Exposições

AgroBrasília mobiliza setor produtivo

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A 12ª Feira Internacional dos Cerrados foi além das expectativas, tanto no volume de negócios como na mobilização dos produtores

Erick Henrique
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A AgroBrasília é uma exposição agropecuária jovem, principalmente se compararmos com a 85ª ExpoZebu, realizada no mês passado, em Uberaba/MG, bem como a 42ª Expointer de Es-teio/RS, que acontecerá em agosto. No entanto, esses 12 anos da feira suscita um vigor impressionante, tanto que já é considerada uma das oito maiores ex-posições agrícolas do Brasil, conforme análise do superintendente-executivo do Bradesco, Rui Pereira Rosa. Ou seja, para um banco dessa envergadura colocar a AgroBrasília nesse patamar, é sinal que o trabalho encabeçado pelo presidente da feira, Ronaldo Triacca, agrada a “gregos e troianos”.

A cada ano, o evento promovido no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, lo-calizado a 60 km de Brasília/DF, tem crescido o número de expositores. Em 2018, a feira contou com a presença de 440 expositores, um crescimento de aproximadamente 3% em relação a 2017. Já nesta edição foram 450 expo-sitores que participaram. Outro dado importante é acerca do volume de negócios nos últimos anos. Em 2016, foram movimentados R$ 600 mi-lhões; em 2017, esse número chegou a R$ 710 milhões, e, em 2018, foi regis-trado um crescimento de R$ 1,1 bilhão. Já nos dias 14 a 18 de maio, a Agro-Brasília 2019 cresceu 10%, movimen-tando R$ 1,2 bi.

Movimento Brasil Verde e Amarelo

AmareloNão somente de cifras e negócios agropecuários a 12ª edição da expo-sição foi marcada, pois, no dia 16 de maio, “O Movimento Brasil Verde e Amarelo” surgiu através de uma ini-ciativa do setor produtivo, que tem uma pauta de reivindicações que preci-sa ser atendida pelo Governo Federal. De acordo com as lideranças que coor-denam o movimento, as demandas do agro incidem na questão do Funrural, do endividamento agrícola, do crédito e do seguro agrícola, e da insegurança no campo e jurídica, entre outras.

Para José Guilherme Brenner, pre-sidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), entidade realizadora da feira dos cerrados, a carga tributária crescente a cada ano – que, em 2018, correspon-deu a 33,58% do PIB do País – afeta drasticamente a vida dos produtores e da população.

Novidades da pecuária

A pecuária é um dos setores que sempre atraem uma grande parcela de público, que, neste ano, contabilizou 120 mil pessoas. Du-rante os cinco dias de feira, houve leilões e exposição e oferta de bo-vinos e ovinos. Na bovinocultura de corte, estiveram presentes vá-rias raças, entre elas Guzerá, Se-nepol, Nelore, Braford, Brahman e Wagyu.

Mas sem uma boa oferta de for-rageiras na fazenda, os animais difi-cilmente vão expressar seu potencial genético a campo. Pensando nisso, a Embrapa Cerrados lançou, na Agro-Brasília, a cultivar Estilosantes Bela, uma leguminosa forrageira tropical desenvolvida pelas unidades da Em-brapa Gado de Corte e Cerrados, e é composta pela mistura física de se-mentes das cultivares de Stylosan-thes guianensis BRS GROF 1463 e BRS GROF 1480, semeadas em igual proporção.

“É excelente opção para a melhoria do desempenho de bovinos em pastagens consorciadas, bem como para as condições físicas, químicas e biológicas do solo, devido à produção de matéria orgânica de boa qualidade e alta capacidade de fixação biológica de nitrogênio”, destaca o pesquisador Gustavo José Braga, da Embrapa Cerrados.

De acordo com o pesquisador, nos ensaios da Embrapa, verificou-se um aumento entre 20% e 25% do desem-penho do gado de corte em relação às pastagens solteiras. Com esses núme-ros, percebemos o impacto da introdu-ção da leguminosa em uma pastagem consorciada”, ressalta.

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