Aqui Está a Solução

TEMPERATURA PARA OS CITROS

Quais são as temperaturas mais adequadas para o desenvolvimento dos citros? Grato pela ajuda.

Tiago Pires dos Santos
Ortigueira/PR

R- Caro Tiago, entre 12°C e 13°C há redução do metabolismo da planta. Acima de 13°C, a taxa de crescimento aumenta progressivamente, atingindo o máximo entre 23°C e 32°C, que é a faixa de temperatura ótima para a cultura. A partir de 32°C, observa- se um decréscimo na taxa de crescimento, até cessar por completo acima de 39°C. Segundo os pesquisadores da Embrapa, em temperaturas iguais ou superiores a 36°C, observa-se que a taxa de respiração é maior que a de fotossíntese. Com o aquecimento excessivo das folhas, há destruição da clorofila e bloqueio da translocação da água, resultando na desorganização do balanço nutricional da planta. A temperatura tem influência marcante na fase de crescimento e na época de maturação dos frutos. Em latitudes mais elevadas de climas subtropical ou mediterrâneo, os citros estão sujeitos aos riscos de estresses térmicos por baixas temperaturas, principalmente geadas que, muitas vezes, são de fraca intensidade, não causando danos sérios. Outras vezes, podem constituir um dos fatores estratégicos de competitividade com os principais produtores mundiais. A temperatura é o fator condicionante da cor interna e externa do fruto cítrico. As faixas de temperatura entre 25°C e 30°C, durante o dia, e de 10°C a 15°C, durante a noite, são as mais indicadas para a coloração, o sabor e o tamanho das laranjas.


CAFÉ NA BAHIA

Qual é a participação da Bahia na produção brasileira de café? Desde já, agradeço a resposta

Valdemar Lori Lopes
Vitória da Conquista/BA

R- Prezado leitor, nos últimos anos, a Bahia agregou o café à sua produção agrícola e se tornou uma das grandes regiões produtoras. Essa conquista é resultado da articulação de produtores, pesquisadores e demais segmentos do agronegócio café que, unidos, vêm obtendo resultados positivos nos índices de produção, produtividade e melhoria da qualidade. Hoje, a Bahia é o quarto maior produtor de café, atrás de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, alcançando, em 2012, volume de 2,149 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa. No total, o Brasil deve produzir, na safra 2012, 50,83 milhões de sacas. A Bahia tem três regiões produtoras principais: Cerrado e Planalto (regiões que concentram café arábica) e Atlântico (especializada em robusta ou conilon). O crescimento mais expressivo ocorria até pouco tempo na região do Cerrado (alta tecnologia, totalmente irrigada), situando-se em torno de 20% ao ano. Recentemente, esse crescimento vem se dando também na região do conilon, denominada “Atlântico”, onde alcança crescimento de 10% ao ano.


CUIDADO NA BAGAGEM

Gostaria de saber quais são os produtos agropecuários que têm restrições em bagagens de passageiros de avião que vêm do exterior. Obrigado pela informação.

Breno Maciel de Moura
Altamira/PA

R- Prezado Breno, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) veda a entrada de alguns itens visando impedir o ingresso de pragas vegetais e agentes de doenças que podem comprometer a sanidade e a produção agropecuária do Brasil. O Mapa, por meio do serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), é responsável pela inspeção das bagagens dos passageiros que entram no país. A atuação é feita em conjunto com a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos agropecuários que não podem ingressar no país sem prévia autorização do Vigiagro e/ou certificação sanitária são:

• Frutas e hortaliças frescas;

• Insetos, caracóis, bactérias e fungos;

• Flores, plantas ou partes delas;

• Bulbos, sementes, mudas e estacas;

• Animais de companhia (cães e gatos);

• Aves domésticas e silvestres;

• Espécies exóticas, peixes e pássaros ornamentais e abelhas;

• Carne de qualquer espécie animal, in natura ou industrializada (embutidos, presunto, salgados, enlatados);

• Leite e produtos lácteos;

• Produtos apícolas (mel, cera, própolis);

• Ovos e derivados;

• Sêmen, embriões, produtos biológicos, veterinários (soro, vacinas);

• Alimentos para animais;

• Terras;

• Madeiras não tratadas;

• Agrotóxicos;

• Material biológico para pesquisa científica, entre outros.