O Confinador

Formação de lotes

Levar em consideração as necessidades básicas dos bovinos durante o processo facilita a adaptação ao confinamento?

Janaina Braga* e Fernanda Macitelli**

A “ adaptação” é a capacidade de um animal ajustarse a uma determinada situação ou ambiente. No texto anterior da seção “O Confinador”, vimos que a capacidade de adaptação ao ambiente de confinamento varia de animal para animal. Muitos se adaptam facilmente, enquanto outros não, sendo necessário retornálos às pastagens para que não morram. Mas, entre esses extremos, há animais que enfrentam dificuldades de adaptação e dificilmente são identificados, uma vez que ganham peso, mas não o suficiente para pagar o custo das diárias, os chamados “bois ladrões”.

No período inicial de transição do pasto para o confinamento, o reagrupamento social e as mudanças na dieta e no regime alimentar são os primeiros estressores aos quais os bovinos confinados precisarão se adaptar. Nesse contexto, qual seria a possibilidade de instalarmos os bovinos em pastos ou piquetes logo após a formação dos lotes, para que se familiarizem com os novos integrantes do grupo, com o maquinário, o cocho e o bebedouro, as pessoas e a préadaptação à dieta, antes de leválos para os currais de confinamento? Essa foi uma das estratégias testadas pelo nosso grupo de pesquisa (Grupo ETCO, da UNESP/ Jaboticabal e da UFMT/Rondonópolis). Antes de comentar os resultados, gostaríamos de explicar brevemente um importante aspecto do comportamento natural dos bovinos.

Bovinos são animais sociais e, portanto, vivem em grupos, o que, naturalmente, resulta em competição por recursos, comumente neutralizada pela formação da hierarquia de dominância. É a partir de interações agressivas, incluindo cabeçadas, empurrões e tentativas de monta, que os animais passam a se reconhecer individualmente e a estabelecer quem, dentro de um mesmo grupo, terá acesso priorit...

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