Primeira Mão

 

Embrapa: Pedro Arraes reconduzido

O pesquisador Pedro Arraes Pereira foi reconduzido à presidência da Embrapa. Ele está no cargo desde julho de 2009 e entre as suas ações está o Programa Agropensa, que reestruturou a inteligência estratégica da empresa por meio da criação de um núcleo de pesquisadores, e a publicação do novo estatuto da Embrapa, que autoriza a atuação e a operacionalização da empresa no exterior. Nesta nova gestão, o presidente pretende consolidar processos que permitam que a Embrapa responda com mais eficiência e agilidade as demandas da sociedade.


Voando alto

O Brasil possui a segunda maior frota de aviões agrícolas, com 1.720 unidades (bem atrás dos americanos, 10 mil). Apenas no ano passado, a frota brasileira se expandiu 6,6%, ante 4,1% em 2010. E deverá crescer 8% em 2012, segundo estimativas do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). “Existem 260 empresas no ramo no Brasil, além de 200 operadores rurais”, explica o presidente da entidade, Nelson Paim. “Nosso sistema consome menos agroquímico, é altamente especializado, técnico e eficiente. A aviação agrícola é a tecnologia mais fiscalizada e conta com legislação específica. É a melhor escolha para momentos críticos de todas as culturas no tratamento de fungos e pragas.”


Plano Agrícola e Pecuário Plurianual

O Ministério da Agricultura criou um grupo de trabalho para estruturar uma proposta de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual. A proposta do plano deverá contemplar estratégias para as safras 2012/13, 2013/14 e 2014/15. “Queremos que o produtor possa se preparar e se organizar para ter um trabalho que passe de um ano para outro. Não podemos ter uma política de um ano só. Temos que pensar em questões como a comercialização e o crédito rural a longo prazo”, argumenta o secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha.


As belas em números

O segmento de flores movimentou R$ 4,3 milhões no ano passado no Brasil, crescimento de 13% sobre 2010. O número é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que estima que o segmento é empreendido por 9 mil produtores e a área explorada em 12 mil hectares, empregando 42 mil pessoas (3,5 por hectare).


1.260%

Este foi o salto absurdo apenas de um mês para outro das exportações de milho. Em julho, 1,7 milhão de toneladas do cereal deixaram nossos portos, o que significa 12,6 vezes mais que no mês anterior. Um ano antes, em julho de 2011, foram 271 mil toneladas. O porquê da explosão da demanda internacional? A seca americana tem tirado do mercado muito milho. No acumulado de 2012, o Brasil já exportou 3,52 milhões de toneladas, 14,7% a mais na comparação com o mesmo período de 2011. Já os Estados Unidos, disparado o maior produtor do cereal, recebeu uma solicitação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para que não transforme mais seu milho em etanol, visto a escassez mundial do produto para a alimentação. O presidente da instituição, o brasileiro José Graziano da Silva, considerou um “prejuízo gigantesco” aquele país destinar 40% da produção de milho para o biocombustível. O raciocínio é que a suspensão da produção do etanol diminuiria a pressão sobre os preços.


RECORDE & RECORDE

O Valor Bruto de Produção – o cálculo feito pelo Ministério da Agricultura da renda bruta antes da porteira – é de recorde tanto para a soja como para o milho. A estimativa é mensal, e a projeção de agosto bateu em R$ 62,122 bilhões para a soja, 10% superior à de 2011 (apesar da redução da colheita pela estiagem) e R$ 31,708 bilhões para o milho, 22,4% sobre o ano passado. O valor somado dos 20 principais cultivos é de R$ 221,216 bilhões, 0,8% a menos que o de 2011. E a soja também deu show nos portos. No primeiro semestre, as exportações atingiram US$ 15,9 bilhões, aumento de 25% ante o mesmo período de 2011. Só a China demandou US$ 9,1 bilhões, 44% a mais que no primeiro semestre de 2011. A soja foi decisiva para os bons números das exportações do agro, que registrou crescimento de 13,2% nos últimos 12 meses e superávit recorde de US$ 80 bilhões.


Petrobras de olho nos fertilizantes

A Petrobras entende que há mercado para a instalação de novas unidades para a produção de matérias-primas para fertilizantes. “O consumo de amônia no mundo cresceu, e no Brasil muito mais; o consumo de ureia também cresceu muito mais no Brasil... Hoje, o Brasil importa 66% da ureia que consome e 70% da amônia, ou seja, há um grande mercado de amônia e ureia no Brasil”, afirmou a presidente da estatal, Graça Foster. “Mesmo considerando a entrada da Unidade de Fertilizante III (em Três Lagoas/MS) em dezembro 2014, há espaço para novas plantas de fertilizantes.”


Novo presidente da John Deere Brasil

A John Deere anunciou Paulo Herrmann como novo presidente para suas operações no Brasil e vicepresidente de Marketing e Vendas para a América Latina. O executivo substitui Aaron Wetzel, que assume a vice-presidência para a Plataforma Global de Proteção de Tratos Culturais, ligada ao segmento agrícola da Deere. Herrmann iniciou sua trajetória na John Deere em 1999 e, desde então, desempenhou diversas posições de liderança nas áreas de Marketing e Vendas no Brasil e na América do Sul.


``O Brasil já fez a lição
Do moderno agro,
com sucesso
E o mundo todo admira,
No setor
nosso progresso´´

Este é um dos versos do “Cordel do Agro”, elaborado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. O livreto traz, em versos, uma série de informações e dados sobre o agronegócio brasileiro. Uma obra leve, bela e, ao mesmo tempo, repleta de informações.