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ARMAZENAGEM: UM INVESTIMENTO EM QUE TODOS GANHAM

A cada recorde, a cada tonelada a mais que é colhida, um número constrangedor cresce: o que ilustra o déficit da capacidade estática de armazenagem à disposição da agricultura brasileira. Atualmente, algo como 100 milhões de toneladas é o tamanho do buraco não atendido por essa estrutura tão importante para o agronegócio brasileiro. Em outras palavras, ou melhor, estatísticas, a safra brasileira de grãos supera as 270 milhões de toneladas anuais, enquanto o espaço para guardar esse volume não ultrapassa as 170 milhões. E outro número desalentador: a armazenagem em nível de fazenda – leia-se, na propriedade do produtor – não chega a 15% da capacidade total da armazenagem brasileira. Como mencionado, é bem aquém do que deveria. Resumindo o momento, em breve será que vai ter milho de segunda safra “armazenado” ao relento!? O quanto os produtores – e até o País – perdem (ou deixam de ganhar) ao não terem uma estrutura para acondicionar a sua própria produção e o que poderia ser feito para solucionar esse gigantesco gargalo são o tema da reportagem de capa desta edição. O assunto armazenagem, neste caso, como conservar dignamente os grãos retirados da lavoura, é tema de outra abordagem, um artigo detalhadamente didático. Se você tem silo, não deixe de ler – e reler – o ótimo trabalho elaborado pelo LabGrãos, da Universidade Federal de Pelotas/RS. E a edição foi além, com outras abordagens, como a armazenagem igualmente de extrema relevância a quem vive de e na agricultura. A exemplo, quais os passos (e são vários) para se obter a outorga de irrigação; quais as – promissoras – perspectivas para os cultivos de inverno na Região Sul; quais as potencialidades do grão-de-bico no Centro-Oeste; e muito, muito mais! Uma ótima leitura!