Edição de Aniversário

 

20 ANOS COM VOCÊ

Adilson Rodrigues
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Hoje, uma das líderes entre as publicações especializadas em pecuária, a Revista AG completa duas décadas de mercado e durante todo esse tempo comprovou-se uma verdadeira parceira do pecuarista brasileiro. Através de centenas de especiais, artigos e matérias, proveu informação de qualidade e aplicável dentro de qualquer fazenda, seja ela de grande ou pequeno porte. Em linguagem simples e técnica, publicou matérias de todo tipo, do manejo do solo da pastagem até o abate do gado no frigorífico.

O caminho não foi fácil; então, relembremos como essa linda história começou. É difícil falar de AG sem antes mencionar a Revista A Granja, outro título de sucesso da Editora Centaurus e que já completou 72 anos. A AG surgiu como um encarte dentro d’A Granja. Isso foi em março de 1997, há exatos 20 anos. Com a drástica diminuição das matérias de pecuária dentro da Revista A Granja, chegava o momento de criar uma nova revista. No batismo, ganhou o nome de AG Leilões.

“A decisão de lançar a Revista AG foi tomada quando uma grande parcela de assinantes exigia mais matérias pecuárias e não podíamos mais fazer isso dentro da Revista A Granja. Ao mesmo tempo, perder uma grande parcela de leitores que foram a base das assinaturas durante décadas, também estava fora de cogitação”, relembra Eduardo Hoffmann, diretor-executivo da Editora Centaurus. A primeira edição tinha 28 páginas, muito pouco comparado à média atual, sempre acima de 60 páginas, e que já ultrapassaram 150 páginas. Parece pouco, mas, para quem lia apenas uma média de cinco páginas por mês, foi uma mudança brutal.

“A transição aconteceu de maneira bastante sutil e, praticamente, imperceptível ao leitor. Mas, analisando as décadas em separado, ou a cada cinco anos, fica evidente o realinhamento editorial”, explica Hoffmann. A Revista AG viveu muitos momentos gloriosos, mas quem resume para a gente é o próprio diretor- -executivo:

“A primeira edição foi muito especial, por ser uma novidade impactante no mercado de revistas e na própria empresa. Fazer duas revistas simultaneamente exigiu uma nova organização, além da receptividade que o público poderia ter. Outro momento marcante foi a troca de nome de AG Leilões para AG – A Revista do Criador, porque representou uma verdadeira mudança editorial, que, inicialmente, estava mais centrado em notícias de leilões, exposições e tudo mais que cercava tais eventos. Agora, temos uma posição consolidada de matérias técnicas e com foco no conhecimento dos pecuaristas”.

No conteúdo, houve a inclusão de algumas seções novas, como a “Entrevista do Mês”; a chegada de novos colunistas de peso e o fortalecimento das notícias leiteiras. Esse investimento ocorreu mesmo após anos de crises intensas, como no fatídico surto de aftosa em 2005, que sepultou a arroba do boi gordo. “Como nessa época estávamos com oito anos de AG, a revista estava em franco crescimento e fizemos do ano de 2005 melhor do que 2004, mesmo na crise”, observa Hoffmann.

Especialmente nos últimos dez anos, a consolidação da marca AG ocorreu em bases sólidas, com qualidade de assinantes, leitores e na consistência das matérias e seções, indo além com o diferencial de seus respeitados cronistas. Como Eduardo Hoffmann gosta de frisar, “fazer uma revista bonita ou técnica não é difícil, mas reunir essas duas qualidades à utilidade para o dia a dia do pecuarista, com assinatura e completar 20 anos postando-a mensalmente para todo o Brasil de maneira sustentável é um pouco mais complicado”, brinca

Na AG, a qualidade de informação é total. Também consolidamos o Touro de Ouro, nossa entrega de prêmios na qual nossos leitores escolhem as melhores empresas e produtos em todos os segmentos da pecuária. Ao ler a Revista AG, ainda é possível enxergar as transformações por qual passa a agropecuária ano a ano. Agricultor e pecuarista começam a se fundir ou passam a conviver mais próximos, aproveitando as vantagens da fusão entre pecuária e agricultura.

O pecuarista está ficando mais mecanizado e profissional, seja no manejo do gado, da genética, da sanidade ou da nutrição, como também no plantio e na conservação de pastagens, no confinamento e no plantio de culturas para conservação de forragens. A AG acompanha e antecipa essas tendências, informando e auxiliando os criadores. Passear os olhos nas 20 capas do mês de março de AG – A Revista do Criador evoca um túnel do tempo pecuário.

No ano 2, por exemplo, a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) já tomava a capa; em 2002, as mudanças que prometiam revolucionar a rastreabilidade bovina eram anunciadas. Mais à frente, em 2012, o polêmico artigo sobre os modificadores orgânicos e a bombástica entrevista com o centenário engenheiro- -agrônomo Fernando Penteado Cardoso. A AG também foi uma das poucas revistas com coragem para questionar critérios de julgamento nas pistas de exposição.

Bom, se elencarmos tudo de bom noticiado até o momento, precisaremos de mais 20 números. Congratulações aos pecuaristas e parabéns à Revista AG pela longevidade!