Pastagem

Bactérias ampliam tolerância de gramíneas à seca

Estudo revela como esses organismos podem melhorar desenvolvimento de Braquária em condições de estresse hídrico

Divaney Mamédio

Em um país de dimensões continentais e com diferentes condições climáticas, em que cerca de 90% dos bovinos são criados a pasto, com pouca ou nenhuma suplementação, os efeitos da seca têm demonstrado impactos ainda mais severos sobre o estabelecimento e manutenção das pastagens, havendo a necessidade urgente de tentar contornar esse problema. Alguns estudos indicam que, até meados deste século XXI, grande parte das terras aráveis do planeta serão afetadas pela seca, com fortes impactos sobre o crescimento das plantas.

A falta de água ao longo do ciclo de vida das plantas forrageiras provoca a paralisação parcial ou total do crescimento e desenvolvimento dos capins. Sob a condição de estresse por seca, as gramíneas diminuem a expan são das folhas e a emissão de novos tecidos, resultando na redução de perfilhamento, morte precoce das folhas (senescência) e, consequentemente, baixa produção de massa de forragem. A baixa produção de folhas interfere na eficiência com que a planta faz fotossíntese e isso traz sérios prejuízos para a produção de raízes. Sistema radicular bem desenvolvido permite a planta extrair de maneira mais eficiente a água e nutrientes do solo e, assim, ser mais tolerantes ao estrese por seca.

O uso de bactérias promotoras de crescimento de plantas, em pastagens, é umas das tecnologias inovadoras e sustentáveis ao meio ambiente, capaz de propiciar melhorias no desenvolvimento das gramíneas submetidas à condição de seca e, assim, minimizar os seus efeitos na produção de forragem. Essas bactérias, quando em associação com plantas, tem demonstrado a capacidade de promover modificações fisiológicas, através da produção de fitohormônios (a exemplo das auxinas, giberelinas e citocini...

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