Falou

Tecnologia indiana no Brasil

"Nossos principais clientes são fazendeiros, empresas de logística e mineração"

O diretor Comercial e Marketing da Bramont, Jean Anwandter, fala da expansão dos veículos Mahindra

Revista AG – Por que a empresa adotou o uso da palavra Pik Up sem a letra "C" (Pick-up), como é o habitual?

Jean Anwandter – Pick Up é uma marca registrada em vários países e por isso a Mahindra preferiu registrar e usar a palavra Pik Up.

Revista AG – Como está a expansão da empresa no Brasil?

Jean Anwandter – A Bramont, empresa que produz os veículos Mahindra, iniciou as atividades no Brasil em 2007 e desde lá vem investindo na fábrica em Manaus/AM. No ano passado, iniciamos as instalações da fábrica de tratores em Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul, e ainda para este semestre teremos o lançamento das marcas Keeway e Benelli, voltadas para atender o mercado duas rodas.

Revista AG – Ainda está em andamento o projeto com o BNDES para facilitar o acesso dos clientes a linhas de crédito?

Jean Anwandter – Na área de tratores sim, todos os documentos para o Finame e o Mais Alimentos já foram enviados pelo Governo. Agora, aguardamos a conclusão do processo até o final deste ano.

Revista AG – Quais os diferenciais e vantagens das Pik Ups Mahindra?

Jean Anwandter – As Pik Ups Mahindra são robustas e fortes para o trabalho. O motor turbodiesel VGT eletrônico mHawk 2.2 proporciona grande torque e versatilidade quando combinado com a tração 4x4 e 4x4 low. O melhor custo-benefício em três frentes: aquisição (chega a ser 14% mais barata que um similar da concorrência), manutenção (fácil de ser realizada) e combustível (economia de diesel com 13 litros/km na média de consumo).

Revista AG – Quais as outras linhas da empresa?

Jean Anwandter – A Bramont atua no mercado de automóveis com as Pik Ups Mahindra, no mercado agrícola com os tratores Mahindra e no mercado duas rodas com as marcas Keeway e Benelli.

Revista AG – Como a matriz indiana avalia as oportunidades de crescimento do mercado brasileiro?

Jean Anwandter - Os executivos indianos da Mahindra acreditam e investem no mercado brasileiro. Estamos com a linha de tratores de 45cv a 92cv, para atuarmos focados na agricultura familiar. O trator Mahindra é o trator mais vendido no mundo, chegando a uma fabricação de 250 mil tratores ao ano. É com esta postura que encaramos o mercado brasileiro, um país rico em terras, onde a agricultura impulsiona a economia e alimenta o mundo.

Revista AG – Existem quantas fábricas no Brasil?

Jean Anwandter – Nós temos três fábricas. Duas no PIM (Polo Industrial de Manaus), no Amazonas, onde produzimos caminhonetes e motos, e outra em Dois Irmãos/RS, onde são feitos os tratores.

Revista AG – Qual o balanço das vendas no primeiro semestre deste ano?

Jean Anwandter – Mahindra Carros, neste primeiro semestre, vendeu 293 veículos, um crescimento de 55% em relação ao mesmo período de 2012.

Revista AG – Qual o perfil dos clientes da empresa?

Jean Anwandter - Nossos principais clientes são fazendeiros, empresas de logística, mineração, entre outras, que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho.

Revista AG – Destes, quantos são pecuaristas?

Jean Anwandter – Podemos dizer que cerca de 30% dos nossos clientes são pecuaristas.

Revista AG – Como está a expansão pelo mundo? Quais países mais importam a tecnologia Mahindra?

Jean Anwandter – A Mahindra se encontra em todo o planeta. Na América Latina, está presente no Chile, Peru, Uruguai, Brasil, Guatemala e Panamá. Estados Unidos, Itália, Turquia, Austrália e África do Sul são outros países onde a Mahindra atua.