A Voz do Criador

UM NOVO CICLO SE ANUNCIA

Nos últimos nove ou 22 anos, vimos a pecuária passar por marcantes transformações. O gado ficou mais jovem ao abate, mais carcaçudo. Vimos a pista de exposição ceder lugar para os programas de avaliação genética.

O consumidor de carne bovina ficou mais exigente. O churrasqueiro de fim de semana procura maciez, sabor e suculência. Mesmo no cozido do dia a dia, a dona de casa aprendeu que a gordura não é de tudo inimiga e que aquela carne escura “de antes” vem deixando a prateleira.

Qualidade essa, em parte, atribuída a um manejo mais correto do pecuarista, parte por uma evolução da tecnologia de reprodução. Os protocolos em tempo fixo passaram a dominar a inseminação artificial. As vacas, muitas das quais cruzadas, conhecem, ano a ano, um capim mais vigoroso. O agricultor tornou-se mais pecuarista e o pecuarista busca ser mais agricultor.

Quando o pasto não é dos melhores, é a técnica de conservação de forragem que sobressai como nunca, dos pampas às chapadas. O pecuarista moderno conta com híbridos e cultivares espetaculares para pastagem, silagem ou fenação. A sanidade também é grande vedete nessa toada.

Antes impossível, agora, visível, palpável, o Brasil vence a aftosa e vislumbra status nunca antes platônico. Da coleta do pelo ao DNA desvendado, a genômica aprendeu com a DEP que devagar se vai ao longe.

O mercado ascendeu, o pecuarista se redescobriu, a cadeia produtiva finalmente…se conversa. E a Revista AG registra todos estes episódios igual a uma maratona no Netflix. Durante todos esses anos é a porta-voz da genética, da nutrição, da sanidade, da gestão, do manejo e de todos os pilares nos quais se contrói a pecuária de resultados. É assim há nove ou 22 anos.

Na presente edição, por exemplo, temos “Matéria de Capa” sobre o Geneplus, “Entrevista do mês” com o novo presidente da ABCZ, Rivaldo Borges, “Escolha do Leitor” esmiuçando as diferenças entre heterose e heterozigose, “Integração”, que revela como a pecuária levou soja para o arenito; o papel da qualidade da forrageira na conservação de “Feno & silagem”, o primoroso manejo santitário que “O Confinador” deve apresentar ou a nova tendência que o moderno pecuarista ensaia, investindo mais em Bem-Estar Animal, destaque de “Caprinovinocultura”, ou, ainda, inúmeros debates que a cadeia produtiva proporciona, comprovado em “Leite”. Quer mais possibilidade? Veja em “Sanidade” e “Comércio Exterior”!

Há nove, 22 anos ou toda a vida, uma premissa é inabalável: o acesso à informação de qualidade faz transcender. Que o novo ciclo se inicie!

Grato hoje e sempre pela parceria.