Fórum de Agronegócio

 

Em debate os RUMOS do setor no país

Primeira edição do Fórum Nacional de Agronegócios reuniu cerca de 300 líderes empresariais, autoridades políticas e representantes de entidades em torno de temas como infraestrutura e logística, financiamento, seguro rural, tecnologia e sustentabilidade

O 1º Fórum Nacional de Agronegócios, dias 21 e 22 de setembro, em Campinas/SP, teve a participação de mais de 300 líderes empresariais, autoridades políticas e especialistas da área para debater o futuro da atividade no Brasil. O encontro foi promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria Jr., e pelo LIDE Agronegócios, liderado por Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e Coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas. “Debatemos temas que são muito importantes para os produtores brasileiros e para o desenvolvimento do agronegócio no país. Conseguimos mostrar que, se superarmos os gargalos existentes hoje no Brasil, temos muito potencial para ampliar a produção agrícola, agregando valor e conquistando mercados”, disse Roberto Rodrigues.

O Fórum teve início com jantar assinado pela premiada chef Morena Leite e que reuniu convidados, autoridades e executivos das principais empresas do setor para a primeira edição do Prêmio LIDE de Agronegócios, que destacou empresas e instituições, em 21 categorias, além do prêmio especial. As categorias foram Sementes, Fertilizantes, Defensivos, Tratores, Equipamentos, Crédito, Seguro, Tecnologia, Grãos, Oleaginosas, Fibras, Sucroenergéticos, Café, Carnes, Leite, Floresta Plantada, Indústria de Alimentos, Comercialização de Produtos e Serviços, Distribuição, Transporte e Logística e Entidades de Representação.

O seminário foi aberto pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e pela secretária de Agricultura de São Paulo, Mônika Bergamaschi. Mendes Ribeiro recebeu a Carta de Campinas, documento que apresenta estratégias para o desenvolvimento equilibrado do agronegócio brasileiro. E o ministro destacou a iniciativa do Fórum. “É uma honra receber a Carta de Campinas, sabendo que não é apenas uma carta, mas também um desafio para todos nós”, disse. Na sequência, o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, falou sobre o papel do pequeno produtor no desenvolvimento do agronegócio, seguido pelo presidente da Bunge, Pedro Parente, que levantou o debate sobre os gargalos logísticos brasileiros.

Durante a apresentação, Barretto defendeu o acesso do pequeno produtor a novas fontes de negócios. “De nada adianta o empresário investir em gestão e inovação, se não tem acesso aos mercados. O pequeno produtor deve competir com segurança no mercado agrícola”, completou. Já Parente apontou o principal desafio para o agronegócio nacional. “A logística é o principal entrave para o desenvolvimento do setor. Nossa grande preocupação no momento”, afirmou.

Financiamento agrícola e tecnologia — Também destaque na programação do Fórum, a palestra de Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), apresentou os novos rumos do financiamento agrícola no Brasil. Murilo destacou que o agronegócio brasileiro passa por um momento muito positivo com a redução de juros e o aumento do consumo, o que abre oportunidades para inovações na área de financiamento agrícola e seguro rural. Já o papel das inovações tecnológicas para o Desenvolvimento Sustentável foi o tema da apresentação de Silvio Crestana, pesquisador da Embrapa, que defendeu o investimento em pesquisas para aumentar a produtividade e reduzir a necessidade de ocupar novas áreas para cultivo. “É a melhor solução para enfrentar a forte demanda por alimentos prevista para os próximos anos”, destacou.

No encerramento, um debate sobre Estratégia para o Agronegócio no Brasil teve a participação de Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcio de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Alysson Paolinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e ex-ministro da Agricultura, e Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Roberto Rodrigues foi o moderador do painel.

Sobre o LIDE — Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais possui nove anos de atuação. Atualmente, tem 1.224 empresas filiadas (com os braços regionais e internacionais), que representam 47% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.


LIDE PREMIA EMPRESAS

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e a secretária de Agricultura de São Paulo, Mônika Bergamaschi, participaram da cerimônia de entrega da primeira edição do Prêmio LIDE de Agronegócios. Ao lado dos presidentes do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, João Doria Jr., e do LIDE Agronegócios, Roberto Rodrigues, eles falaram sobre a importância do setor para a economia e destacaram que encontros como este são fundamentais para o desenvolvimento da atividade no país. Mônika, que representou o governador paulista, Geraldo Alckmin, disse que o agronegócio é uma das prioridades do governo estadual. “Estamos sempre ao lado dos empresários e produtores. Não podíamos deixar de participar do Fórum, que, com certeza, renderá muitos frutos para a atividade.”

Roberto Rodrigues ressaltou a importância do prêmio e da data escolhida para o evento. “Hoje, dia 21, é o Dia do Fazendeiro e estamos reunidos com muitos deles para celebrar e reconhecer o importante trabalho que fazem. Os agricultores e pecuaristas são o motor do agronegócio brasileiro.” O objetivo do Prêmio LIDE de Agronegócios é reconhecer empresas e instituições comprometidas com o desenvolvimento sustentável da atividade no país, por meio do uso das mais modernas e inovadoras ferramentas de tecnologia e gestão, além de visão e atuação socioeconômica para a inserção competitiva nos mercados globais.

Foram 21 categorias e um prêmio especial, que nesta edição foi entregue para a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A OCB foi escolhida por 2012 ser o Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A intenção é destacar a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecer o trabalho que fazem para a redução da pobreza.