Primeira Mão

 

RUMO AOS R$ 300 BI

O Valor Bruto de Produção (receita do produtor, antes da porteira) das 20 principais culturas agrícolas do país deverá alcançar pelo menos R$ 289,5 bilhões em 2013, segundo estimativa do Ministério da Agricultura com base nas primeiras previsões do IBGE para a produção da safra 2012/2013. Mas, se consideradas estimativas mais otimistas da Conab para a safra de grãos, o valor pode atingir R$ 297,9 bilhões. Em qualquer dos dois cenários o resultado representará um novo recorde. Para 2012, o ministério prevê VBP de R$ 233,8 bilhões, 2,9% mais que em 2011 e resultado mais elevado da série histórica até agora.


PLANO AB EM ALTA

Os empréstimos para a agricultura empresarial bateram em R$ 39 bilhões entre julho e outubro, alta considerável de 25% sobre o mesmo período de 2011 (R$ 31 bilhões). O desembolso representa 33,7% dos R$ 115,2 bilhões disponíveis para 2012/13. Destaque para o Programa ABC, que liberou R$ 936 milhões, valor 588% superior aos R$ 136 milhões em igual período de 2011. Também se mostra relevante os financiamentos de custeio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com ampliação de 45,5% (para R$ 3 bilhões).


Novo presidente da Abrapa

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) elegeu a nova diretoria da entidade para o biênio 2013/2014, com Gilson Pinesso, produtor de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí, além da África, como presidente a partir, de 1º de janeiro. João Carlos Jacobsen Rodrigues, da Bahia, Paulo Kenji Shimohira, de Goiás, e Milton Garbúgio, do MT, são os vice-presidentes. O engenheiro agrônomo Pinesso, natural de Engenheiro Beltrão/ PR, é diretor do Grupo Pinesso.


IRRIGAÇÃO EM DOBRO

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, aposta que a área irrigada no país poderá dobrar nos próximos cinco ou seis anos em consequência da nova lei nacional de irrigação (desde que seja aprovada pelo Congresso Nacional) e pelas medidas de estímulo ao setor divulgadas pelo Governo Federal. No mês passado a Presidente Dilma anunciou recursos de R$ 10 bilhões por meio do Programa Mais Irrigação, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional, recursos a serem investidos em infraestrutura. Hoje o país tem apenas 5 milhões de hectares irrigados.


Enquanto aqui...

Nossas estradas conseguiram ficar ainda piores. O tradicional levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em sua 16ª edição, apontou que 62,7% das estradas brasileiras estão “regulares, ruins ou péssimas”. No ano passado, este índice era de 57,4%. Pelo levantamento, dos 95.707 quilômetros avaliados, 33,4% foram considerados em situação regular, 20,3%, ruim e 9%, péssima. Outros 27,4% estão em bom estado e 9,9%, em ótimo. Para se chegar a esta avaliação, 17 equipes de pesquisadores da CNT percorreram todas as rodovias federais e as rodovias estaduais mais importantes.

... na Coreia do Sul

Já a reportagem d’A Granja observou em visita à Coreia do Sul a infraestrutura invejável que aquele país oferece para o transporte da população nos centros urbanos, sobretudo pela diversidade de linhas de metrô. Além, é claro, das rodovias perfeitamente asfaltadas, mais as ferrovias que poupam as estradas de receber milhares de caminhões e ônibus. Mas, mais que tudo isso, o que impressionou foi observar que muitas lavouras possuem os tradicionais caminhos internos pavimentados. Como pode ser visto nesta foto de uma lavoura de arroz.


CLIENTE TOP

A China está prestes a superar a Europa como maior cliente do agronegócio brasileiro. Neste momento, os europeus levam 24,6% dos produtos agrícolas embarcados aqui, enquanto os chineses compram 24,3% – bem à frente de 8,2% do Oriente Médio, 7,3% da América Latina e 5,9% dos Estados Unidos. É o que revela o estudo Especial Agronegócio, do Conselho Empresarial Brasil-China. O crescimento chinês é espantoso: em 2008 o país representava 11,5% das vendas do nosso agronegócio, enquanto os europeus detinham 32,9%. O comércio agrícola entre Brasil e China mais que duplicou em três anos, de US$ 8 bilhões em 2008 para US$ 18 bilhões em 2011.


Produtor 1 x 0 burocracia

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Ministério do Meio Ambiente anunciaram que vão atuar em parceria para solucionar problemas que dificultam o crescimento do setor agropecuário, garantindo desta forma segurança jurídica para a produção agrícola. A decisão saiu após encontro entre a presidente da CNA, Kátia Abreu, e a ministra Izabella Teixeira. “Precisamos destravar processos na área ambiental para assegurar o aumento da produtividade e da produção em 27% do território nacional, mantendo a preservação ambiental de 61%”, argumentou Kátia.


PELO RALO

Se fosse um estado, seria o quarto maior produtor de soja do país. As perdas da oleaginosa nas etapas pré-colheita, colheita, transporte curto, padronização, armazenagem e transporte longo equivalem a 12,5% da produção nacional, ou 10 milhões de toneladas. Este “estado” só perderia, nesta safra, para Mato Grosso (23 milhões de toneladas), Paraná (14 milhões) e Rio Grande do Sul (11 milhões). O levantamento foi divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja/MT).


VICE-REI DO IMPOSTO

A arrecadação total de impostos e contribuições no Brasil é a segunda maior da América Latina em comparação ao Produto Interno Bruto. Por aqui, equivale a 32,4% do PIB. Ficamos logo atrás apenas dos hermanos argentinos, com 33,5%. Já nas 15 economias da América Latina, na média, a arrecadação é de 19,4%. E o nosso país também é um desastre na comparação com os países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne países desenvolvidos: em 2010, a carga tributária por aqui foi igual à de Israel e superou a de 16 dos 34 países da organização. Inclusive foi superior a países como Espanha, Japão, Suíça, Turquia e EUA. Na média, a carga da OCDE é de 33,8%. Os dados são referentes a 2010 e constam de relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Centro Interamericano de Administrações Tributárias (Ciat).


De bem com a natureza

Uma pesquisa entre o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas/SP, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos/SP, comprovou que o etanol gerado da cana-de-açúcar é um combustível limpíssimo. O estudo revelou que a quantidade de óxido nitroso, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, liberado durante o processo de produção da cana está abaixo do limite proposto internacionalmente pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – de 1%. Para o pesquisador do IAC Heitor Cantarella esta informação pode diminuir as barreiras internacionais ao etanol brasileiro.


ARROZ NA PALMA DA MÃO

Foram lançados dois aplicativos para ajudar o orizicultor a decifrar melhor a sua lavoura. Um desenvolvido pelo Instituto Phytus, de Santa Maria/RS, para quem possui smartphone ou tablet, por onde pode baixar a versão digital do livro Doenças na Cultura do Arroz Irrigado. São 17 doenças devidamente explicadas. Já o Irga desenvolveu um programa de computador que faz recomendações técnicas para adubação e calagem. O Adubarroz é um software gratuito, disponibilizado no site do Irga, uma ferramenta que gera relatórios com as recomendações técnicas específicas para cada lavoura a partir das informações fornecidas pelo produtor. Quer saber mais? www.iphytus.com/publicacoes e www.irga.rs.gov.br.