Santo Capim

CORREÇÃO E ADUBAÇÃO DO SOLO DA PASTAGEM (Parte 3)

Santo

Adilson de Paula Almeida Aguiar é zootecnista, investidor nas atividades de pecuária de corte e leite, professor de Forragicultura e Nutrição Animal e Consultor Associado da Consupec - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda.

A pastagem deve ser considerada como um ecossistema formado pela interação solo-planta-a-nimal-clima e o homem que a ex-plora. Os nutrientes são extraídos basicamente do solo, que é o reser-vatório natural de nutrientes para as plantas, mas a terra sob as pasta-gens no Brasil é reconhecidamente de baixa fertilidade natural. Apre-senta pH abaixo de 5,5, quando se busca acima de 6; fósforo abaixo de 1 mg/dm3, quando se busca acima de 30 mg/dm3; o K está abaixo de 0,70 mmolc/dm3, quando se deseja acima de 3, sendo assim para outras determinações. Então temos uma situação na qual a planta forrageira precisa extrair nutrientes que não são encontrados nas proporções e nas quantidades adequadas. Para agravar ainda mais essa situação, quando colocamos o animal no ecossistema, a ciclagem de nutrien-tes é totalmente alterada.

Os nutrientes contidos no solo são absorvidos e assimilados pela planta forrageira, que, depois, é consumida pelos animais. Do to-tal de nutrientes extraídos do solo, entre 10% (produto carne) e 25% (produto leite) são exportados no produto animal, e de 75% a 90% são excretados. Do total de nutrien-tes excretados, de 35% até 85% podem ser perdidos ao final de um ano, por processos como lixiviação, volatilização, fixação, erosão e nos malhadouros. Essas informações explicam, em parte, a queda na pro-dutividade das pastagens ao longo dos anos. Pode-se esperar queda em torno de 30% (variação entre 20% e 40%) na capacidade de suporte da pastagem entre o prime...

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