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SEGURO RURAL: UMA NOVA ERA A CAMINHO

Na disputa renhida frente a adversários poderosos – por vezes, subsidiados – pela conquista de mercados globais, a agricultura brasileira, que tem, em seu elenco, muitos craques, às vezes entra em campo com, digamos, jogadores que nem mereciam fardar. A exemplo, a logística daqui está distante de uma primeira divisão. Da mesma forma, o seguro rural, uma ferramenta de gestão de risco tão crucial ao empreendedor diário – e sob sol forte – das lavouras de norte a sul (sim, a Região Sul, atualmente tão comprometida pela estiagem), ainda é, muitas vezes, um mecanismo de proteção bem aquém de uma realidade aceitável. Já os agricultores (concorrentes) americanos têm seguro para 90% de suas áreas, política implementada 70 anos (safras) atrás. Mas os ventos por aqui têm se mostrado mais promissores para o seguro rural. É o que revela a reportagem de capa desta edição. Ainda que sejam muitos os desafios para que a tão importante ferramenta para tranquilizar o sono de nossos produtores seja digna da represen tatividade do nosso agronegócio.

O que também pode deixar os agricultores de bem com a vida é a adoção radical de uma das práticas mais recomendadas pelos especialistas em produtividade: a rotação de culturas – por vezes, tão “esquecida”. É o que revela um muito bem fundamentado artigo da Fundação MT, com argumentos baseados em experiências da instituição.

E se produzir mais e melhor é o objetivo de todo o produtor, recomenda-se outro artigo veiculado nesta edição, sobre um dos maiores males do solo, a compactação. O texto oferece soluções, a começar pela utilização de braquiárias.

A edição ainda aborda muitos outros assuntos de extrema relevância ao campo, como as cultivares precoces de soja e o aproveitamento de dejetos suínos para melhorar a produtividade.

Ótima leitura! Trabalhamos muito para você desfrutar esta edição da Revista A Granja, porque, afinal, como aí, por aqui, o agronegócio também não para. De jeito nenhum! Para vírus nenhum!