A Voz do Criador

Mata Atlântica só onde ela é necessária

Já há muito tempo, o pecuarista tem uma inimiga que avança silenciosamente. Ano a ano, ela rouba uma fração do pasto e, consequentemente, diminui a pressão de pastejo dos animais, derrubando a produção de arrobas por hectare por ano. Dados do Rally da Pecuária atribuem cerca de 40% do processo de degradação de pastagens à dinâmica das plantas invasoras.

Muitas vezes, a negligência acontece no momento da formação da pastagem. Ignora-se um arbusto ou outro aqui, um capim estranho ali. Porém é preciso entender que, na verdade, as plantas infestantes, ditas invasoras, são comuns da nossa flora, então vão vencer qualquer tipo de competição com a Brachiaria, importada da África.

Terão mais acesso à luz, à água e a nutrientes, e produzirão mais sementes também. Plantas duras e muito duras podem fazer o pecuarista perder um faturamento de R$ 1 mil por hectare/ano. E não se engane, roçar só faz as invasoras crescerem mais fortes. Enquanto se roça em cima, há raízes de cinco metros de comprimento dentro do solo, dependendo da espécie.

Para entender a dinâmica das invasoras, aprender o que NÃO fazer e saber dicas de como controlar a infestação, não deixe de ler nossa “Matéria de Capa”. Agora, se você tiver bom pasto e ainda quiser dar um upgrade na produtividade do rebanho, mas com controle de gastos, é preciso conhecer o custo de produção da sua silagem, confira “Feno & Silagem”.

E, antes de fechar no cocho, conheça alguns benefícios dos alimentos extrusados em “O Confinador”. Junto com a boa boia, deve caminhar um bom controle sanitário, bem como o uso correto de antimicrobianos – tema da nossa “Entrevista do mês” –, e uma genética apurada, que será vista em “Raças”, matéria na qual mostramos a ascensão do Brangus, escolha número um no repasse da inseminação artificial e ótima opção no cruzamento industrial.

Será possível ver o resultado desse investimento em “Abate Técnico” realizado no Tocantins. Lá, o criador José Eduardo Guimarães Motta busca a verticalização da produção, mesmo exemplo do projeto que vem sendo coordenado pelo Núcleo de Poll Dorset Sul, que busca a certificação de cortes ovinos da raça, destaque de “Caprinovinocultura”.

Para que tanto esforço? Para melhorar os processos produtivos da propriedade, ganhar escala e faturar mais na venda de um produto diferenciado. Conheça, em “Escolha do Leitor”, o novo destinado para as carnes de alto valor agregado. Por fim, “Leite” mostra como a indução da lactação reduz o descarte errôneo de vacas produtivas.

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Boa Leitura!