oleaginosa em grãos na safra 2022/23, das quais o Brasil deverá responder por 63,8 milhões. No caso da carne de frango, o Brasil seria o responsável por 53% das exportações globais – 4,76 milhões das 9 milhões de toneladas negociadas/ano. E, em carne bovina, estaremos em segundo, atrás da Índia.


O Plano Safra ideal

Em maio o Governo deverá anunciar o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, mais conhecido por “Plano Safra”. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já entregou ao Ministério da Fazenda (onde se decide o volume de recursos) uma lista de sugestões, com reivindicações para crédito à construção de silos nas propriedades, melhorias no seguro rural e reformulação de linhas de financiamento para a agricultura de baixo carbono. No encontro com dirigentes do ministério, Kátia Abreu, a presidente da CNA, defendeu que o Plano tenha vigência de 18 meses (e não 12), de junho de 2013 a dezembro de 2014, e que neste período sejam discutidas propostas para um plano quinquenal.


Vai melhorar ainda mais

Os preços nominais de commodities agrícolas, hoje em patamares remuneradores históricos, tendem a... aumentar nos próximos dez anos. A projeção é que subam de 10% a 30% em média acima das cotações da década precedente. A estimativa é da Organização Mundial do Comércio (OMC), por meio do diretor-geral Pascal Lamy. Segundo ele, as cotações são estimuladas por três fatores: crescente demanda (causada, entre outros, pela redução a pobreza), o aumento do custo dos insumos e a reação mais lenta da oferta. Sua declaração ocorreu recentemente na abertura do Global Commodities Forum, organizado pela Agência das Nações Unidas para Comércio e Agricultura (Unctad), em Genebra.


Terras douradas

Nos últimos dez anos, o preço das terras agrícolas brasileiras mais que triplicaram. Deixaram na poeira a inflação e diversos investimentos. É o que aponta levantamento da consultoria Informa Economics/FNP. Entre o primeiro bimestre de 2003 e o último bimestre de 2012 a cotação média aumentou 227%. Simplesmente o preço médio do hectare pulou de R$ 2.280 para R$ 7.470, aumento anual de 12,6%, praticamente o dobro da inflação, de 6,4%/ano. Dependendo da região e da cultura predominante, o boom foi ainda maior. Em Piracicaba/SP, por exemplo, o hectare para a cana estava valendo, em dezembro último, R$ 41 mil, valorização de 305% em uma década!