Falou

Conquistando o Brasil

O gerente Nacional de Vendas da JCB, Michael Steenmeijer, fala sobre o futuro da empresa no País

“A expectativa é positiva, mesmo que o cenário brasileiro esteja instável neste momento

Revista AG - Como está a “pulverização” das máquinas JCB nas fazendas pecuárias brasileiras?

Michael Steenmeijer - Como trabalhamos há mais de um ano sobre o novo conceito de manipulação de materiais dentro do segmento pecuário, a “pulverização” das nossas máquinas está em uma linha crescente e cada vez mais presente no campo. Temos tido sucesso em demonstrações e as vendas são consequência desse trabalho.

Revista AG - Aliás, o setor de máquinas voltadas para este segmento representa quanto do market share da empresa?

Michael Steenmeijer - Ano passado, as máquinas na agricultura e na pecuária representaram 4%. Fechamos julho com 8,5% e, como já citado, estamos em uma linha crescente e buscaremos aumentar o share dentro da JCB do Brasil.

Revista AG - Qual sua perspectiva sobre a pecuária nacional? Cada vez mais criadores de gado vão utilizar máquinas especializadas?

Michael Steenmeijer - A expectativa é positiva, mesmo que o cenário brasileiro esteja instável neste momento. Vemos poucos investimentos por causa da insegurança política e econômica. Os criadores de gado estão, sim, buscando novas tecnologias e, como as margens estão menores, procuram diminuir os custos. Nossos equipamentos os ajudam a ter maior lucratividade.

Revista AG - Hoje, qual o principal produto da empresa? Quais seus diferenciais?

Michael Steenmeijer - Para a JCB Agriculture, nosso principal equipamento é o Loadall Agrícola, manipulador telescópico, nos modelos 531-70 e 541-70. Esse equipamento foi inventado pela JCB em 1977 e, desde então, a empresa trabalha em inovação e foco no cliente para entregar o melhor produto do mundo em suas mãos. Destacaria a versatilidade, a produtividade, o conforto, a segurança e a economia de combustível.

Revista AG - A JCB planeja investimentos futuros nos parques industriais brasileiros?

Michael Steenmeijer - A JCB vem investindo pesado e a prova disso é a nova fábrica inaugurada em 2012 e os novos produtos fabricados aqui no Brasil, como, por exemplo, os dois últimos modelos de pás carregadeiras. Os investimentos nunca pararam e temos a certeza de que sempre teremos algo novo para oferecer ao mercado nacional.

Revista AG - O setor de feno e silagem é o que mais impulsiona o crescimento da empresa no segmento pecuário?

Michael Steenmeijer - Este é o segmento de maior sucesso no momento e conseguimos mostrar aos clientes toda a versatilidade de nossas máquinas na manipulação desses materiais. Revista AG - Sobre a tecnologia Tier 4I Engine, em que consiste? Ela estaria presente em todos os produtos da empresa? Michael Steenmeijer - Esta tecnologia já está sendo aplicada na linha de produtos comercializados na Europa, mas ainda não sabemos quando será introduzida no mercado nacional. Isso logicamente dependerá das exigências da legislação brasileira, assim como na melhoria da qualidade do diesel produzido e disponibilizado no Brasil.

Revista AG - O que o futuro reserva para a JCB no Brasil?

Michael Steenmeijer - A JCB já vem trabalhando em um projeto de ampliação da linha de produtos especialmente desenvolvida para aumentar a eficiência e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais durante as diversas aplicações no segmento agrícola. Além disso, já estamos no processo de reestruturação e capacitação da nossa rede de distribuidores no sentido de melhor atender esses potenciais clientes que desenvolvem atividades agrícolas em todo território nacional.