A Voz do Criador

 

Parabéns pelo seu dia, pecuarista!

A pecuária possui referência bíblica e deriva do aperfeiçoamento dos caçadores-coletores, que já existiam há cerca de 100.000 anos, quando o homem ainda era nômade. Eles aprenderam a aprisionar os animais para abatê-los posteriormente. Algum tempo depois, entenderam que poderiam administrar a reprodução dos mesmos. No Brasil, a atividade pecuária surgiu no século XVII, no rastro da ascensão da economia açucareira. Os bovinos eram utilizados para transporte e para mover os engenhos de cana-de-açúcar. Com o passar do tempo, o crescimento do rebanho causou destruição das plantações, empurrando o gado sentido ao interior, onde começou a ser usado como atividade de subsistência.

Três séculos depois, o pecuarista figura na sociedade moderna entre as mais importantes profissões. Dele provém a proteína vermelha que vai alimentar os nove bilhões de pessoas esperadas para o ano de 2025. Uma vocação natural e uma paixão incondicional por aquilo que faz. Fica aqui nossa homenagem ao Dia do Pecuarista, comemorado em 15 de julho. Nesta data tão especial, a Revista AG presenteia o pecuarista com um grande especial sobre pastagens. Adubação, correção, diversificação e escolha das sementes são os destaques desta edição. Não deixe de conferir também a entrevista exclusiva com Frans Borg, diretor presidente da Cooperativa Castrolanda, um império de R$ 1,7 bilhão e um exemplo de cooperativismo no Brasil.

Surpreenda-se também com uma normativa inusitada do Ministério da Agricultura que pegou todo o setor de surpresa, proibindo o uso de avermectinas de longa ação, grupo químico que contempla as principais moléculas utilizadas no controle de carrapatos, moscas, bernes e vermes causadores de prejuízos na ordem de bilhões de dólares à pecuária brasileira. O leitor pediu e a Revista AG atendeu. Em “Escolha do Leitor”, veja a diferença entre heterose e complementaridade entre raças. Pois é, são conceitos diferentes! Falando em raças, o destaque do mês é o Brangus, que une as virtudes dos taurinos à resistência dos zebuínos. Já “O Confinador” chama a atenção para os 21 dias de adaptação da dieta de confinamento, um ponto crítico de estresse aos bovinos.

Por fim, em “Leite”, o leitor pode conferir os impactos do uso de fertilizantes na produtividade do rebanho, que devolve o investimento inicial na forma de mais litros de leite, e “Caprinovinocultura” mostra a ascensão da Raça Dorper pautada pelo próprio crescimento da ovinocultura nacional. Isso e muito mais nesta imperdível edição de AG – A Revista do Criador. Boa leitura!!!