Primeira Mão

 

Homem forte da Embrapa

O engenheiro agrônomo Maurício Antônio Lopes assumiu em outubro como novo presidente da Embrapa, no lugar de Pedro Arraes. Pesquisador da Embrapa desde 1989, Lopes ocupava o cargo de diretorexecutivo de Pesquisa e Desenvolvimento, depois de ter exercido diversas outras funções na instituição, inclusive no exterior. Ele é mineiro de Bom Despacho, formado pela Universidade Federal de Viçosa/MG, com mestrado em Genética pela Purdue University (EUA), doutorado em Genética Molecular pela University of Arizona (EUA) e pós-doutorado pelo Departamento de Agricultura da FAO-ONU (Roma, Itália).


Proteção em alta

No primeiro semestre, o segmento de defensivos comercializou o total de R$ 5 bilhões, crescimento de impressionantes 45% ante o mesmo período de 2011. Em inseticidas e herbicidas a expansão foi, respectivamente, de 50% e 51%. Soja, cana, milho, algodão e feijão impulsionaram as vendas, segundo a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).


Sperotto, sexto mandato

Carlos Sperotto foi reeleito presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) para o sexto mandato, este de 2013 a 2015. A chapa única obteve 121 dos 126 votos. “Com direito de voto livre, a grande presença de eleitores num momento de dificuldades climáticas representa união da categoria e aprovação do trabalho atual”, destacou. Também ressaltou que o trabalho está concentrado agora no encaminhamento das necessidades dos atingidos pelas intempéries e na solução para as dívidas contraídas pelos produtores.


Raio X do campo

O IBGE lançou o Atlas do Espaço Rural Brasileiro, que mostra, por dados e mapas, a complexa realidade do campo brasileiro a partir de números do Censo Agropecuário 2006 e de outros levantamentos. A publicação, dividida em dez capítulos, retrata a evolução do agronegócio desde 1940 até as tecnologias atuais. “O Brasil tem no campo o que há de mais moderno. Somos extremamente competitivos no mundo em cultivos como a soja e a carne. E isso tudo aparece convivendo com as mazelas do passado, os passivos antigos. São dois Brasis que coexistem no mundo rural”, sintetiza Adma Figueiredo, gerente da Coordenação de Geografia do IBGE.


Mais Alimentos embarcando

Até o mês que vem, o Brasil deverá fazer a primeira exportação de máquinas e implementos agrícolas viabilizada por meio do Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O titular da pasta, Pepe Vargas, revelou que a primeira remessa será para Cuba. “Além desse embarque para Cuba, temos aprovados pela Camex – Câmara de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, uma dotação orçamentária de US$ 615 milhões exclusivamente para estimular as exportações de implementos e máquinas agrícolas”, relatou o ministro. Além de Cuba, o MDA avalia também oportunidades de exportações para Moçambique, Zimbábue e Gana.


“Por trás de todo o desenvolvimento econômico tem uma escola. Na agricultura isso é nítido” (...)

“O futuro vai ser da sociedade do conhecimento. Todo o mundo sabe disso”

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em palestra sobre a importância de educação, ciência, pesquisa e desenvolvimento, no 7º Top Ciência, em Campinas/SP.


“Hoje, através de uma canetada, estamos querendo mudar o que a enxada levou séculos para construir por meio dos nossos antepassados, de onde quer que vieram: alemães, italianos, poloneses, russos, japoneses, negros e índios. O que nos resta é ter juízo e bom senso para buscar o caminho do equilíbrio entre produção e meio ambiente, levando em conta nosso Brasil, continente com seus seis biomas”.

Valdir Colatto, engenheiro agrônomo e deputado federal (PMDB/SC), a respeito das recentes discussões acaloradas – e ideológicas – a respeito do Código Florestal.


O céu é o limite

O faturamento bruto da agricultura em 2012 deverá ser 12,3% superior ao do ano passado. Ou R$ 225,3 bilhões. O crescimento é consequência, sobretudo, do preço da soja. A oleaginosa, sozinha, representa 30,31% deste montante, ou 68,3 bilhões – 20,8% a mais que no ano passado. Já o milho, que também vive dias de bonança, deve ter faturamento 39,8% superior ao de 2011, ou R$ 34 bilhões. A explicação: aumento de 26,4% na produção e de 10,6% nos preços.


Haja lavouras

Quem atua no campo vai ter muito trabalho pela frente. Segundo a ONU, uma em cada oito pessoas no planeta está “cronicamente desnutrida”. Em seu recente relatório sobre segurança alimentar, as agências da organização estimaram que 868 milhões de pessoas passaram fome entre 2010 e 2012, ou 12,5% da população. Felizmente, houve redução da estimativa anterior, de 1990/1992, de 1 bilhão de pessoas (18,6%). Mas a ONU adverte que o progresso para reduzir a fome desacelerou a partir de 2007/08, com a valorização das commodities.


Há vagas. Milhares!

O agronegócio foi o segundo segmento com melhor saldo empregatício de janeiro a setembro. Foram contratados 1,051 milhão de empregados, ante 914,9 mil desligamentos, saldo de 8,76% - ou 136.100 novos postos de trabalho. Só foi superado pela construção civil, com 9,84% (273,9 mil pessoas).

E êxodo. Milhares!

Já segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo IBGE, entre 2009 a 2011 a população rural encolheu em aproximadamente 1 milhão de habitantes. Hoje, a ocupação rural é de 29,37 milhões de pessoas, o que representa 15% da população total – de 195 milhões de pessoas. A explicação para o êxodo é a realocação de homens e mulheres em outros setores, já que o processo de crescimento econômico da própria agricultura transfere atividades para outros segmentos, como agroindústria e serviços.