Carnaval

 

O campo brilhou na SAPUCAÍ

Escola Unidos de Vila Isabel foi campeã do Carnaval carioca com enredo em homenagem ao agricultor brasileiro

Denise Saueressig
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A Vila Canta o Brasil Celeiro do Mundo – Água no Feijão que Chegou Mais Um”. O título do enredo que rendeu o campeonato do Carnaval do Rio de Janeiro à Unidos de Vila Isabel levou o dia a dia do homem do campo para a Sapucaí. Embalada por um belo samba que levantou o público no Sambódromo, a escola apresentou um pouco das glórias e dos desafios do produtor rural brasileiro. Carros alegóricos e fantasias foram transformados em plantas e lavouras. Até os efeitos da seca sobre a colheita estiveram na avenida, assim como as lagartas e os gafanhotos, que representaram as pragas. Os imigrantes que colaboraram para a introdução de técnicas e cultivos agrícolas também foram homenageados. No final do desfile, o destaque ficou por conta da ala dos agricultores e do carro que fez uma reverência ao feijão.

A Vila contou com o patrocínio da Basf para formatar o seu desfile campeão. A empresa propôs à escola o tema para o enredo como uma forma de valorizar aqueles que produzem alimentos. Para ajudar na construção do espetáculo, a Basf desenvolveu uma série de ações que envolveram alguns de seus públicos e o pessoal da própria escola de samba. Visitas a lavouras e a estações experimentais fizeram parte da preparação, relata Eduardo Leduc, vice-presidente Sênior da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina. “Levamos a equipe da escola para o campo para que houvesse a familiarização com os temas agrícolas”, conta o executivo.

Ao longo do ano passado, a empresa também convidou produtores e representantes de cooperativas e de outras entidades de classe para conhecer de perto os bastidores do Carnaval. Em torno de 150 produtores inclusive desfilaram pela escola. A Vila Isabel foi a última agremiação do Grupo Especial a desfilar, quase na manhã de terça-feira, dia 12. Um dos pontos fortes foi o samba- enredo, dos compositores Arlindo Cruz, Martinho da Vila, André Diniz, Tunico da Vila e Leonel. Usando muitas expressões típicas do campo, o samba “ Divulgação Basf conseguiu identificar, com simplicidade e poesia, “um dia na roça”, como definiu Martinho da Vila.

Ao longo da avenida, o trabalho da carnavalesca Rosa Magalhães e do historiador Alex Varela não deixou de fora as realidades cultural, religiosa e culinária do meio rural. Agora, depois de conquistar o campeonato, fica a expectativa de que o desfile fique na memória e consiga cumprir com o seu outro objetivo, que é o de ressaltar para a população da cidade a importância do trabalho daqueles que ajudam a alimentar o mundo.

A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da Basf