Falou

 

Pioneira em implementos agrícolas

“O pecuarista representa em média 30% de nosso faturamento”

José Hajime Takahashi, sócio-diretor da Ikeda, apresenta as novidades para 2014

Revista AG – Quando a Ikeda surgiu?

José Hajime Takahashi - A Ikeda iniciou as atividades no município de Pompéia/SP, em 1945, com uma pequena oficina, mas somente começou a fabricação dos primeiros arados de aivecas para tração animal em 1960. Em 1965, passou a produzir as primeiras adaptações para acoplamento em tratores. Esta especialização em máquinas que trabalham o solo perdura até hoje, com a mais extensa e completa linha de Arados de Aivecas.

Revista AG – Com quais linhas a empresa trabalha?

José Takahashi - Hoje, além da tradicional linha agrícola de (Arados de Aivecas, Subsoladores e Aeradores de solo), a Ikeda incorpora mais duas unidades de negócio: a Divisão Giragrill, que fabrica equipamentos e acessórios para churrasco, e a Divisão Aironflex, que produz móveis, suportes e acessórios High-End para Áudio, Home-Theater e Decoração.

Revista AG – Quais os principais produtos voltados para a pecuária?

José Takahashi - Temos o Matabroto, que corta horizontalmente o solo em toda a largura de trabalho, destruindo todo o sistema radicular dos brotos, além de promover a completa descompactação e aeração do solo. Além desse, há Aeromix, que tem como principal característica a descompactação e aeração do solo das pastagens com melhor relação custo x benefício operacional. Já o Triller, que é um Sulcador para enterro de mangueiras, abre sulcos com profundidade entre 30 e 70 cm, instala mangueiras de até 2 cm de diâmetro no fundo do sulco e, em seguida, o fecha. Conseguimos enterrar 100 metros de mangueira em dez minutos de operação, com um trator de 75 hp.

Revista AG – Como funciona a Moto-Semeadora MS-40?

José Takahashi - A Moto-Semeadora MS-40 deve ser acoplada em uma motocicleta ou quadriciclo, de preferência de pequeno porte (125 ou 150 cc). As sementes de pasto, adubos e corretivos são lançados em uma largura de trabalho útil de dez metros, o que faz seu custo operacional ser extremamente baixo. Esse equipamento foi desenvolvido junto com a Embrapa para atender a demanda dos criadores que fazem ILP, que sobressemeiam capim na soja, na fase em que esta entra em processo de Senescência. Esta operação, antes da MS-40, só era possível com aviação agrícola.

Revista AG – A Ikeda oferece para seus clientes serviços de pós venda?

José Takahashi - Não há um programa específico de pós-venda, porém nossos equipamentos dependem, antes da venda, de um trabalho de demonstração de funcionamento. Após a venda ser concretizada, há ainda a entrega técnica e os operadores recebem o treinamento adequado.

Revista AG – A Ikeda oferece para seus clientes serviços de pós venda?

José Takahashi - Não há um programa específico de pós-venda, porém nossos equipamentos dependem, antes da venda, de um trabalho de demonstração de funcionamento. Após a venda ser concretizada, há ainda a entrega técnica e os operadores recebem o treinamento adequado.

Revista AG – Como foram as vendas aos pecuaristas em 2013?

José Takahashi - A pecuária representa, em média, cerca de 30% de nosso faturamento. Lógico que o preço do boi influencia no volume de venda, mas podemos considerar que 2013 foi um ano bom.

Revista AG – Alguma novidade para a linha de pecuária?

José Takahashi - Estamos trazendo da Inglaterra uma bomba do tipo Carneiro Hidráulico, que possui um projeto inovador e protegido por Patente Internacional. Importamos um lote pequeno para teste. O preço ainda é um pouco alto por serem importadas, porém, menor que as tradicionais. Estudamos fabricá-las sob licença no Brasil. O grande problema deste tipo de equipamento é o funcionamento crítico do equipamento, com paradas constantes. A proposta da bomba inglesa é justamente resolver essa questão.