Aqui Está a Solução

 

PRODUÇÃO DE AÇAÍ

Qual é a produção brasileira de açaí e qual é o estado que mais produz a fruta? Obrigada pela atenção.

Roseli Cristina Moura - Buritis/MG

R- O mais recente levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, aponta que o Brasil produziu 124 mil toneladas de açaí. O Pará é o maior produtor, com 107 mil toneladas. De acordo com o Ministério da Agricultura, 70% do açaí do Pará é consumido no próprio estado, 20% vai para o restante do país e 10% para o exterior. Os Estados Unidos quadruplicaram o consumo do açaí brasileiro nos últimos anos. O produto nacional também é embarcado para o Japão, China e Rússia. Há 20 anos, o açaí era consumido apenas no Pará. Em meados da década de 90 começou a se popularizar como energético e entrou na pauta de exportações. O apelo do açaí reside no fato de ser uma fonte de energia eficiente e natural.


CACHAÇA DO BRASIL

Olá, redação da revista A Granja. Sou estudante e estou fazendo um trabalho sobre a cana-de-açúcar e seus derivados. Gostaria de obter informações sobre a produção e exportação da cachaça. Desde já, agradeço a ajuda.

Edson Borges - Goiânia/GO

R- Prezado Edson, a produção de cachaça está concentrada em empresas familiares, regionais, e muitas de pequeno porte. Estima-se que existam mais de 30 mil produtores e 4 mil marcas de cachaça no Brasil, informa o Ministério da Agricultura. São Paulo é o maior produtor de cachaça industrial. Minas Gerais é o estado mais especializado na produção de cachaça artesanal. O setor da cachaça é responsável pela geração de mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. Mesmo com uma capacidade de produção de 1,2 bilhão de litros, menos de 1% da cachaça produzida anualmente é exportada. Mesmo assim, a bebida tem como destino mais de 60 países. Entre os principais mercados estão Alemanha, Estados Unidos, Portugal e França. Em 2011, cerca de 90 empresas exportaram um total de 9,8 milhões de litros, gerando uma receita de US$ 17,3 milhões. De acordo com dados do setor, a mais brasileira de todas as bebidas é o terceiro maior destilado do mundo, atrás da vodca e do soju (destilado originário da Coreia, feito de arroz). Obtida pela destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, a cachaça é tradicionalmente usada na elaboração da caipirinha, que virou marca do Brasil no exterior. A primeira cachaça foi fabricada oficialmente em 1536.


VIROSES NO TRIGO

Quais são as principais formas de controle e combate às doenças causadas por vírus na lavoura de trigo? Grato pelas informações.

Cláudio Heron Dutra - Passo Fundo/RS

R- Caro leitor, são duas as doenças causadas por viroses que atacam os cereais de inverno no Sul do Brasil: o Nanismo Amarelo dos Cereais e o Mosaico Comum do Trigo. Segundo o pesquisador Douglas Lau, da Embrapa Trigo, os produtores costumam identificar um amarelecimento nas folhas do trigo como sintoma típico dessas viroses. O Nanismo Amarelo é transmitido por pulgões, insetos que foram favorecidos pelo tempo seco e temperaturas amenas desde a implantação da cultura. Como o próprio nome indica, a planta atacada pelo vírus sofre com o nanismo, afetando o crescimento devido ao comprometimento do sistema vascular e pelo amarelecimento das folhas, o que prejudica a fotossíntese. Para evitar danos por Nanismo Amarelo é preciso optar por cultivares tolerantes e monitorar as populações de pulgões. Caso os pulgões atinjam o nível de controle (média de 10% das plantas infectadas), devem ser realizadas pulverizações com inseticidas de ação específica, que não atuem contra inimigos naturais das pragas agrícolas. No caso do Mosaico Comum do Trigo, o vetor do vírus é um microorganismo que está presente no solo e se espalha através de esporos que são liberados com a água da chuva, infectando a planta pela raiz. O problema é maior logo após o plantio, no desenvolvimento inicial do sistema radicular. Os sintomas são alternância entre áreas sadias (verdes) e áreas doentes (amareladas), resultando em folhas estriadas. “O mosaico ocorre em áreas com histórico da doença. Vimos que a rotação de culturas não é eficiente. Em algumas áreas ocorre mosaico mesmo após cinco anos de pousio. Assim, o controle precisa ser preventivo, utilizando apenas cultivares tolerantes ou resistentes à doença”, explica Douglas Lau. As viroses afetam o desenvolvimento das plantas de trigo, reduzindo o volume de grãos. A alta infestação de pulgões com vírus, por exemplo, pode resultar em 60% de perda na lavoura. Segundo o pesquisador, não existe controle da virose após a infecção da planta. O controle precisa ser preventivo, com escolha de cultivares resistentes, principalmente em áreas com histórico de ocorrência do mosaico, e com monitoramente constante da população de pulgões.